Jean Renoir (francês: [ʁənwaʁ]; Paris, 15 de setembro de 1894 – Beverly Hills, 12 de fevereiro de 1979) foi um cineasta, escritor, argumentista, encenador e ator francês.
Foi o segundo filho do pintor impressionista Pierre-Auguste Renoir e de Aline Victorine Charigot. Criado entre as artes, Renoir cresceu envolvido pela sensibilidade artística em um apartamento cujas paredes eram abarrotadas de quadros do seu pai
Incompreendidos e subestimados no seu tempo, os seus filmes estão hoje entre as obras máximas da arte cinematográfica (cf. a opinião de Orson Welles, entre outros). Realizou nove filmes mudos e 27 falados. Suas maiores obras foram A grande ilusão de 1937, um sensível relato sobre as condições de vida dos prisioneiros franceses e seus captores alemães durante a I Guerra Mundial, e A regra do jogo de 1939.
Seus filmes, a maioria pertencente à escola do realismo poético francês, marcaram profundamente o cinema francês entre 1930 e 1950, tendo aberto a porta à nouvelle vague. O diretor François Truffaut é aquele que mais explicitamente reconhece a dívida para com Renoir.
Em 1975, Jean Renoir recebeu da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, um Óscar especial que lhe foi entregue em reconhecimento ao conjunto de sua obra. Em 1976 foi condecorado pelo Ministério da Cultura da França.
1924: Une vie sans joie (também ator)
1927: Sur un air de charleston
1928: La petite marchande d'allumettes
1932: Boudu sauvé des eaux (Boudu Querido)
1936: Une partie de campagne (Passeio ao Campo) (também ator)
1936: La vie est à nous (ator)
1937: La grande illusion (A Grande Ilusão)
1938: La Bête humaine (A Besta Humana) (também ator)
1939: La règle du jeu (A Regra do Jogo) (também ator)
1941: L'étang tragique (Swamp Water)
1943: Vivre libre (This Land Is Mine) (Esta Terra é Minha)
1945: The Southerner (Semente do Ódio)
1946: Le journal d'une femme de chambre (The Diary of a Chambermaid)