Joaquim Rodríguez Oliver (Barcelona, 12 de maio de 1979), apelidado Purito, é um exciclista de rota espanhol, profissional desde 2001 até 2016. Durante sua corrida profissional correu nas equipas O.N.C.E. - Eroski, Saunier Duval - Prodir, Caisse d'Epargne e Team Katusha. Atualmente é embaixador da marca de bicicletas Orbea. O seu irmão menor Alberto foi também ciclista profissional.
Em seu palmarés, Purito tem um total de 45 vitórias como profissional; ademais, é vencedor do UCI World Ranking 2010 e o UCI WorldTour 2012 e 2013. Entre suas vitórias mais importantes encontram-se 14 vitórias em Grandes Voltas (2 etapas no Giro d'Italia, 3 etapas no Tour de France e 9 etapas na Volta a Espanha), o Grande Prêmio Miguel Indurain 2010, a Volta à Catalunha 2010 e 2014, a Volta a Burgos 2011, a Flecha Valona 2012, o Giro de Lombardia 2012 e 2013 e Volta ao País Basco 2015. Ainda que nunca tem ganhado uma Grande Volta, se subiu ao pódium em várias ocasiões (2.º no Giro d'Italia 2012 e Volta a Espanha 2015 e 3.º no Tour de France 2013 e Volta a Espanha 2012). Ademais, tem portado o camisola de líder em dois delas, o Giro e a Volta. É um dos 18 corredores na história em se subir ao pódium nas três Grandes. Também tem conseguido a medalha de bronze o Mundial de Mendrisio 2009 e a medalha de prata em Florencia 2013.
Em 2012 foi terceiro na Bicicleta de Ouro a melhor ciclista do ano.
Nascido em Barcelona a 12 de maio de 1979, se transladou ao País Basco para seu passo pelo campo amador, militando na equipa Iberdrola, considerado filial da equipa profissional ONZE dirigido por Manolo Saiz. Entre suas vitórias destaca a primeira etapa da Volta a Segovia 1999, a Subida a Gorla 2000. e sobretudo o Memorial Valenciaga nesse mesmo ano.
Estreou como profissional no ano 2001 com a equipa ONZE-Eroski da mão de Manolo Saiz. Após seu passo pela equipa Saunier Duval-Prodir alinhou pela equipa Caisse d'Epargne-Illes Balears.
Entre seus lucros mais importantes destaca a general da montanha na Volta a Espanha de 2005, o Campeonato da Espanha de Ciclismo 2007, tem ganhado etapas nas três Grandes Voltas e o bronze obtido no Mundial de Mendrisio 2009. Em 2012 conseguiu o segundo lugar no Giro d'Italia, a só 16 segundos do vencedor.
Desde sua primeira corrida demonstrou suas habilidades como escalador e como rodador.
Era um bom gregário para Alejandro Valverde, além de um magnífico rodador-escalador e por isso gozava de liberdade dentro da equipa Caisse d'Epargne conseguindo grandes triunfos como suas duas etapas na Tirreno-Adriático.
Alinhou pela equipa russa Katusha para 2010, com o que no final de 2009 abandonou a equipa Caisse d'Epargne após ter militado no grupo bancário os últimos quatro anos. As negociações para o contrato fecharam-se durante a Volta a Burgos de 2009, na que o catalão ganhou uma etapa e se vestiu a camisola morada de líder durante uma jornada. "À margem das melhores condições económicas, precisava novos reptos e em Katusha têm apostado por mim para que lidere a equipa em determinadas corridas, bem como me asseguraram a presença no Tour, prova à que minhas anteriores equipas nunca têm crido conveniente me levar e na que tenho muita ilusão, pois tenho já 30 anos e é a única grande que me falta por correr", comentou ao se fechar seu contrato pela esquadra russa.
O maior sucesso de sua corrida até momento chegou a 27 de setembro de 2009 quando conseguiu a medalha de bronze no Mundial de Mendrisio de 2009 por trás de Cadel Evans e Alexandr Kolobnev, ouro e prata respectivamente.
Passou ao Saunier Duval dirigido por Joxean Fernández "Matxín".
Em 2004 ganhou a Semana Catalã.
Em 2005 ganhou a Subida a Urkiola, numa edição na que as obras obrigaram a modificar o tradicional traçado da prova, pelo que em lugar de ascender Urkiola pela sua cara mais dura (com suas clássicas curvas em ferradura) se fez desde a ladeira menos exigente. Pouco depois ganhou a classificação da montanha na Volta a Espanha.
Gregario de luxo em Caisse d'Epargne
Em 2006 alinhou pela equipa Caisse d'Epargne, dirigido por Eusebio Unzué. Permaneceu na equipa quatro temporadas nas que grande parte de seu cometido foi em labores de apoio como gregário, especialmente de Alejandro Valverde. No entanto durante esses anos pôde conseguir alguns sucessos individuais como o Campeonato da Espanha de Ciclismo em Estrada de 2007, disputado em Cuenca; ou a medalha de bronze do Campeonato do Mundo de 2009, somente superado por Cadel Evans e Alexandr Kolobnev.
Face à temporada de 2010, realizou uma concentração invernal no Teide. Depois de ser sexto na Paris-Nice, ganhou a sua corrida de casa ao impor-se na Volta à Catalunha. Dias mais tarde ganhou em Navarra o G. P. Miguel Indurain, ao impor-se na empinada ascensão final à Basílica de Puy.
Pouco depois arrendondou seu bom início de temporada com uma vitória de etapa na Volta ao País Basco, ao chegar em solitário à meta de Orio na quinta etapa depois de ter atacado e mantido sua vantagem nas curtas mas empinadas subidas a Aia e Aia-Frontón, realizando uma curiosa celebração ao cruzar a linha de chegada com o boion em alto. A sua vitória (e a renda obtida com respeito ao resto de favoritos) situaram-lhe terceiro na general a falta de uma única etapa, a contrarrelógio final, onde foi superado por Beñat Intxausti. Ainda que isso lhe situava como quarto no geral final, a posterior desclassificação de Alejandro Valverde (que tinha subido ao pódio como segundo) de todas as classificações dessa temporada por parte da UCI em cumprimento da sentença do TAS que condenava assim mesmo a Valverde a dois anos de suspensão por dopagem ao se provar seu envolvimento na Operação Puerto, fez que Purito subisse ao terceiro posto na classificação final oficial, ainda que sem ter podido subir ao pódio para o celebrar junto a Chris Horner e Intxausti.
Ficou segundo na Flecha Valona, somente superado pelo australiano Cadel Evans.