Neste Dia

Joana Fomm

Atriz brasileira

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Joana Maria Fomm (Rio de Janeiro, 14 de setembro de 1939) é uma atriz brasileira. Ganhou grande destaque com suas personagens Yolanda, em Dancin' Days, e Perpétua, em Tieta, irmã da personagem-título. Conhecida por seu trabalho em diferentes áreas da indústria do entretenimento, ela apareceu em vários projetos de cinema, televisão e teatro ao longo de sua extensa carreira de mais de seis décadas. Joana é vencedora de inúmeros prêmios, incluindo um Prêmio APCA, um Troféu Imprensa, um Prêmio Air France, e um Prêmio Governador do Estado, além de ter recebido indicação para um Prêmio Guarani.

Nascida no Rio de Janeiro, Joana estreou na carreira artística em 1964, na telenovela O Desconhecido, da RecordTV, mesmo período no cinema, quando viveu Lúcia, em Um Morto no Telefone. No entanto, seu primeiro destaque nas telonas foi como Nídia, em Crime de Amor, pelo qual ganhou o prêmio de Melhor Atriz Coadjuvante, no Festival Internacional de Cinema de Teresópolis, e Melhor Atriz Secundária, pelo Prêmio Governador do Estado.

Após passagens pela TV Globo, Rede Tupi e TV Record, entre o final dos anos 60 e metade dos 70, retornou à Globo em 1977, na telenovela Sem Lenço, Sem Documento. Contudo, foi no papel da vilã Yolanda Pratini, em Dancin' Days, exibida no ano seguinte, que Joana Fomm destacou-se nacionalmente na televisão, premiada como Melhor Atriz no Troféu APCA. Além disso, outros papéis de destaque foram de Lúcia Gouveia, em Corpo a Corpo, Fausta, em Bambolê, e Perpétua, em Tieta, pelo qual recebeu o Troféu Imprensa, como Melhor Atriz.

No cinema foi eleita Melhor Atriz duas vezes pelo Festival de Brasília, nas obras A Vida Provisória (1968) e Césio 137 - O Pesadelo de Goiânia (1990). Além disso, também foi eleita na categoria pelo Prêmio Air France pela sua atuação no longa As Gatinhas (1970).

Joana Fomm nasceu em uma família de classe média baixa do Rio de Janeiro. Sua mãe Alice Fomm, de origem neerlandesa e alemã, e sua irmã falecerem em uma enchente quando ainda tinha quatro anos. Sem condições financeiras de criá-la, seu pai, José Honório de Almeida, filho de portugueses, que posteriormente tornou-se jornalista e escritor, a levou para o Rio de Janeiro, onde a entregou em adoção para um casal de tios distantes. Joana foi registrada e criada pelo jornalista Artur Fomm e sua esposa. Após constantes desconfianças, aos treze anos descobriu ser filha adotiva. Seus pais, que já eram separados, ainda resistiram em lhe dizer a verdade, mas depois revelaram-lhe tudo. Joana, então, conheceu seus pais biológicos por foto. Nesta época sentia grande angústia, visto que tinha que lidar com suas "diversas mães": A mãe que a criou, a mãe de seu pai adotivo, a esposa atual dele e sua falecida mãe biológica, o que iniciou um processo depressivo. Aos vinte anos conheceu seu pai biológico em um concurso de poesias, espantando-se com a semelhança física e até no jeito de dançar, além do gosto por artes literárias. Após um ano, com o falecimento de seu pai biológico, de quem havia ficado próxima, fez com que a sua depressão tenha se agravado, e Joana começou a fazer psicanálise. Seu pai havia lhe deixado uma carta pouco tempo antes de falecer, em que Joana só conseguiu ler junto com seu psicanalista.

Revelou em entrevistas que sua infância foi muito feliz, apelidada de "peixinho", pois gostava de nadar no mar ou na piscina o dia inteiro. Também se autointitulou como um "moleque", por gostar de subir em árvores e pular muro. Joana era líder de torcida na escola, revelando sempre ter sido feminista, pois brigava com os meninos para defender a si e as amigas. Joana Fomm começou a interessar-se por teatro aos quinze anos, quando seu primeiro namorado a convidou para entrar em um grupo de teatro. O ensaio com o rapaz não deu certo, e ele decidiu desistir e sair do grupo, pedindo que ela o acompanhasse. Ela não aceitou, e o mesmo passou a pressioná-la para obedecê-lo, pois por ciúmes, não queria que ela participasse das peças teatrais sem ele. Vendo-se em um relacionamento abusivo e já apaixonada pelas artes cênicas, decidiu terminar o relacionamento e continuou a estudar teatro e fazendo cursos de aperfeiçoamento, consagrando-se como uma grande atriz.

Iniciou sua trajetória em 1964 na telenovela O Desconhecido, na RecordTV. Três anos depois, foi para Rede Globo para trabalhar em O Homem Proibido e, em 1968, interpretar a agente federal Linda Hastings em A Gata de Vison. Concluiu a década na pele da desconhecida em A Última Valsa; além de viver Mina e Cléo nas obras A Última Valsa, Nenhum Homem É Deus e João Juca Jr. (as duas últimas foi pela Rede Tupi), respectivamente.

No início da década de 1970, participou das telenovelas As Bruxas, A Fábrica e Bel-Ami, todas na Rede Tupi, como Sofia, Maria Cecília e Betina, respectivamente. Em 1973, voltou para a RecordTV para interpretar Catarina em Vendaval, mas no ano seguinte, voltou para a emissora anterior como Jeanne Derier em Ídolo de Pano; no mesmo período, ainda participou do teleteatro Yerma na TV Cultura. Em 1975, de volta ao canal onde teve mais trabalhos, foi Marina em Ovelha Negra e Andrezza em A Viagem; além de viver Paula em Papai Coração um ano depois. Em 1977, retornou para a Rede Globo na pele de Hilda em Sem Lenço, sem Documento e concluiu o decênio como Yolanda em Dancin' Days, personagem que lhe garantiu o Troféu APCA como Melhor Atriz; e como Vânia Lucas em Os Gigantes.

No começo da década de 1980, foi Melissa na telenovela Coração Alado, além de viver uma mulher que dançou numa boate em Baila Comigo e Virgínia em Brilhante. Em 1982, interpretou Natália em Elas por Elas e, no ano seguinte, esteve no elenco da personagem Maria Alice em Quarta Nobre, no episódio "Alice & Alice"; foi Laura em Louco Amor; além de fazer participação em Caso Especial no episódio "A Idade Sem Razão" e viver Helô em Eu Prometo. Em 1984, encarnou na pele de Lúcia Gouveia em Corpo a Corpo e, dois anos mais tarde, viveu Joana Duarte e Thelma Rezende em Cambalacho e Roda de Fogo, respectivamente. Concluiu a década participando da obra Bambolê como Fausta e teve papel em destaque como Perpétua em Tieta, personagem que lhe garantiu o Troféu Imprensa de Melhor Atriz.

Em 1991, interpretou Carmem Maura na telenovela Vamp e, nos dois anos seguintes, participou dos episódios "Romance Moderno", "Mal Secreto" e "Laços de Sangue" no programa Você Decide, além de viver Salustiana Tiribiçá em Fera Ferida. Em 1994, foi para o SBT na pele de Eugênia Carlota em As Pupilas do Senhor Reitor. Encerrou o decênio como Yara em Razão de Viver, no SBT; e como Semíramis Torgano em Serras Azuis na Rede Bandeirantes.

No início da década de 2000, interpretou Olga na telenovela Esplendor, além de viver Rita em Porto dos Milagres e fazer uma participação especial como a advogada Cecília Leal em O Clone. Em 2003, deu vida a Dinorá em Agora É que São Elas e, no ano seguinte, encarnou na pele de Caridad e Margot em Kubanacan e Metamorphoses, respectivamente. Em 2005, viveu Miriam Viridiana em Bang Bang, concluindo a década, três anos mais tarde, nas séries Casos e Acasos como Elete no episódio "A escolha, a operação e a outra"; e em Dicas de um Sedutor como Mãe Januária, no episódio "Maktub".

Em 2010, começou interpretando a mãe Denise em As Cariocas, no episódio "A Desinibida do Grajaú" e, quatro anos mais tarde, foi Soraya na série As Canalhas, do canal fechado GNT, além de viver Odete na telenovela Boogie Oogie. Em 2015, deu vida a Dona Lúcia em Magnífica 70 e Maria Helena em Os Experientes. No ano seguinte, esteve no elenco de Malhação: Pro Dia Nascer Feliz como Dona Cléo. Em 2017, fez uma participação em Questão de Família na GNT, viveu Teresa em Apocalipse, encerrando o decênio como Irmã Graça em Sob Pressão.

Estreou nas telonas em 1964 interpretando Lúcia em Um Morto ao Telefone, papel que lhe destacou como Melhor Atriz Revelação pelo Festival Internacional de Cinema de Teresópolis. No ano seguinte, deu vida a Nídia em Crime de Amor, personagem eleita Melhor Atriz Coadjuvante pelo Festival Internacional de Cinema de Teresópolis e Melhor Atriz Secundária pelo Prêmio Governador do Estado. Posteriormente, atuou em Três Histórias de Amor, viver Bárbara em Todas as Mulheres do Mundo e esteve no elenco de El ABC del Amor.

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