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Isabel de Portugal, Imperatriz Romano-Germânica

Portuguesa que foi Rainha de Espanha e Imperatriz Romano-Germânica

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Isabel de Portugal (Lisboa, 24 de outubro de 1503 – Toledo, 1 de maio de 1539), foi uma infanta portuguesa, esposa de Carlos V & I e Rainha Consorte da Espanha de 1526 até sua morte, e também Imperatriz Consorte do Sacro Império Romano-Germânico a partir de 1530. Era a filha mais velha do rei Manuel I de Portugal e de sua segunda esposa, a rainha Maria de Aragão e Castela.

Dona Isabel era irmã dos reis João III e de Henrique I. Inteligente e culta, criada no esplendor da mais rica corte europeia do seu tempo, em Lisboa, na educação da imperatriz participaram também, por influência de sua mãe, os castelhanos Beatriz Galindo, la Latina e o humanista Luís Vives. Foi longamente regente em nome de Carlos V, entre 1528 e 1533, primeiro, e de 1535 a 1538 novamente, enquanto o marido se ausentou, em guerra.

Além disso, teve muita importância em relação à educação do seu primogênito, que viria a ser Filipe II de Espanha, de língua materna portuguesa, criado e educado pelas damas lusitanas de sua mãe durante a infância.

D. Isabel, nasceu em 1503, filha do rei D. Manuel I de Portugal e da rainha D. Maria, por sua vez filha dos Reis Católicos, Fernando e Isabel. Tinha a tez alva, cabelos loiros arruivados, olhos claros, Isabel de Portugal foi conhecida como "a mulher mais bela de seu tempo".[carece de fontes?]

D. Isabel passou a infância na companhia dos pais e dos vários irmãos. No Paço da Ribeira, destruído séculos depois no célebre terramoto de Lisboa, D. Isabel tornar-se-ia progressivamente numa jovem instruída, aprendendo latim, a doutrina cristã e os clássicos que surgiam nestes tempos de Renascimento. D. Isabel possuía uma biblioteca completa, composta principalmente por obras de cariz espiritual e sobre cavalaria.

D. Maria deixou no seu testamento, e numa clara mensagem a D. Manuel I, a vontade de que D. Isabel casasse, sim, mas com reis ou filhos legítimos de reis, numa clara alusão ao filho bastardo do falecido D. João II, primo do monarca, que não era, de todo, da preferência da falecida rainha. Com a morte de D. Maria, D. Manuel I dotou a sua filha predilecta de Casa própria, de forma a que esta assumisse algumas funções governativas.

Além disso, encetou o seu casamento com Carlos I, rei de Castela e Aragão que viria a tornar-se em Carlos V, imperador do Sacro Império Romano-Germânico. A morte de D. Manuel I, a 13 de Dezembro de 1521, não inviabilizaria o projecto: D. João III, irmão de D. Isabel e novo rei de Portugal, prosseguiria com os desejos de seu pai.

O casamento fora negociado por seu pai, Manuel I de Portugal, que morrendo antes de o concluir o deixou recomendado em testamento ao seu sucessor no codicilo de 11 de dezembro de 1521.

Assim, a 6 de outubro de 1525 firmou-se em Torres Novas o contrato. A noiva levou por dote a exorbitante quantia de 900 mil cruzados portugueses, ou dobras castelhanas.

Carlos V, seu noivo e seu primo direito, era então ainda Carlos I, rei de Espanha, duque da Borgonha e vários outros feudos. Foi eleito imperador do Sacro Império em 1520, tornando-se hierarquicamente o mais alto soberano da cristandade, com jurisdição sobre a Alemanha, Áustria e vários reinos e senhorios da Espanha, Itália, França e Flandres, estendendo ao mundo a sua influência política e o poder das suas armas. Porém, como todos os soberanos da Renascença, foi várias vezes obrigado a recorrer a grandes famílias de banqueiros, como os Fugger, não só para financiar a sua ascensão à coroa imperial, como também os seus projectos político-militares. Por isso mesmo, Carlos havia prometido anteriormente a Henrique VIII de Inglaterra casar-se com sua filha Maria, de quem igualmente era primo direito, em 1522 (quando esta tinha apenas seis anos) - mas preferiu aceitar a consorte lusitana. Assim, a princesa casou-se em Almeirim por procuração, em 1 de novembro de 1525, com o seu primo Carlos, representado pelo embaixador Carlos Popeto, partindo em janeiro de 1526 rumo a Elvas com grande e rica comitiva, daí prosseguindo a viagem em liteira até à fronteira do Caia.

Aí, montada em linda égua branca esplendorosamente ajaezada, e com luzido e fidalgo acompanhamento, foi ao encontro da embaixada castelhana que a vinha buscar, encabeçada pelos duques de Calábria e de Béjar e pelo arcebispo de Toledo. Passada a fronteira, seguiu para Sevilha onde se encontrava o marido, ali se repetindo solenemente as bodas imperiais nos paços chamados de Reales Alcázares, em março de 1526. Deslumbrado com a sua beleza, Carlos V deu-lhe ao casar por nova divisa as três graças, sendo a primeira delas a rosa, símbolo da formosura; a segunda o ramo de murta, símbolo do amor; e a terceira, a coroa de carvalho, símbolo da fecundidade, além do mote: Has habet et superat.[carece de fontes?]

Este casamento reforçou a aliança entre Espanha e Portugal, pois o rei João III tinha casado pouco antes com a irmã de Carlos: Catarina. Com estes casamentos as rainhas tornam-se nas concunhadas dos próprios irmãos.

Do seu casamento com Carlos I de Espanha, teve os seguintes filhos:

Filipe II de Espanha (21 de maio de 1527 - 13 de setembro de 1598), casou-se pela primeira vez com sua prima Maria Manuela de Portugal, com descendência. Casou-se pela segunda vez com Maria I de Inglaterra, sem descendência. Casou-se pela terceira vez com Isabel de Valois, com descendência. Casou-se pela quarta e última vez com sua sobrinha Ana de Áustria, com descendência;

Maria da Áustria, Imperatriz Romano-Germânica (21 de junho de 1528 - 26 de fevereiro de 1603), casou-se em 1548 com seu primo Maximiliano II do Sacro Império Romano-Germânico, com descendência;

Fernando (22 de novembro de 1529 - 13 de julho de 1530), morreu aos sete meses de idade, o que causou muita tristeza à sua mãe, principalmente porque precisou superar sozinha, já que o amado esposo encontrava-se na Itália em consequência de assuntos do Estado.

Filho natimorto (29 de junho de 1534)

Joana de Áustria, Princesa de Portugal (24 de junho de 1535 - 7 de setembro de 1573), casou-se aos 16 anos com o herdeiro do trono português, seu primo, João Manuel, Príncipe de Portugal, com descendência;

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Isabel de Portugal, Imperatriz Romano-Germânica | World in Stories