Jaguarão é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localizado no extremo sul do país e fronteiriço ao Uruguai, o município é visto pelo governo federal como alternativa de travessia internacional pelo rio Jaguarão. Em 25 de março de 2009, o Senado Federal do Brasil aprovou a construção de uma nova ponte, em acordo com o país vizinho, assinado em 2007. A ligação acontecerá com a cidade uruguaia de Rio Branco. Foi também onde ocorreu, na Guerra do Uruguai, a Batalha do Jaguarão.
O Conjunto Histórico e Paisagístico de Jaguarão foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.
O começo de Jaguarão remonta a 1802 com um acampamento militar fundado às margens do Rio Jaguarão pelo tenente-coronel Manuel Marques de Sousa. Em 1777, com o Tratado de Santo Ildefonso, o município de Jaguarão ficava em terras espanholas. A primeira vila que começou a se formar a partir de 1751 no Rio Grande do Sul foi Rio Grande que, com a invasão dos espanhóis em 1763, transferiu sua sede de governo para Viamão.
Com Dom João VI no Brasil, em 1808 e 1809, são criados definitivamente os municípios de Porto Alegre, Rio Grande, Rio Pardo e Santo Antônio da Patrulha. Cachoeira do Sul, vizinha de Rio Pardo, foi criada dez anos mais tarde. Em dezembro de 1830 criaram-se Pelotas e Piratini e em outubro de 1831, Alegrete, Caçapava do Sul, São José do Norte e Triunfo.
Jaguarão foi elevada a vila em 6 de julho de 1832, sendo o 12º município do estado. Situa-se na parte meridional do estado, na fronteira com a cidade de Rio Branco no Uruguai, às margens do Rio Jaguarão, que nasce na região montanhosa perto do município de Pinheiro Machado e corre aproximadamente em direção norte-sul até atingir as alturas de Aceguá, voltando-se depois para noroeste-sudeste, marcando a partir desta parte o limite entre as faixas centro-sul do estado e centro-oriental do Uruguai. Passa entre Rio Branco e o município de Jaguarão e deságua na Lagoa Mirim. Seu curso é de aproximadamente 270 quilômetros.
Uma das principais causas da criação de Jaguarão, foi a falta de acesso à justiça do então vila do Espírito Santo do Serrito no Jaguarão. Mesmo elevado a vila em outubro de 1832, o município propriamente dito demorou a se instalar. Em 22 de maio de 1833 o município de Jaguarão desmembrou-se de Rio Grande e deu posse aos seus primeiros vereadores.
O município é conhecido por suas belas portas e está conservada e preservada por seus habitantes, exceto a Enfermaria Militar. Os exemplos de arquitetura Eclética do centro da cidade datam de 1876 e de 1920, com frisos e marquises, e portas em estilo artesanal português.
Localiza-se a uma latitude -32º33'58" sul e a uma longitude 53º22'33" oeste, estando a uma altitude de 26 metros. Sua área é de 2.054 km². Sua população segundo o censo 2010 estava próxima de 28 mil pessoas.
Jaguarão possui o recorde oficial a maior temperatura registrada no Rio Grande do Sul (até 2022), de 42,6 °C em 1° de janeiro de 1943, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Dados mais recentes de uma estação meteorológica automática do mesmo órgão, em operação desde janeiro de 2007, indicam que a menor temperatura registrada em Jaguarão foi de −2,6 °C em 30 de julho de 2007 e a maior atingiu 40,4 °C em 26 de dezembro de 2013. O menor índice de umidade relativa do ar (URA) ocorreu em 25 de dezembro de 2010, de apenas 12%. A maior rajada de vento foi registrada em 18 de agosto de 2015, chegando a 32 m/s (115,2 km/h).
Ponte Internacional Barão de Mauá inaugurada em 1930, uma das maiores obras da fronteira unindo Jaguarão a Rio Branco;
Casa de Cultura Pompílio Neves de Freitas;
Prédio da Estação Férrea. Hoje pertence a loja Maçônica;
Igreja Matriz do Divino Espírito Santo, com altares esculpidos a mão;
Igreja Imaculada Conceição em estilo neogótico;
Museu Carlos Barbosa Gonçalves - Prédio constituído em 1886 em estilo Neoclássico, com 656m², residência do ex-presidente da província. Dr. Carlos Barbosa, transformada em museu e que permanece até hoje como se ainda fosse habitada;
Hangar da Varig do início do século XX, hoje abandonado;
Cinema Regente, hoje funciona como rodoviária;
Mercado Público Municipal - Início da construção em 1864 e concluída em julho de 1867. O Mercado Público Municipal, construído em estilo colonial português, tem formato de “U”, e traz um pátio interno, como as antigas casas portuguesas. Foi tombado pelo IPHAE, em 1990, está localizado num local privilegiado, pois de seu prédio avista-se o rio Jaguarão e a Ponte Internacional Mauá.