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János Scheffler

János Scheffler (em alemão: Johann Scheffler; 29 de outubro de 1887 - 6 de dezembro de 1952) foi um bispo católico roma

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János Scheffler (em alemão: Johann Scheffler; 29 de outubro de 1887 - 6 de dezembro de 1952) foi um bispo católico romano romeno. Foi preso e torturado por se opor a medidas do governo comunista. Reconhecido como mártir pela Igreja Católica, foi beatificado pelo Papa Bento XVI.

János Scheffler nasceu em 29 de outubro de 1887 em Kálmánd, Áustria-Hungria (hoje Cămin, Romênia) numa família modesta, sendo o segundo de dez filhos. Pela devoção demonstrada na missa, atraiu a atenção do pároco que se encarregou da sua educação.

Ele completou seus estudos no Ginásio Católico de Satu Mare, e depois na Faculdade de Teologia da Universidade Pázmány Péter, em Budapeste. Foi ordenado sacerdote em 6 de julho de 1910. No mesmo ano, foi enviado para estudar na Pontifícia Universidade Gregoriana em Roma, obtendo o doutorado em direito canônico em 1912. Ao retornar a sua terra, foi professor de teologia e prefeito do seminário maior diocesano, servindo posteriormente como capelão em Ungvár (Ujgorod). Em 1915, obteve o doutorado em teologia na Universidade Pázmány Péter. Mais tarde, lecionou catecismo e foi diretor do Ginásio Católico de Satu Mare.

Padre Scheffler também foi pároco de Nagymajtény (Moftinu Mare), depois professor de teologia em Satu Mare e Nagyvárad (Oradea dos Latinos), onde também foi diretor espiritual. Participou do Congresso Eucarístico Internacional de Chicago (1916), Cartago (1930) e Dublin (1932). Publicou vários artigos sobre direito canônico, abordando o aspecto jurídico da autonomia da Igreja e suas relações com o Estado.

No outono de 1940, foi nomeado professor titular de Direito Canônico na Universidade Ferenc József em Cluj-Napoca. Foi diretor espiritual nos Seminários Maiores de Satu Mare e Nagyvárad, e confessor das Irmãs da Misericórdia em Satu Mare e das Irmãs Franciscanas em Nagyvárad.

Em 26 de março de 1942, Scheffler foi nomeado bispo de Satu Mare pelo Papa Pio XII. Recebeu a ordenação episcopal pelo Cardeal Jusztinián György Serédi, OSB, Arcebispo de Esztergom, auxiliado por Gyula Glattfelder, Bispo de Csanád, e István Madarász, Bispo de Košice.

Em 8 de novembro de 1945, Pio XII o promoveu à sé episcopal de Győr, substituindo Vilmos Apor, martirizado. O bispo Scheffler pediu ao papa, dadas as difíceis condições locais, para permanecer em sua diocese. A partir de 9 de abril de 1948, serviu como bispo das dioceses unidas de Szatmár e Nagyvárad. Contudo, três meses depois, o governo romeno dissolveu a concordata com a Santa Sé, e a nova lei sobre o culto não reconheceu a existência da nova diocese unida.

Após a Segunda Guerra Mundial, ele opôs-se frontalmente à deportação de alemães (Volksdeutsche) para a União Soviética e ao aprisionamento de Alexandru Rusu, bispo da igreja greco-católica de Maramureș. Após o não reconhecimento da sua diocese, o bispo Scheffler também foi suspenso de seu cargo pelo governo. Ele atuava em segredo, mas em 1949, seu bispo auxiliar Szilárd Bogdánffy e seu vigário-geral foram presos. Como não aceitava renunciar à Santa Sé e pertencer à igreja nacional sujeita ao regime, foi preso em 23 de maio de 1950. Ele foi levado primeiro para a prisão do Ministério do Interior em Bucareste e, em seguida, transferido para a prisão subterrânea em Jilava. Como sua saúde deteriorou-se rapidamente, o julgamento ordenado pelo regime não ocorreu. Ele morreu na prisão de Jilava em 6 de dezembro de 1952, em decorrência de tortura e maus-tratos.

O bispo foi sepultado em uma cova sem identificação, cuja localização exata foi anotada pelo padre ortodoxo da prisão, que a mostrou a um padre católico que secretamente levou os restos mortais para casa e depositados na cripta da Catedral Católica Romana de Satu Mare. Em 17 de junho de 2011, na proximidade da beatificação, os restos do prelado foram colocados no altar lateral da catedral.

O processo de beatificação começou em 12 de dezembro de 1991 sob os auspícios do de João Paulo II, quando recebeu o Nihil obstat. O inquérito diocesano se iniciou em 1994 e foi concluído dois anos depois, em 5 de dezembro de 1996. O dossiê Positio foi publicado em 2002.

Após a sessão particular de consultores teológicos da Congregação da Causa dos Santos em 1 de julho de 2009 e da sessão ordinária de cardeais e bispos em 20 de abril de 2010, a 1 de julho de 2010, o Papa Bento XVI confirmou que Scheffler foi morto "in odium fidei" e assim aprovou sua beatificação. O cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação, celebrou a beatificação em nome do papa em 3 de julho de 2011 na antiga diocese do bispo.

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