Itatiba é um município desenvolvido brasileiro localizado no interior do estado de São Paulo. Faz parte da Região Metropolitana de Campinas. Localiza-se ao noroeste da capital do estado, estando a cerca de oitenta quilômetros desta. Sua população estimada pelo IBGE em 2024 era de aproximadamente 126 403 habitantes, e segundo o Censo Demográfico de 2022 a população era de 121 590 habitantes. A cidade é conhecida como "Princesa da Colina", devido ao seu relevo acidentado. É famosa também pela indústria têxtil, metalúrgica, química e de tecnologia de ponta. Segundo o IBGE de 2022 o IDHM é de 0,878, nível semelhante ao IDH do Chile em 2023 é de 0,878
A mudança do nome da cidade para Itatiba gerou certa controvérsia. Os primeiros que pensaram na alteração do nome da cidade foram o padre Francisco de Paula Lima e o maestro Elias Álvares Lobo (figura importantíssima da música erudita brasileira, autor da primeira ópera brasileira cantada em língua portuguesa: "A Noite de São João", com letra de José de Alencar), que, na época, residia na cidade. Pelas informações que chegaram a São Paulo, os moradores queriam um nome indígena que significasse "Pedra Branca", ou seja "Itatinga", que acabou sendo denominação de outra cidade, na região de Bauru.
No entanto, o nome sugerido pelo vereador Antônio Augusto de Castro foi o de Itatiba, que não significa "pedra branca" e sim "ajuntamento de pedras" (itá = pedra + tyba = ajuntamento). A discussão foi travada na Assembleia Provincial e alguns deputados chegaram a dizer que teria havido um erro de tradução: se a cidade desejava chamar-se Pedra Branca, o correto seria adotar-se o nome de Itatinga e não Itatiba. Porém, o ofício da Câmara Municipal da cidade dizia Itatiba - devido talvez a algum lapso, como disseram os deputados - e, com este novo nome, a cidade foi oficializada pela Lei 36, de 8 de maio de 1877.
A povoação de Itatiba deu-se, provavelmente, entre o penúltimo e o último quarto do século XVIII, não se sabendo porém em que ano, precisamente, chegaram ao local os primeiros habitantes. Segundo antigas crônicas, alguns fugitivos de Atibaia e Piracaia (antiga Santo Antonio da Cachoeira) adentraram nas matas do atual município descendo o Rio Atibaia. Descobertos pelas escoltas de Piracaia e Atibaia, os fugitivos se embrenharam ainda mais no sertão, criando uma pequena comunidade.
As notícias da descoberta de novas terras férteis logo chegaram a Atibaia e Jundiaí, fazendo com que novas famílias chegassem para se dedicar ao plantio. Dentre os pioneiros, encontrava-se o sargento de milícias Antônio Rodrigues da Silva, que havia trazido consigo uma imagem de Nossa Senhora do Belém em louvor da qual erigiu, em 1814, uma pequena capela, no atual bairro do Cruzeiro.
Com o aumento da população, o templo tornou-se pequeno. Assim, em 1827, os moradores decidiram construir uma outra capela e, em 1829, solicitaram que a localidade fosse elevada para a categoria de freguesia. No entanto, o pedido não foi atendido, sendo necessário se fazer outro. Após o segundo pedido alcançaram sucesso: pelo Decreto Imperial de 9 de Dezembro de 1830, dom Pedro I criava a Freguesia de Nossa Senhora do Belém, na então Vila de Jundiaí.
Em 1857, deu-se a elevação da freguesia para vila, com o nome de Belém de Jundiaí. Conservando a mesma denominação, a vila foi promovida a cidade no ano de 1876. A modificação do nome ocorreu um ano mais tarde (1877), quando a vila passou a se chamar Itatiba, que significa "muita pedra", na língua tupi.
A primeira grande riqueza da cidade foi o café. Na segunda metade do século XIX, Itatiba, que fazia parte da área pioneira do plantio em direção ao Oeste Paulista, alcançava uma grande produção cafeeira. Tal fato proporcionou um enorme desenvolvimento econômico para a cidade que, devido a sua grande produção, tinha uma ferrovia - Estrada de Ferro "Carril Itatibense".
Após sucessivas crises, dentre elas a de 1929, a produção decaiu e Itatiba passou a adotar um perfil mais industrial. Apesar da crise, o café trouxe para Itatiba uma grande quantidade de imigrantes italianos, muitos deles tendo sua descendência na cidade até os dias de hoje.
As primeiras grandes indústrias que se instalaram no município pertenciam ao ramo têxtil, de fósforos e de calçados. A partir dos anos 1960, a cidade conheceu um novo surto de desenvolvimento: data dessa época a instalação das primeiras indústrias ligadas ao ramo moveleiro, que tinham como característica principal a produção de móveis em estilo colonial. Por essa especialidade, Itatiba passou a ser conhecida como a "Capital Brasileira do Móvel Colonial".
Localiza-se à latitude 23º00'21" sul e à longitude 46º50'20" oeste, estando a uma altitude de oitocentos metros.
Construída totalmente incrustada em colinas, Itatiba tem uma beleza natural notadamente reconhecida, chegando até a receber o pseudônimo de Princesa da Colina. Há algum tempo, Itatiba era conhecida como "a Suíça Paulista".
Área: 322,230 km² representando 0,13% da área do estado.
Clima tropical de altitude, com temperaturas oscilando entre 18 °C e 25 °C. A média anual é de 20,6 °C.
O índice pluviométrico é de 1.400 ml/ano e a umidade relativa do ar é de 72,4%
O relevo é acidentado, formado principalmente pela Serra da Jurema, com solo massapé, em sua maioria.
A vegetação é de campo e abrange 2 590 hectares.
A área de reflorestamento é composta de basicamente eucalipto e abrange 2 860 ha.