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Joaquim Roriz

Político brasileiro (1936–2018)

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Joaquim Domingos Roriz (Luziânia, 4 de agosto de 1936 - Brasília, 27 de setembro de 2018) foi um político brasileiro, governador do Distrito Federal por quatro mandatos, ministro da Agricultura e Reforma Agrária nas duas primeiras semanas do governo Fernando Collor e senador, cargo ao qual renunciou em 4 de julho de 2007, após sofrer acusações de corrupção. Foi casado desde 1960 com Weslian Roriz e tiveram três filhas: Wesliane, Liliane Roriz e Jaqueline Roriz.

Joaquim era diabético, teve uma perna amputada em 30 de agosto de 2017. Morreu em Brasília, em 27 de setembro de 2018, aos 82 anos de idade, vítima de choque séptico, decorrente de complicações clínicas de uma pneumonia.

Vereador de Luziânia, deputado federal e vice-governador

Foi eleito vereador de sua cidade natal nos anos 70. Em 1978 candidatou-se a deputado estadual por Goiás e venceu, sendo o candidato mais votado pelo MDB no estado.

Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores (PT) em Luziânia, no ano de 1980. Já no PMDB foi eleito deputado federal em 1982. Em 1986 venceu a eleição para o cargo de vice-governador de Goiás, na chapa do governador Henrique Santillo.

Prefeito, Governador do Distrito Federal e Ministro

Em 1987, teve breve passagem pela prefeitura de Goiânia, na qualidade de interventor.

Em 1988, o então Presidente da República, José Sarney, o nomeou governador do Distrito Federal, na época em que essa unidade da federação ainda não elegia o próprio governador, situação chamada popularmente de governo biônico.

Entre 15 de março e 29 de março de 1990, foi ministro da Agricultura e Reforma Agrária no governo Collor, se afastando ao cargo para disputar o governo do Distrito Federal.

Governador do Distrito Federal

Teve sua pretensão novamente ao Distrito Federal contestada pelos adversários sob o argumento de que, como já exercera o mandato há poucos meses do pleito, não poderia concorrer à reeleição para um cargo executivo. Contudo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) validou sua candidatura ao considerar que, no período em que Roriz governou o Distrito Federal, o fizera por nomeação e não por eleição.

Em outubro de 1990, foi eleito em primeiro turno pelo extinto Partido Trabalhista Renovador (PTR), após anos filiado ao MDB/PMDB. Na primeira eleição distrital para governador, Joaquim Roriz teve como vice-governadora Márcia Kubitschek, (filha de Juscelino Kubitschek).

Em 1 de janeiro de 1991 (data prevista pela Constituição Federal de 1988), o Distrito Federal ganhou autonomia política, tal como as demais unidades federativas do país e, nesse mesmo dia, tomaram posse Joaquim Roriz e sua vice, Márcia Kubitschek.

Em 1994, o candidato a governador apoiado por Roriz, Valmir Campelo, perdeu as eleições. Com isso, Roriz entregou o governo a Cristovam Buarque, então no PT.

Roriz é responsável por muitas obras na capital e pela fundação de várias das cidades-satélites. É tido por seus aliados como um grande "tocador de obras", como a Ponte JK, vários viadutos e o Metrô do Distrito Federal o qual, em pouco mais de dez anos, consumiu bilhões de reais em recursos e permanece incompleto. Seus adversários, a classe média brasiliense e a opinião pública o acusam de ter depauperado e favelizado o Distrito Federal, com a distribuição em massa de lotes semi-urbanizados em cidades-satélite, incentivando a forte migração de pessoas de baixa renda sem o provimento devido de emprego e condições mínimas de subsistência, aumentando em mais de um milhão de habitantes a população do Distrito Federal, de estimular e se beneficiar da grilagem de terras e de superfaturar obras públicas em favor de construtoras e empreiteiras de seus aliados políticos.

Retorno ao governo do Distrito Federal

Nas eleições de 1998, disputou contra Cristovam Buarque e foi eleito no segundo turno governador pelo PMDB, ao lado de Benedito Domingos (do antigo PPB, atual PP), como vice-governador, em uma eleição ganha por pequena vantagem de votos (51,26% a 48,74%). Em 2002 Roriz foi reeleito, derrotando no segundo turno Geraldo Magela, do PT. Roriz venceu mais uma vez, em disputa apertada, e assumiu seu quarto mandato como governador do Distrito Federal, sendo o único governador do DF a conseguir se reeleger até 2022 desde que a reeleição foi instituída em 1998.

Após treze anos intercalados como governador do Distrito Federal (1988/1990, 1991/1995, 1999/2006) Roriz renunciou em favor de sua vice, Maria Abadia para lançar-se candidato ao Senado Federal pelo PMDB em 2006. Sua sucessora disputou a reeleição pelo PSDB, com o intuito de permanecer no cargo até 2010, mas foi derrotada no primeiro turno pelo então pefelista José Roberto Arruda, que teve apoio informal de Roriz, e, em contrapartida, a chapa de Arruda foi composta por um candidato a senador pouco conhecido, ajudando na eleição de Roriz para o Senado.

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Joaquim Roriz | World in Stories