João Rodrigues (São Valentim, 23 de março de 1967), é um empresário, radialista e político brasileiro, filiado ao Partido Social Democrático (PSD). Foi prefeito de Chapecó, em Santa Catarina durante 4 mandatos.
Foi deputado federal e deputado estadual por Santa Catarina, além de Vice-Prefeito e Prefeito de Pinhalzinho. É pré-candidato ao Governo de Santa Catarina.
Foi radialista na Rádio Centro-Oeste de Pinhalzinho entre 1988 e 2000. Em 1997, foi eleito para a vice-prefeitura de Pinhalzinho, na chapa de Darci Fiorini (PPB). Em 2000, foi eleito prefeito de Pinhalzinho, pelo PFL, com 4.045 votos (53% dos votos válidos), onde permaneceu até 2002, quando renunciou para concorrer ao cargo de deputado estadual. Em reconhecimento à sua gestão na prefeitura de Pinhalzinho, recebeu o Prêmio Mario Covas do Sebrae Nacional, como destaque na categoria "Prefeito empreendedor".
Em 2002 foi eleito deputado estadual, novamente pelo PFL, com 48.549 votos. Assumiu a cadeira na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, em 1 de fevereiro de 2003 e a deixou em 2004, para ocupar o cargo de prefeito de Chapecó, cidade próxima a Pinhalzinho, ao qual foi eleito com 43.829 votos (43,8% dos votos válidos), pouco mais de 5 mil votos à frente do segundo colocado, Cláudio Antônio Vignatti (PT). Foi reeleito em 2008, com 59.386 votos (59% dos votos válidos), para mais quatro anos de mandato. Entretanto, renunciou em 31 de março de 2010, para concorrer a deputado federal, nas eleições daquele ano. Assumiu o vice-prefeito José Cláudio Caramori.
Em 2010 elegeu-se deputado federal, pelo DEM, com 134.558 votos, a quarta maior votação do estado. Assumiu a cadeira na Câmara dos Deputados, em 1 de fevereiro de 2011. Nas eleições de 2014, em 5 de outubro, foi reeleito deputado federal por Santa Catarina para a 55ª legislatura (2015 — 2019). Assumiu o cargo em 1 de fevereiro de 2015.
No dia 27 de maio de 2015 o deputado foi flagrado por uma equipe de reportagem do SBT, observando vídeos pornográficos em um smartphone durante um debate sobre a Reforma Política na Câmara dos Deputados, mostrando também o conteúdo para outros políticos.
Como deputado federal, votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff. Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos. Em abril de 2017 foi favorável à Reforma Trabalhista. Em agosto de 2017 votou contra o processo em que se pedia abertura de investigação do presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal.
Em 2018, foi reeleito Deputado Federal, porém foi considerado inelegível devido a Lei da Ficha Limpa, já que Rodrigues havia sido condenado em 2º instância por crime contra a administração pública. Em 2020, foi inocentado, e o Supremo Tribunal Federal afastou sua inelegibilidade, porém sem possibilidade de recuperar seu mandato.
Em 2020, Rodrigues disputou as eleições como candidato a prefeito de Chapecó e foi eleito pela terceira vez, com 28.527 votos de vantagem sobre Cleiton Fossá (MDB), 2º colocado. Quatro anos depois, em 2024, foi reeleito com 83,01% dos votos válidos, totalizando 99.320 votos.
Em 22 de março de 2025 lançou sua pré-candidatura ao governo do estado de Santa Catarina.
Em 2018 O parlamentar foi condenado em 2º instância pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região pelo crime de dispensa irregular de licitação, referente a uma liticitação envolvendo a compra de uma retroescavadeira em 1999, quando era Prefeito de Pinhalzinho. No dia 08/02/2018, Rodrigues foi detido pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos,, após tentar mudar seu desembarque para o Paraguai. A PF entendeu que ele estava tentando se esquivar da condenação e que o crime estava próximo da prescrição, motivo pelo qual requereu sua prisão e inclusão no banco de dados da Interpol. Rodrigues foi inocentado em 2020.
Rodrigues também respondeu ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal, sendo acusado de cometer improbidade administrativa. O MPF alegou que a Prefeitura de Chapecó superfaturou merenda escolar no Município durante seu primeiro mandato como prefeito. Em 2020, João Rodrigues foi absolvido das acusações. A Justiça Federal entendeu que não não havia indícios suficientes de superfaturamento, desvio de dinheiro público ou dano ao erário.
Prefeito de Chapecó (2021-2024)
Gestão da pandemia de COVID-19
João Rodrigues assumiu a prefeitura de Chapecó em 1 de janeiro prometendo o relaxamento de regras para evitar a disseminação da COVID-19 na cidade. A cidade também passou a administrar o chamado "tratamento precoce" com remédios comprovadamente ineficazes contra o novo coronavírus, como hidroxicloroquina, cloroquina, ivermectina e azitromicina.
Com as novas regras, o número de casos e mortes na cidade começou a aumentar. Quando Rodrigues iniciou o mandato, Chapecó tinha registrado cento e vinte e três óbitos por COVID-19, número que quase quintuplicou em apenas três meses. Assim, a média de mortes ultrapassou as médias estadual e nacional.
Em 16 de fevereiro, o prefeito concedeu uma entrevista admitindo que o sistema de saúde da cidade havia entrado em colapso. O número de casos só começou a diminuir depois que a prefeitura implementou uma série de restrições, incluindo toque de recolher e fechamento do comércio. Por quatorze dias, de 23 de fevereiro a 7 de março, as atividades não essenciais foram suspensas, levando o ritmo de contaminação a diminuir.
No começo de abril, o prefeito gravou um vídeo afirmando falsamente que o número de internações por coronavírus na cidade havia zerado graças ao uso do "tratamento precoce". O vídeo foi divulgado pelo presidente Jair Bolsonaro em suas redes sociais. Na verdade, quando da gravação do vídeo, havia cento e oitenta e sete pessoas internadas com COVID-19 internadas na cidade, sendo cento e vinte e uma em UTIs (que estavam 100% lotadas) e sessenta e três em enfermarias.