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Ilhas Marshall

País da Oceania

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As Ilhas Marshall (em inglês: Marshall Islands, pronunciado: [ˈmɑrʃəl ˈaɪləndz] (); em marshallês: Aelōñin M̧ajeļ, pronunciado: [ɑ̯ɑ͡ɒo̯o͡ɤrˠɤɡɯ͡inʲ mˠɑɑ̯zʲɛ͡ʌɫ]), oficialmente República das Ilhas Marshall (em inglês: Republic of the Marshall Islands; em marshallês: Aolepān Aorōkin M̧ajeļ), são um país da Micronésia, cujos vizinhos mais próximos são Quiribáti, a sul, os Estados Federados da Micronésia, a oeste, e a Ilha Wake, pertencente aos Estados Unidos, a norte.

Independente, o país desfruta de uma livre associação com os EUA, que são responsáveis pela segurança e pela defesa das Ilhas Marshall.

A moeda oficial do país é o dólar, e as línguas oficiais são o inglês e o marshallês. O atol mais populoso é Majuro, que serve igualmente como capital do país. Mais de 90% da população é composta por marshallinos étnicos, a maioria dos quais professam o pentecostalismo, pertencendo à Igreja Unida de Cristo ou a Assembleias de Deus.

O nome do país provém do explorador britânico John Marshall.

Embora as Ilhas Marshall tenham sido povoadas por micronésios no segundo milénio a.C., pouco se sabe da história primitiva das ilhas.

O explorador espanhol Alonso de Salazar foi o primeiro europeu a avistar as Ilhas Marshall em 1526, mas as ilhas permaneceram virtualmente sem ser visitadas durante vários séculos, até à chegada do capitão inglês John Marshall em 1788, que deu o seu nome às ilhas.

Uma companhia comercial alemã fixou-se nas ilhas em 1885, e alguns anos mais tarde as Ilhas Marshall tornaram-se parte do protetorado da Nova Guiné Alemã.

Sob o controle do Império Alemão, o Japão conquistou as ilhas na Primeira Guerra Mundial e passou a administrá-las sob mandato da Liga das Nações quando a Alemanha renunciou a todas as suas posses no Pacífico.

Ao contrário do Império Alemão, que tinha interesses econômicos principalmente na Micronésia o Japão queria utilizar as ilhas para aumentar seu território e conter a super população do país. O Japão deixou a Liga das Nações em 27 de Março de 1933 mas mesmo assim continuou a administrar o local.

Na Segunda Guerra Mundial, durante a Gilbert and Marshall Islands campaign na Batalha de Taraua, os Estados Unidos invadiram as ilhas (1944) e, depois da derrota do Japão, começou a administrá-las dentro do Território Fiduciário das Ilhas do Pacífico. Durante a batalha, as ilhas sofreram danos gigantescos e, em consequência, uma grande escassez de alimentos.

Os Estados Unidos começaram a realizar testes nucleares nas ilhas entre 1946 e 1958, prolongando-os até à década de 1960. Devido aos testes, muitos marshalleses adoeceram com elevados níveis de radiação, e até hoje há pedidos de compensação. No atol de Bikini, por exemplo, todos os alimentos que são de sua origem têm altos níveis de radiação, o que causou a desabitação da ilha.

Em 1979, foi estabelecida a República das Ilhas Marshall, e foi assinado um Tratado de Livre Associação com o governo dos Estados Unidos, que se tornou efectivo em 1986.

As Ilhas Marshall compreendem 29 atóis e 5 ilhas, agrupadas em duas secções, uma oriental chamada Grupo Ratak (“Ratak Chain” em marshallês, e que significa o nascer-do-sol) e outra a ocidente, Ralik (que significa o pôr-do-sol). Dois terços da população vivem em Majuro, a capital, e em Ebeye.

O cristianismo é a religião predominante na República das Ilhas Marshall. Os principais grupos religiosos cristãos são a Igreja Unida de Cristo, com 51,5% da população sendo adepta desta denominação religiosa; A Assembleia de Deus, com 24,2% de fiéis entre a população religiosa marshallêsa; a Igreja Católica Romana, (8,4%) e A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmons) (8,3%). Outras denominações religiosas cristãs que estão representadas são a Bukot Nan Jesus (também conhecida como Assembleia de Deus das Nações), com 2,2% de seguidores; a Igreja Batista (1,0%); os Adventistas do Sétimo Dia (0,9%), o movimento protestante Evangelho Pleno (0,7%) e a Fé bahá'í (0,6%). Pessoas sem qualquer afiliação religiosa representam uma porcentagem muito pequena da população. Há também uma pequena comunidade de muçulmanos amaditas com sede em Majuro, com a primeira abertura da mesquita na capital em setembro de 2012.

O presidente das Ilhas Marshall é chefe de estado e do governo e é eleito pelo Nitijela (parlamento), e dentre os membros daquele órgão nomeia os ministros. Tem dois órgãos legislativos, o Parlamento e o Conselho dos Chefes.

As eleições para o parlamento, que tem 33 deputados, são realizadas de 4 em 4 anos.

Em 1986, o governo das Ilhas Marshall assinou um Tratado de Livre Associação com os Estados Unidos, que passaram a ter autoridade total e responsabilidade pela defesa do território, além de terem instituído um programa federal de assistência.

As Ilhas Marshall dividem-se em 33 municípios, que correspondem às ilhas e atóis habitados.

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