Jaú, oficialmente Estância Turística de Jaú, é um município brasileiro do interior do estado de São Paulo. Localiza-se na região central do estado, à uma latitude de 22º17'44" sul e à uma longitude de 48º33'28" oeste estando à 541 metros de altitude em relação ao nível do mar e a 296 km de distância da capital do estado homônimo.
O município é formado pela sede (que inclui o bairro rural da Vila Ribeiro) e pelos distritos de Potunduva e Pouso Alegre de Baixo.
Pertence à Região Geográfica Intermediária de Bauru e à Região Geográfica Imediata de Jaú.
Sua população é de 133.497 pessoas, segundo o Censo Demográfico realizado pelo IBGE no ano de 2022.
O município, que é um importante polo de desenvolvimento industrial e agrícola, destaca-se pela quantidade de fábricas de sapatos femininos, sendo conhecido como a Capital do Calçado Feminino. O município é servido por vários sistemas rodoviário e ferroviário.
Os bandeirantes que seguiam pelo Rio Tietê, pescavam um peixe chamado jaú, na foz de um ribeirão. O local, desde então, ficou conhecido como Barra do Juruí. Motivados pela excelente qualidade da terra roxa, abundante na região, os primeiros habitantes oriundos de Itu, Porto Feliz, Capivari e do sul de Minas Gerais, aí se fixaram com suas famílias.
A fundação do município data-se de 15 de agosto de 1853, quando alguns moradores da região decidiram organizar uma comissão, composta pelos cidadãos Bento Manoel de Moraes Navarro, capitão José Ribeiro de Camargo, tenente Manoel Joaquim Lopes e Francisco Gomes Botão para tratar da fundação do povoado. Por proposta de Bento Manoel de Moraes Navarro, o povoado foi fundado sob a égide de Nossa Senhora do Patrocínio, tendo, inclusive, Bento Manoel mandado entalhar em Itu a imagem da referida santa, ofertando-a à sociedade local.
Depois de vários estudos, ficou decidido em uma reunião realizada na residência de Lúcio de Arruda Leme (localizada onde hoje se encontram as ruas Edgard Ferraz e Amaral Gurgel) que seria erguido um povoado na área de 40 alqueires, doados em partes iguais por Francisco Gomes Botão e tenente Manoel Joaquim Lopes. Estas terras eram aquelas compreendidas entre a margem esquerda do Rio Jaú e a do Córrego da Figueira. Em 8 de abril de 1857, a lei nº 25 incorporou os Bairros do Tietê, Curralinho e Jacareí. A lei nº 11 de 24 de março de 1859 elevou a capela de Jaú no município de Brotas, à freguesia, a qual por sua vez foi elevada à vila pela lei nº 60 de 23 de abril de 1866 e em 15 de abril de 1868 é criado o termo Jaú, sendo o seu primeiro Juiz Municipal Antônio Ferreira Dias e seu primeiro delegado de polícia, o tenente Antônio Manoel de Moraes Navarro - filho de Bento Manoel de Moraes Navarro.
É elevado à categoria de município pela lei nº 6, de 6 de fevereiro de 1889.
O fato de o município estar situado em uma região de Terra roxa, que possui uma alta fertilidade, contribuiu para que Jaú se tornasse um dos principais centros produtores de café do estado de São Paulo e do país.
Por volta de 1870 a cultura cafeeira no município de Jaú solidificou-se, proporcionando o surgimento de uma elite de ricos fazendeiros. Com a chegada da "Companhia Estrada de Ferro do Rio Claro" (The Rio Claro Railway), em 1887, o escoamento da produção foi facilitada e as exportações cresceram vertiginosamente. De acordo com o relatório estatístico da mencionada companhia
[carece de fontes?] (SANTOS, FELTRIN, 1990, p. 11)
Em 1907 segundo dados da "Companhia Paulista de Estradas de Ferro" o município de Jaú, o mais rico e maior produtor de café da Zona da Paulista, ocupava o primeiro lugar nas estações da Companhia, tornando-se o centro produtor que mais exportava café em todo o mundo.
Com essa rápida evolução econômica a população aumentou e em 1900, a população totalizava cerca de 36.000 habitantes, com um aumento de 7,5%, tornando-se o oitavo município mais populoso do estado de São Paulo, e a quinta maior comarca.
A riqueza obtida pela produção do café fez com que Jaú se tornasse um dos mais ricos municípios de todo o estado, sendo importante ressaltar que naquela época Jaú, Ribeirão Preto e Campinas eram os únicos municípios do interior paulista a ter o privilégio de possuir calçamento urbano. Em 28 de setembro de 1901 deu-se a inauguração da "Companhia de Força e Luz do Jaú", sendo o quarto município do país a ter o benefício da luz elétrica.
Outros fatos interessantes que demonstram a riqueza vivida pelos fazendeiros na época era a importação de mão de obra especializada para a construção de grandes palacetes e que no ano de 1922 o número médio de chamadas por aparelho telefônico em Jaú superava as centrais de São Paulo e do Rio de Janeiro.
[carece de fontes?] (LEVORATO, 2003, p. 80).
Através das construções pode-se ver a memória, a importância e a história do município. Apresenta mais de 400 prédios históricos edificados durante os áureos anos do café. Essas belas edificações centenárias encontram-se distribuídas principalmente pelo centro da cidade. A que mais impressiona é a Catedral Nossa Senhora do Patrocínio, sendo a quarta edificação da igreja, o atual prédio, vazado no estilo neogótico alemão e inaugurado em 1901 possui grandes dimensões e uma beleza inigualável. O templo é decorado internamente por diversas pinturas e possui vitrais importados da Alemanha, telhas importadas da França, piso hidráulico, um carrilhão de belos cinco sinos, além de inúmeras obras de arte em madeira e mármore. A Catedral conta também, com um Órgão de tubos (instrumento musical) construído em 1920 por Carlos Möhrle, com 2 manuais e pedaleira.