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Itabuna

Município brasileiro do estado da Bahia

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Itabuna é um município brasileiro do interior e sul do estado da Bahia. Está localizado na Região Geográfica Imediata de Ilhéus-Itabuna e na Região Geográfica Intermediária de Ilhéus-Itabuna, além de integrar a Região Cacaueira. Situa-se a cerca de 426 quilômetros de Salvador, capital da Bahia, estando em torno de 333 quilômetros de distância dessa cidade via ferryboat. É o sétimo município mais populoso da Bahia e o 32° do Nordeste. Em conjunto com o município vizinho Ilhéus, forma uma aglomeração urbana classificada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) como uma capital regional B, exercendo influência em mais de 40 municípios que, juntos, apresentam pouco mais de um milhão de habitantes.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o município de Itabuna tem um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,712 (2010), compartilhando a quinta posição com Feira de Santana no estado da Bahia e ficando atrás somente de Salvador, Lauro de Freitas, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães. É um dos oito únicos municípios da Bahia com Índice de Desenvolvimento Humano alto.

É terra natal do escritor Jorge Amado, que a descreve em algumas de suas obras, como Gabriela, Cravo e Canela e Terras do Sem Fim.

Conforme Eduardo Navarro em seu Dicionário de Tupi Antigo (2013), o nome "Itabuna" é derivado dos termos tupis itá + abuna, que significa "padre de pedra" (itá, pedra + abuna, padre). O nome é uma referência a uma formação rochosa que se assemelha a um padre. Essa formação rochosa veio a designar o terceiro distrito de Ilhéus, Cachoeira de Itabuna, ao qual pertencia a localidade de Tabocas, que veio a dar origem ao atual município de Itabuna.

Por volta do ano 1000, os povos indígenas tapuias (especificamente, os aimorés) que habitavam na região foram expulsas devido à chegada de povos tupis procedentes da Amazônia.

No século XVI, quando chegaram os primeiros portugueses à região, a mesma era habitada pelos tupiniquins, grupo indígena do tronco tupi. Os portugueses implantaram, na região, a capitania de Ilhéus, porém esta fracassou economicamente devido aos constantes ataques dos índios aimorés, que, a partir da década de 1550, retornaram à região, provenientes do interior do continente.

O povoamento de origem europeia na região só se consolidou a partir do momento em que esta passou a servir como principal ponto de passagem de tropeiros, que se dirigiam a Vitória da Conquista. Na área cortada pelo rio Cachoeira, surgiu, em 1857, o Arraial de Tabocas, em meio à mata, que estava sendo ocupada por não índios. O nome Tabocas, segundo a tradição, deve-se a um imenso jequitibá, de cuja derrubada fora feita uma disputa, sendo aquele o "pau da taboca", ou seja, da roça que se abria.

A partir de 1867, intensificou-se a ocupação da região por não índios - principalmente migrantes sergipanos, dentre os quais se destacam Félix Severino de Oliveira, depois conhecido como Félix Severino do Amor Divino, e José Firmino Alves, que eram primos. Félix fundou, na entrada de Itabuna, a Fazenda Marimbeta. Hoje, existe uma rua com esse nome, no bairro da Conceição. Eles vieram da Chapada dos Índios, atual Cristinápolis. A eles, se atribui a fundação da futura cidade de Itabuna.

Em trinta anos, o crescimento da povoação foi tanto que, em 1897, os moradores pleitearam sua emancipação, que foi negada. Nova tentativa foi feita, junto ao governo estadual, em 1906, comprometendo-se Firmino Alves a doar os terrenos para que fossem erguidas as sedes administrativas.

Fundado em 1910, o município de Itabuna tem sua cronologia confundida com a própria origem do seu perímetro urbano, a partir de meados do século XIX, reduzindo-se a importância da centenária Ferradas, que foi a primeira vila — com o nome de Dom Pedro de Alcântara, três décadas antes de Tabocas — e o primeiro povoamento não indígena no território daquele que viria a ser o município de Itabuna.

Em abril de 2011, foi protocolado, na Assembleia Legislativa da Bahia, uma proposta do deputado Gilberto Santana, do Partido Trabalhista Nacional, para a criação da Região Metropolitana do Cacau, que englobaria os municípios de Almadina, Arataca, Aurelino Leal, Barro Preto, Buerarema, Camacã, Canavieiras, Coaraci, Floresta Azul, Ibicaraí, Ibirapitanga, Ilhéus, Itabuna, Itajuípe, Itacaré, Itapé, Itajú do Colônia, Itapitanga, Jussari, Maraú, Mascote, Pau Brasil, Santa Luzia, São José da Vitória, Ubaitaba, Una e Uruçuca.

Segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de Itabuna foi de 186 708 habitantes, ocupando a posição 7ª na Bahia, 32ª no Nordeste e 161ª no Brasil. Em comparação com o Censo 2010, houve uma queda de -8,69%. Apesar da redução da população, Itabuna continua sendo um dos dez municípios mais populosos da Bahia, superando o município vizinho Ilhéus, que tem 178 703 habitantes e está na 8ª posição no estado. Mais dados da população abaixo:

População (Censo 2022): 186 708.

População (Censo 2010): 204 667.

População (Censo 2000): 196 675.

População (Censo 1991): 185 277.

Conforme se ver, o Censo de 2010 foi onde o município registrou a maior população na Nova República.

De acordo com a estimativa de 2025 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população do município de Itabuna foi de 196 344 habitantes.

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