Joseph Robinette Biden Jr. (Scranton, 20 de novembro de 1942), é um advogado e político norte-americano que serviu como o 46.º presidente dos Estados Unidos de janeiro de 2021 a janeiro de 2025. Filiado ao Partido Democrata, também foi o 47.º vice-presidente de 2009 a 2017, durante o governo Obama. Entre 1973 e 2009, exerceu seis mandatos consecutivos como senador pelo Delaware, período em que presidiu importantes comitês do Senado.
Natural da Pensilvânia, Biden e sua família se mudaram para o Delaware em 1953. Concluiu o bacharelado pela Universidade de Delaware em 1965, obtendo sua licenciatura em Direito pela Universidade de Syracuse em 1968. Sua carreira política iniciou como membro do Conselho do Condado de New Castle em 1970. Em 1972, sua eleição para o Senado, aos 29 anos de idade, o converteu em um dos senadores mais jovens da história do país. No Senado, integrou por muitos anos e presidiu o Comitê de Relações Exteriores. Em 1991, se opôs à Guerra do Golfo, mas defendeu a intervenção dos Estados Unidos e da OTAN na Guerra da Bósnia. Votou a favor da resolução que autorizou a Guerra do Iraque em 2002, mas se opôs ao aumento de tropas norte-americanas em 2007. Também atuou como presidente do Comitê Judiciário, lidando com questões relacionadas a políticas de drogas, prevenção ao crime, liberdades civis e as polêmicas nomeações de Robert Bork e Clarence Thomas para a Suprema Corte. Liderou os esforços para aprovar legislações contra crimes violentos e a violência contras as mulheres.
Biden concorreu sem sucesso às nomeações de seu partido para as eleições presidenciais de 1988 e 2008. Foi escolhido como o candidato a vice-presidente pelo senador Barack Obama em 2008. Com a vitória da chapa, supervisionou os gastos em infraestrutura destinados a conter a Grande Recessão e ajudou a formular a política norte-americana em relação ao Iraque até a retirada das tropas naquele país, em 2011. Sua capacidade de negociar com os republicanos do Congresso ajudou o governo a aprovar importantes legislações. Obama-Biden foram reeleitos em 2012, derrotando Mitt Romney e Paul Ryan. Foi agraciado com a Medalha Presidencial da Liberdade por Obama em 2017. Em abril de 2019, anunciou sua candidatura à nomeação democrata para a eleição presidencial de 2020. Após garantir a nomeação, escolheu a senadora Kamala Harris como vice. Ao derrotar o presidente Donald Trump em novembro, alcançou o maior número de votos populares registrados e se converteu no presidente mais idoso da história dos Estados Unidos.
Na presidência, Biden sancionou o Plano Americano de Resgate Econômico de 2021, a fim de combater a pandemia de COVID-19 e a recessão causada por esta, assim como projetos bipartidários voltados a fortalecer a infraestrutura e a revitalizar a indústria manufatureira. Para a Suprema Corte, nomeou Ketanji Brown Jackson, a primeira mulher negra a assumir o cargo. Também reverteu várias políticas do governo Trump, especialmente na área ambiental, acabou com a proibição de pessoas transgênero servirem nas Forças Armadas, aumentou a proteção empregatícia para trabalhadores federais e reafirmou a proteção aos chamados dreamers. Na política externa, supervisionou a retirada total das tropas do Afeganistão, a qual ocasionou o colapso do governo afegão e à tomada de controle pelos talibãs. Reagiu à invasão russa da Ucrânia impondo sanções à Rússia e autorizando a ajuda civil e militar à Ucrânia. Durante a guerra entre Israel e o Hamas, apoiou militarmente Israel e enviou ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Biden venceu as primárias democratas para a eleição de 2024, mas desistiu de sua candidatura após um mau desempenho no primeiro debate com Trump, o qual gerou preocupações generalizadas sobre sua idade e aptidão ao cargo; Biden endossou Harris como sua substituta na eleição, mas ela perdeu o pleito. Biden deixou o cargo de presidente com baixos índices de popularidade, puxados principalmente por uma visão negativa do eleitorado com sua gestão econômica. Entre acadêmicos e historiadores, a presidência de Biden é classificada como acima da média.
Biden nasceu em 20 de novembro de 1942 no Hospital St. Mary, em Scranton, Pensilvânia, sendo filho de Catherine Eugenia Biden (née Finnegan; 1917-2010) e Joseph Robinette Biden Sr (1915-2002). Primogênito de quatro irmãos de uma família católica, possui uma irmã e dois irmãos. Sua mãe era descendente de irlandeses, com raízes atribuídas variadamente ao Condado de Louth ou ao Condado de Derry. Seus avós paternos, Mary Elizabeth (Robinette) e Joseph H. Biden, um empresário do ramo petrolífero de Baltimore, Maryland, eram descendentes de ingleses, franceses e irlandeses. Seu tataravô paterno, William Biden, nasceu em Sussex, na Inglaterra, e imigrou para os Estados Unidos. Seu bisavô materno, Edward Francis Blewitt, integrou o Senado do Estado da Pensilvânia.
O pai de Biden tinha boa situação financeira no início da sua vida, mas sofreu várias dificuldades em seus negócios na época que seu primeiro filho nasceu, e por vários anos a família teve que viver com os avós maternos de Biden, os Finnegan. Quando a região de Scranton entrou em declínio econômico durante a década de 1950, o pai de Biden não encontrou trabalho suficiente. Em 1953, a família Biden mudou-se para um apartamento em Claymont, Delaware, onde viveram por alguns anos antes de se mudarem para uma casa em Wilmington, Delaware. Biden, Sr. conseguiu um bom emprego como vendedor de carros usados, mantendo a família na classe média.
Biden estudou na Archmere Academy em Claymont, onde era um halfback / wide receiver de destaque no time de futebol americano do ensino médio, ajudando a liderar um time perdedor para uma temporada invicta em seu último ano. Também jogou no time de beisebol. Durante esses anos, participou de um protesto sentado anti-segregação em um teatro de Wilmington. Academicamente, era um estudante acima da média, considerado um líder natural entre os alunos e foi eleito representante de classe em seus anos júnior e sênior. Graduou-se em 1961.
Em 1965, Biden concluiu seu bacharelado pela Universidade de Delaware, com um double major em história e ciência política, ficando na posição 506 entre os 688 graduandos. Seus colegas de classe ficaram impressionados com suas habilidades de aprendizado rápido. Em 1964, durante as férias de primavera nas Bahamas, conheceu e começou a namorar com Neilia Hunter, que era de Skaneateles, Nova Iorque, e estudava na Universidade de Syracuse. Biden disse a ela que pretendia se tornar senador aos 30 anos de idade e, em seguida, presidente. Desistiu do plano de jogar para o time de futebol da faculdade, permitindo-lhe passar mais tempo fora do estado visitando Neilia.
Biden ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de Syracuse, recebendo metade de uma bolsa de estudos com base em suas necessidades financeiras, com assistência adicional por conta de seus estudos acadêmicos. De acordo com sua própria descrição, achava que a faculdade de direito era "o buraco mais chato do mundo" e deixou de dormir por várias noites para cumprir com suas obrigações acadêmicas. Durante seu primeiro ano, foi acusado de plagiar cinco das 15 páginas de um artigo jurídico de revisão. Afirmou que foi um equívoco inadvertido ocorrido por não conhecer as regras adequadas de citação, e foi autorizado a retomar o curso depois de receber uma nota "F", que foi posteriormente retirada do seu registro; mais tarde, este incidente chamou atenção quando novas acusações de plágio surgiram em 1987. Concluiu seu Juris Doctor em 1968, graduando-se na posição 76 de 85 formandos de sua classe. Foi admitido na ordem dos advogados de Delaware em 1969.
O auge da Guerra do Vietnã ocorreu enquanto Biden estudava, e como estudante foi dispensado de servir no Exército, sendo reclassificado em 1968 pelo Sistema de Serviços Seletivos como não disponível para servir por ter tido asma na adolescência, podendo ser convocado em caso de "emergência nacional". Não participou de nenhuma manifestação anti-guerra, dizendo mais tarde que nesta época estava preocupado com o casamento e a faculdade de direito, e "usava casacos esportivos... não tingidos".