Jane Duboc Vaquer (Belém, 16 de novembro de 1950) é uma cantora, compositora, esportista e escritora brasileira, e está na posição 73 da lista 100 Maiores Vozes da Música Brasileira de acordo com a revista Rolling Stone Brasil, alcançou sucesso na década de 1980 com temas românticos (“Chama da paixão”, “Sonhos”, “Besame”).
Segundo a revista Rolling Stone Brasil, "sua interpretação de Besame, de Flávio Venturini, incluída na trilha da novela Vale Tudo (1988), é um dos pontos altos de sua trajetória". Em 2006, seu álbum, Uma Voz... Uma Paixão, foi indicado ao Grammy Latino como "Melhor Álbum de MPB".
Jane também ganhou notoriedade por ter gravado, em 1983 como vocalista, o álbum Depois do Fim, da banda brasileira de rock progressivo Bacamarte, considerado pela comunidade Prog Archives como um dos 100 Melhores Álbuns de Rock Progressivo de Todos os Tempos.
Seu fã-clube - "Minas em Mim" (nome de um de seus discos, lançado em 1988) - já conseguiu catalogar mais de cem discos com a participação de Jane Duboc. Discos de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque, Hermeto Pascoal, Roberto Sion, Sarah Vaughan, além de discos infantis e curso de inglês. Sua voz pode ser ouvida freqüentemente em jingles comerciais, o que não impede que dê impulso à carreira de solista, bem-sucedida até mesmo no Japão.
Jane é conhecida também por ser a mãe do cantor Jay Vaquer, nascido do fruto de seu casamento com o também músico Jay Anthony Vaquer, que foi guitarrista do Raul Seixas.
Natural de Belém, Jane é filha de Hilmo Moreira, membro da Academia Paraense de Letras, e da professora de idiomas Jandyra Duboc. Aos treze anos de idade Jane Duboc participava de apresentações filantrópicas no colégio, na televisão e, nos festivais. Em Belém, formou o conjunto Ilusão e, quando morou em Natal, o Quarteto das Tri, nomeado assim pelo fato de todos os integrantes serem tricampeãs esportivas (era um conjunto que imitava o Quarteto em Cy). Atuou como esportista, sendo medalhistas em competições no estado de natação, voleibol, tênis e, tênis de mesa. Pelas qualidades esportivas, a Assembleia Legislativa de Belém criou o Prêmio Jane Duboc Vaquer para incentivar todos os esportistas paraenses.
Em 1966, Jane Duboc foi Campeã Paraense de Voleibol.
Devido o talento desportivo, aos 17 anos ganhou bolsa de estudos e mudou para os Estados Unidos, onde permaneceu por 6 anos. Lá estudou música e trabalhou como cantora e instrumentista (atuando em bares, clubes, igrejas, etc) e professora. Na Faculdade de Música da Universidade da Geórgia onde estudou: orquestração, canto (lírico), flauta e, dramaturgia, onde também chegou a lecionar História da Música.
Em 1969, Jane casou-se com o músico Jay Anthony Vaquer, com quem teve seu filho Jay Vaquer.
Em 1970, juntamente com seu marido, criou a Fane Jazz Band (mais tarde a banda passou a se chamar "Fein"), da qual era líder e vocalista, além de tocar violão e guitarra. Foi com esta banda, que tocava covers de Jimi Hendrix, Cream e Led Zeppelin, que Jane gravou o compacto "Pollution", na época produzido por Raul Seixas. A letra da música (composta pela Jane) falava de poluição, de anestesia. Segundo Jane, "o Dops (Departamento de Ordem Política e Social) ameaçou me prender, aí eu, muito rebelde na época, resolvi fazer scat singing, sem letra. Raul Seixas já era meio doido também, e a gente fez o trabalho tudo com compasso assimétrico".
No início da década de 1970, também juntamente com seu esposo Jay Anthony Vaquer e com Bill French formou o "Trio Rio", uma banda que tocava Música Brasileira nos EUA. Ainda na década de 1970, Jay Anthony Vaquer criou uma agência de publicidade chamada "Vaquer Productions", que, em 1975, ganhou um Gold Award por um comercial de televisão, que contou com Jane cantando.
Em 1971, como Jane Vaquer, defendeu a música "No ano 83" (autoria de Sérgio Sampaio), no Festival Internacional da Canção, da Rede Globo.
Em 1972, gravou a música-tema do filme Janaína, A Virgem Proibida e a música-tema da peça "Encontro no Bar" (com Camila Amado e Otávio Augusto). Foi nesta época também que Jane passou a excursionar com Egberto Gismonti nos shows "Água e Vinho I e II", e participando - com vocais e tocando percussão - do seu CD "Árvore", que foi lançado em 1973.
Também em 1973, juntamente com Jay Anthony Vaquer, gravou o LP "Morning The Musicians" (selo RCA) com a participação de Luiz Eça, Paulo Moura, Noveli e Bil French.
Em 1977, Jane retorna definitivamente ao Brasil, onde foi crooner da "Banda Veneno", do maestro Erlon Chaves. Também integrou o coral da Rede Globo gravando várias aberturas de programas e participou de um disco de Chico Anysio ("Linguinha").
Ainda em 1977, Jane gravou, pelo selo Marcus Pereira, os LPs "Acalantos Brasileiros" e "Música popular do Norte", cantando, neste último, músicas folclóricas regionais. Em ambos, ela é creditada como Jane Vaquer.
Em 1979 ela compõe e grava em parceria com Guto Graça Melo a trilha sonora do filme Amor Bandido, de Bruno Barreto.
Por fim, Jane foi integrante da "Zurama Jingles" gravando comerciais para a companhia de Ivan Lins, Eduardo Souto Neto, Tavito e Paulo Sergio Valle. O mais famoso comercial que Jane participou foi cantando no comercial da "Soletur Turismo", que foi veiculado em rede nacional de TV. Também foi integrante do grupo "Rio Jazz Orquestra" de Marcus Spillman, que cantaram músicas de Duke Ellington e outros artistas do Jazz.