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Jean Marais

Jean-Alfred Villain-Marais (Cherbourg, 11 de dezembro de 1913 — Cannes, 8 de novembro de 1998) foi um ator e diretor fra

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Jean-Alfred Villain-Marais (Cherbourg, 11 de dezembro de 1913 — Cannes, 8 de novembro de 1998) foi um ator e diretor francês.

Jean Marais (pronúncia em francês: ​[ʒɑ̃ maʁɛ]) nasceu em Cherbourg, na Baixa-Normandia, filho de um veterinário e de uma dona de casa, excêntrica e cleptomaníaca. Tendo-lhe morrido recentemente uma filha com dois anos de idade, a mãe ficou muito decepcionada por lhe ter nascido um rapaz. Para compensar esse desgosto, até aos 6 ou 7 anos, vestiria Jean de menina, dando-lhe bonecas para brincar.

Ficou conhecido por ser o protagonista de alguns filmes dirigidos por Jean Cocteau. Dentre os mais famosos destacam-se A Bela e o Monstro (1946) e Orfeu (1950). Marais interpretou cerca de 100 personagens em filmes de cinema e televisão. Também escreveu, pintou e esculpiu.

Na década de 1950, Marais protagonizou muitos filmes de capa e espada, angariando grande popularidade na França. Ele mesmo fazia as arriscadas cenas de açção, que normalmente teriam ficado a cargo de duplos. Na década seguinte, ele interpretou o famoso vilão Fantômas numa trilogia de cinema iniciada em 1964. Em 1963, foi jurado do Terceiro Festival Internacional de Cinema de Moscou.

Após a década de 1970, os trabalhos de Marais no cinema rarearam, preferindo actuar no teatro. Manteve-se activo nos palcos até os oitenta anos, quando então fez trabalhos também como escultor. A escultura "Le passe muraille" pode ser apreciada no bairro parisiense de Montmatre. Em 1985, ele liderou o juri do 35º Festival Internacional de Berlim.

Em 1995 protagonizou o documentário "Screening at the Majestic", que foi incluido no DVD de 2003 do filme restaurado La Belle et la Bête. Marais aparece na capa do disco de The Smiths, This Charming Man.

Em 1994 foi-lhe diagnosticado um mieloma, que o foi enfraquecendo e limitando nos anos seguintes. Em 8 de Novembro de 1998, Marais morreu de um edema pulmonar agudo em Cannes. Foi sepultado no Cemitério Vallauris.

Jean Marais conheceu Jean Cocteau na primavera de 1937, quando actuou na peça Édipo-Rei daquele. Cocteau logo se apaixonou pelo jovem actor e tornaram-se amantes. Com o passar do tempo, a paixão esmoreceu por parte de Marais, mas ficaram amigos para o resto da vida. Marais preferia amantes mais jovens, que procurava e arranjava facilmente, devido à sua crescente visibilidade como estrela de cinema e ao seu físico atlético. De 1949 a 1959 foi amante de George Reich, bailarino norte-americano que vivia em Paris.

Apesar de predominantemente homossexual, entre 1942 e 1946 terá tido um caso amoroso com a atriz Mila Parély, mas nunca chegaram a casar-se, contou Marais nas suas memórias, Histoires de ma vie (1975).

Marais homenageou Cocteau com o texto L'Inconcevable Jean Cocteau.

Jean Marais (em inglês) no Find a Grave

Jean Marais at the Films de France

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