Bill Clinton, o 42º presidente dos Estados Unidos, sofreu um processo de impeachment pela Câmara dos Representantes sob duas acusações, uma de perjúrio e uma de obstrução da justiça, em 19 de dezembro de 1998. Dois outros artigos do impeachment (uma segunda acusação de perjúrio e uma acusação de abuso de poder) não foram aceitos pela Câmara. As acusações surgiram após o escândalo Lewinsky e a ação judicial movida por Paula Jones.
Clinton foi absolvido pelo Senado em 12 de fevereiro de 1999. Exigindo uma maioria de dois terços para a destituição, apenas 50 senadores (de 100) votaram pela acusação de obstrução e 45 pela acusação de perjúrio.
A votação na Câmara e no Senado foi amplamente partidária. Na Câmara, apenas cinco representantes democratas votaram pelo impeachment. No Senado, que tinha 55 senadores republicanos, nenhum dos senadores democratas votaram pela condenação. Foi a segunda vez que um presidente sofreu um processo de destituição na história norte-americana, sendo o outro Andrew Johnson, que também foi absolvido pelo Senado, mas pela margem de um voto. Em dezembro de 2019, Donald Trump tornou-se o terceiro presidente a enfrentar o processo de impeachment, sendo o primeiro do Partido Republicano.
"Articles of Impeachment and Judiciary Committee Roll Call Votes". The Washington Post. 19 de dezembro de 1998. (em inglês)
"The Articles Explained". Ruth Marcus. The Washington Post. Página A48. 18 de dezembro de 1998. (em inglês)