João Luís Baião dos Santos (Amadora, Buraca, 8 de outubro de 1963) é um actor, apresentador e encenador português.
Está entre as personalidades mais carismáticas da televisão em Portugal, cativando o público com as suas gargalhadas contagiantes. João Baião é parte integrante do panorama artístico português há várias décadas, sendo presença assídua em espetáculos de variedades e produções teatrais. Tornou-se um ícone do espetáculo graças à sua capacidade de se reinventar e conquistar novas gerações.
João Luís Baião dos Santos, nasceu na Buraca, uma localidade pertencente ao concelho da Amadora. É filho de Severino Mendes dos Santos Ferraz (falecido a 7 de outubro de 2010) e de Maria Luísa Baião (falecida em 7 de outubro de 2019). Os seus pais são naturais de Beja, onde vivem familiares próximos de João. Fez ginástica desportiva (sete anos) e futebol de competição (5 anos). O seu interesse pelas artes deve-se ao facto de ter sido criado no ambiente urbano da Amadora, conhecido como um dos locais mais populosos da Grande Lisboa. Decidiu viver da indústria do espetáculo, uma vez que, desde criança , tinha uma paixão pelo palco e pela expressão criativa.
As artes estão profundamente enraizadas na formação académica do comunicador. Ao longo da sua variada carreira como apresentador, ator e encenador, a sua paixão pelas artes, que aperfeiçoou no Teatro, manteve-se constante. A sua experiência na área da comunicação e das artes performativas permitiu-lhe distinguir-se no mercado televisivo.
Começou como ator dramático. No teatro interpretou peças de autores como Bertolt Brecht (A Mãe Coragem no Teatro Nacional e Happy End no Teatro Aberto); Shakespeare (Romeu e Julieta, no Teatro Aberto, encenado por João Lourenço e Rei Lear, com Carlos Avilez); Anton Tchekov (O Jardim das Cerejas, também no Teatro Aberto com João Lourenço). Trabalhou com Diogo Infante em Odeio Hamlet de Paul Rudnick (Teatro Villaret).
Na televisão participou em A Relíquia (1987), Cobardias (1988), Ricardina e Marta (1989) ou em produções de Filipe La Féria para a RTP1 como Grande Noite (1992/3) e Cabaret (1994).
Na TVI foi apresentador do programa Visto Isto que teve pouco impacto. Tornou-se uma figura popular da televisão portuguesa com Big Show Sic (1995), que foi um programa que atingiu grandes níveis de audiências e entre 1997 e 1999 também apresentou o programa Big Show do Rádio na 88 FM Rádio Ocidente e na Metropolitana FM 96.2, e depois com Bom Baião (1998), na SIC.
Integrou o elenco de vários espetáculos de Filipe La Féria no Teatro Politeama, como Maldita Cocaína, de Afonso Henriques a Mário Soares, Rosa Tatuada de Tennessee Williams ou A Rainha do Ferro Velho de Garson Kanin. Desde então é presença assídua nos teatros de revista do Politeama.
Nos bares e nos cafés-concertos da noite de Lisboa revelou-se como ator, autor e encenador dando a conhecer ao público atrizes como Maria Rueff, Teresa Côrte-Real ou Sílvia Rizzo.
Fez a voz de Mike Wasowski na versão portuguesa do filme Monstros e Companhia e fez a voz de Horton no filme Horton e o Mundo dos Quem. Voltou a trabalhar na dobragem de Mike Wazowski do filme Monstros - A Universidade.
Encabeça o elenco da revista HIP HOP'arque!, no Teatro Maria Vitória, Parque Mayer.
Após cinco anos a apresentar o fenómeno de audiências Big Show SIC, em 2001, regressa à RTP onde se manteve até 2014. Na estação pública foi um dos apresentadores mais ativos, onde apresentou programas como Natal dos Hospitais, Verão Total ou O Último Passageiro (com Sílvia Alberto). Destacam-se, especialmente, Portugal no Coração (2007-2013) e Praça da Alegria(2013-2014) que apresentou com Tânia Ribas de Oliveira. Nas tardes da RTP, João e Tânia formaram uma das duplas televisivas mais acarinhadas pelos portugueses e, por dividirem tantos anos juntos a apresentação de vários programas, os dois tornaram-se grandes amigos, sendo João o padrinho do filho mais novo da apresentadora, Pedro, nascido em 2015.
Em 2013, protagoniza Grande Revista à Portuguesa, para o Teatro Politeama, sob encenação de Filipe La Féria. Para o Politeama, seguem-se A Volta ao Mundo em 80 Minutos (2017) e Eu Saio na Próxima e Você?, com Marina Mota (2018).
Protagonizou, em 2014 uma das maiores transferências televisivas de sempre, ao regressar à SIC. Começou por apresentar Sabadabadão, com Júlia Pinheiro, as tardes do canal - Grande Tarde, ao lado de Andreia Rodrigues e Luciana Abreu, e Portugal em Festa. Fez também parte do elenco principal da novela Mar Salgado, com a personagem Rogério Manuel dos Santos, no mesmo ano.
Em 2017, a SIC anuncia o término de Grande Tarde, anunciando um novo programa, Juntos à Tarde, com a apresentação de João Baião e Rita Ferro Rodrigues, até 2018.
Entre 2019 e 2020, apresentou Olhó Baião!
Em 2020, com a saída de Cristina Ferreira da SIC para a TVI, Daniel Oliveira (Diretor de Programas SIC) chama João Baião e Diana Chaves para apresentarem Casa Feliz, o programa das manhãs da estação, onde ainda se mantém. Apresenta também Domingão, desde esse ano.
Entre 2021 e 2023, protagonizou a sitcom da SIC, Patrões Fora, no papel de Odete Barata.