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Jaqueline Carvalho

Jaqueline Maria Pereira de Carvalho Endres (Recife, 31 de dezembro de 1983) é uma voleibolista brasileira bicampeã olímp

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Jaqueline Maria Pereira de Carvalho Endres (Recife, 31 de dezembro de 1983) é uma voleibolista brasileira bicampeã olímpica. Atuava na posição de ponteira-passadora e atualmente atua como libero. Casou-se em 2009 com o também jogador de vôlei Murilo Endres.

Criada no bairro Boa Vista de Recife, Jaqueline jogava, paralelamente, basquete - esporte que sua irmã Juliana jogava - e vôlei na escola, até que em 1994, aos 11 anos, optou somente pelo vôlei, pois estava difícil conciliar as duas modalidades com os estudos. Participando de campeonatos escolares, iniciou a sua carreira pelo Sport Club do Recife. Destaque no clube, com 13 anos (em 1996), "olheiros" vindos da cidade de São Paulo a chamaram para fazer um teste em um clube da cidade, o na época, BCN/Osasco. Jaque passou na "peneira" do BCN/Osasco, consequentemente teve que mudar-se de Recife para a cidade de São Paulo. Com pouco tempo, já estava na categoria adulta do BCN/Osasco.

No fim de 2004, já recuperada, porém sem ritmo de jogo, Jaqueline transferiu-se para um clube no Rio de Janeiro, o Rexona/Ades. Depois de uma temporada jogando no clube, a ponteira, que por falta de ritmo estava no banco de reservas, terminou na titularidade do time e conseguiu a sua convocação para a seleção brasileira em abril de 2005.

Em 2006/2007, Jaqueline mudou-se para Itália defendendo Monte Schiavo/Jesi. Em julho de 2007, às vésperas dos Jogos Pan-Americanos de 2007 do Rio de Janeiro, Jaqueline, titular da seleção brasileira, foi pega no exame anti-doping. A acusação tinha origem de um exame feito durante as finais dos campeonato italiano, no mês anterior. Jaqueline foi suspensa preventivamente durante 60 dias. Nesse período, houve audiências para se esclarecer o fato, e a atleta usou como defesa o fato de ter tomado um chá para celulite, que tinha a substância sibutramina, proibida para atletas. Na primeira decisão do julgamento, foi dada uma punição de 9 meses para Jaqueline, o que significava a ausência da atleta em grande parte das competições de 2008 e a volta às vésperas dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Em 18 de setembro de 2007, após ser investigado tudo que a atleta utilizava, Jaqueline mudou sua defesa sobre o caso. O argumento foi que o produto que tinha como componente a sibutramina era o CLA da IntegralMed, remédio que a atleta tomava com receita médica para queimar gordura (o chá, usando como argumento inicial, era realmente natural). Em junho (mesmo mês em que a atleta fez o exame que acusou o doping), o Comitê Olímpico Brasileiro foi informado sobre a suspensão das atividades da empresa Integralmédica S/A, fabricante do CLA, por contaminação de produtos pela substância. Como Jaqueline estava na Itália e não recebeu a informação, continuou a utilizar o remédio. Com isso, foi feita uma nova avaliação sobre a pena a ser aplicada e houve uma redução de 9 meses para 3 meses, e como Jaqueline já estava suspensa desde julho (a suspensão prévia contou como punição oficial), foi liberada para jogar.

Assim, Jaqueline transferiu-se para o Murcia na Espanha para jogar a temporada 2007/2008, onde conquistou o campeonato espanhol.

Ainda em 2008, Jaqueline retorna à Itália, dessa vez para jogar pelo Scavolini/Pesaro na temporada 2008/2009, sob o comando de José Roberto Guimarães, consagrando-se campeã italiana e melhor jogadora da final do campeonato. No ano seguinte (2009), retorna ao Brasil para defender o Sollys/Osasco, onde tornou-se penta campeã brasileira. Permaneceu em Osasco por mais 3 temporadas, onde conquistou mais um título Brasileiro como Capitã da equipe na temporada 2011/2012, sendo uma das principais jogadoras e pontuadoras da equipe Paulista.

Logo após o vice-campeonato brasileiro em abril de 2013 pelo time do Osasco, Jaqueline anunciou que estava grávida. Arthur, fruto do relacionamento de 12 anos com o também jogador de vôlei Murilo Endres, nasceu em dezembro. A partir do seu nascimento, Jaqueline retomou às atividades físicas, com o objetivo de ainda jogar a fase final da Superliga Brasileira de Voleibol Feminino de 2013–14 - Série A pelo próprio time de Osasco, conforme acordo feito pós anúncio da gravidez. Entretanto, o time alegou entrosamento com as atletas contratadas para aquela temporada, iniciando uma verdadeira saga da atleta por um novo time. O principal empecilho era o ranking de atletas elaborado pela CBV, onde cada jogadora recebe uma pontuação, sendo 7 o teto para as mais valiosas, caso de Jaqueline. Os principais times em São Paulo já tinham duas jogadoras com 7 pontos em seu elenco, e essa quantidade é o limite estabelecido. Jaqueline e outras atletas chegaram a protestar pelo ranking, alegando que essas restrições fazem com que jogadoras importantes saiam do país, caso de Fernanda Garay e Sheilla Castro.

Sem opções para a sua carreira no vôlei em clubes no estado de São Paulo, e desejando ficar pelo Brasil para não separar a família recém-formada com a chegada do filho Arthur, Jaqueline optou por aceitar a proposta do Minas Tênis Clube, onde jogava ex-seleção Carol Gattaz.

Em 2015/2016 foi contratada pela equipe do SESI-SP por ter realizado uma ótima temporada jogando pelo Minas no ano anterior.

Em 2016/2017, a ponteira foi recontratada pelo Minas, onde ao lado de Destinee Hooker e Rosamaria Montibeller levou a equipe a mais uma semi-final emocionante, só sendo definida no último jogo, com a vitória da equipe do Rio.

Na temporada 2017/2018, Jaque foi peça fundamental na recepção, defesa e ataque do time treinado pelo técnico tricampeão olímpico José Roberto Guimarães, o Hinode Barueri, de São Paulo, Vice Campeão paulista e 5º colocado na Superliga.

Logo após um ano sem jogar, Jaque assinou contrato para a temporada 2019/2020 com o Osasco, retornando ao clube após seis anos e sendo assim uma das contratações mais comentadas da temporada. Permanece em Osasco na temporada 2020/2021, após se destacar no ano anterior não só no passe, como também no ataque, sendo a bola de segurança da levantadora Roberta Ratzke. Sagrou-se Campeã Paulista em 2020 e Terceiro Lugar na Superliga, ao lado de suas companheiras em Osasco.

Em 20 de julho de 2023, Jaqueline anunciou sua volta às quadras. Ela assinou com o Campinas, novo clube do cenário nacional. Jogou o último jogo da equipe no Campeonato Paulista antes de problemas financeiros levarem à sua dissolução em outubro. Jaque eventualmente processou os donos do clube, que eram sua ex-companheira de seleção Tandara Caixeta e o marido Cléber de Oliveira, pelos direitos trabalhistas não pagos.

Em 2001, aos 17 anos, foi convocada para a Seleção Brasileira de Voleibol Feminino Juvenil e fora eleita a melhor jogadora do Campeonato Mundial de Vôlei Juvenil daquele ano. A adolescente jogadora foi apontada por diversos técnicos e pessoas envolvidas no meio do vôlei como grande promessa do esporte no Brasil, o que lhe rendeu a convocação para a Seleção Brasileira de Voleibol Feminino adulta, no mesmo ano de 2001. No auge de sua ascensão, no início de 2002, Jaqueline teve uma contratura no joelho, que acabou por deixar a pernambucana numa mesa de cirurgia para tratar a contusão. Ficou por volta de seis meses sem jogar, recuperando-se. Depois desse período, voltou a treinar e no 2º dia após sua volta, torceu novamente o mesmo joelho e mais uma vez foi submetida a uma cirurgia. Jaqueline também teve complicações com a circulação sanguínea de sua mão (uma trombose com possibilidade de amputação do braço), o que a afastou mais ainda das quadras, deixando-a, inclusive, de fora do Campeonato Mundial Adulto de 2002, dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo (2003) e dos Jogos Olímpicos de Atenas (2004).

Em 2005, no Grand Prix, foi apontada como estrela da seleção de José Roberto Guimarães, se tornando a jogadora mais completa do time. No ano de 2006, Jaqueline conquistou a medalha de prata no Campeonato Mundial, sendo eleita pela crítica, a melhor brasileira do campeonato. Conquistou também pelo seu time mais uma Superliga Brasileira de Voleibol Feminino de 2006–07.

Em 2008, Jaqueline regressou à seleção brasileira, participando da conquista do Grand Prix de 2008, e da inédita medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, que consagrou essa a turma do vôlei feminino como a segunda equipe na história a conseguir vencer todos os jogos na fase de classificação por 3 sets a zero (a primeira foi a equipe da Seleção Japonesa). Na semifinal, a equipe encarou as campeãs Olímpicas de 2004, a Seleção Chinesa, e com dois aces seguidos de Jaqueline, o Brasil venceu por 3 a 0 e chegou à sua primeira final olímpica. Na disputa pela medalha de ouro, o Brasil levou a melhor e venceu a equipe da Seleção Estadunidense, terminando a competição sem disputar nenhum tie-break, perdendo apenas um set, exatamente na final.

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