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Igrejinha

Município brasileiro no estado do Rio Grande do Sul

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Igrejinha é um município brasileiro da Região Metropolitana de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul. Está localizado no Vale do Paranhana, a uma latitude 29º34'28" sul e a uma longitude 50º47'25" oeste, a uma altitude média de 18 metros.

Colonizado por imigrantes alemães durante o século XIX, ainda hoje possui população predominantemente de origem alemã. O nome do município se deve a uma pequena igreja construída pelos imigrantes em 1863. Para celebrar as tradições de seus antepassados a cidade criou a Oktoberfest de Igrejinha.

É um município que conta com as águas do rio Paranhana. Seu principal acesso é pela estrada RS-115, embora também seja atendido pela RS-020. A cidade é uma das maiores produtoras de calçados femininos do Brasil e também a 33ª cidade a ingressar na Região Metropolitana de Porto Alegre, conforme a Lei nº 13.853 de 22 de dezembro de 2011.

A história de Igrejinha inicia muito antes de sua emancipação, ocorrida em 1964; ela remonta ao ano de 1814, quando foi concedida a Antônio Borges de Almeida Leães uma sesmaria que compreendia os atuais territórios de Taquara, de Igrejinha e de Três Coroas. Em 1845, Tristão José Monteiro adquiriu a sesmaria e criou a Colônia de Santa Maria do Mundo Novo. A partir de 1846 muitos imigrantes alemães vindos do vale dos Sinos, especialmente de São Leopoldo e de Dois Irmãos, e alguns diretamente da Alemanha, fixaram-se nesta colônia e aos poucos espalharam-se, principalmente pelas margens do rio Santa Maria, hoje chamado de rio Paranhana.

A colônia dividia-se em três seções: Baixa Santa Maria – hoje Taquara, Média Santa Maria – hoje Igrejinha e Alta Santa Maria – hoje Três Coroas. Foi na Média Santa Maria, que Tristão Monteiro construiu a primeira casa de alvenaria do vale, a chamada "Casa de Pedra". Esta casa foi construída para instalar a capatazia e o armazém de abastecimento dos primeiros colonos e do pessoal que procedia a medição das terras do vale.

Nesta época ocorreram diversos e sangrentos conflitos entre imigrantes e índios, acarretando na completa exterminação dos caingangues na região. O conflito mais conhecido é chamado de Tragédia da família Watenpuhl, onde os índios atacaram a fazenda da família, mataram os homens e sequestraram as mulheres. Este sequestro somente terminou através de uma operação do Exército Imperial Brasileiro.

Construída de madeira pelos próprios moradores, a primeira igreja existente em toda região foi inaugurada em 1863. Ela está localizada próxima às margens do rio Paranhana, de fronte ao local onde hoje está construída a igreja evangélica Gabriel de Igrejinha.

A antiga picada Porto Alegre – São Francisco de Paula (atual RS-020), era rota dos tropeiros de gado que seguiam para São Paulo ou, desciam para Porto Alegre. Desta estrada, que passa sobre regiões montanhosas de Igrejinha, era possível visualizar a pequena igreja. Logo estes viajantes começaram a utilizar a construção como ponto de referência. Foram os tropeiros que começaram a chamar de Igrejinha a localidade até então conhecida por Média Santa Maria, exclamando a cada vez que a avistavam: - Lá esta a igrejinha!

Em meados de 1904 a população reuniu-se e construiu a primeira ponte de Igrejinha sobre o rio Paranhana. Em 1912 o comerciante João Kichler construiu uma barragem e um moinho de água no rio para descascar arroz. No moinho instalou uma turbina geradora de energia elétrica, o que possibilitou a instalação de uma rede elétrica para cada lado do rio, fornecendo eletricidade para os domicílios de toda a localidade. Igrejinha foi a pioneira em iluminação elétrica domiciliar em toda a região.

No ano de 1913, foi construído o ramal Taquara-Canela da rede ferroviária da Viação Férrea do Rio Grande do Sul. Os trilhos acompanhavam o curso do rio. Graças à construção da malha ferroviária, a localidade de Igrejinha teve seu nome oficializado. Igrejinha recebeu uma estação ferroviária (localizada onde hoje está o cruzamento da Avenida Castelo Branco com a Rua João Correa) e uma ponte. O tráfego ferroviário deu um grande impulso ao progresso da localidade, por facilitar o escoamento da produção.[carece de fontes?]

Por volta de 1930 foi iniciada a primeira empresa que fabricava calçados e artefatos de couro. A partir de então e até 1955 houve um verdadeiro surto de empresas neste ramo.[carece de fontes?]

Pelo Ato Municipal nº 1, de 1 de janeiro de 1935, Igrejinha foi transformada em 8º distrito do município de Taquara.[carece de fontes?]

Graças ao esforço de muitos industriários e comerciantes igrejinhenses, em 1 de junho de 1964 o então governador do estado, senhor Ildo Meneghetti, assinou a Lei nº 4.733, transformando Igrejinha em município, emancipado de Taquara. O município foi oficialmente instalado em 9 de fevereiro de 1965, tendo como prefeito o senhor João Darcy Rheinheimer e compondo a câmara municipal os senhores: Paulo Arthur Maria Spohr, Hugo Sperb, Selson Flesch, Pedro Ivan Sparrenberger, Edgar Willy Wolf, Acy Fetter e Carlito Kullmann.[carece de fontes?]

Passados mais de 160 anos após a chegada dos primeiros imigrantes alemães à Igrejinha, a cidade, ainda hoje possui população predominantemente de origem alemã e é uma das maiores produtoras de calçados femininos do Brasil. A herança germânica, misturada às dificuldades da colonização da região, deu ao município as feições atuais.

A geografia de Igrejinha é bastante variada, apesar de ser um município relativamente pequeno, conta com um relevo bastante acentuado e uma vegetação variada. A área do município é de 136,82 km², representando 0,0509% do território gaúcho, 0,0243% da área da região Sul do Brasil e 0,0016% de todo o território brasileiro. Está a 82 quilômetros de Porto Alegre por via asfáltica, e 66,34 quilômetros em linha reta. Localizada na Encosta Inferior do Nordeste, no Rio Grande do Sul, faz divisa com Três Coroas (ao norte), Taquara (a sudeste), Parobé (ao sul), Nova Hartz (a sudoeste) e Santa Maria do Herval (a oeste).

Igrejinha está localizada na região fisiográfica Encosta Inferior do Nordeste do Rio Grande do Sul, mais precisamente no Vale do Rio Paranhana. A área urbana do município situa-se em baixa altitude, com média de 18 metros acima do nível do mar. O interior do município tem um relevo bastante acidentado tendo seu ponto mais alto a 773 metros de altitude no Morro dos Alpes em Serra Grande.

A vegetação típica de Igrejinha é a mata atlântica, entretanto, nos locais mais elevados, encontramos também a vegetação típica das regiões serranas do sul: as florestas de araucárias. Na beira do rio Paranhana, e dos arroios há uma arborização bastante densa, servindo de mata ciliar. Encontramos também algumas áreas alagadiças nas áreas mais baixas do município.

O município de Igrejinha pertence a zona climática designada pela letra C, no limite dos tipos climáticos Cfa e Cfb, segundo a Classificação climática de Köppen-Geiger. Tais tipos climáticos se caracterizam por serem um clima subtropical úmido quente (Cfa) e clima subtropical úmido temperado (Cfb). A temperatura média gira em torno dos 19 °C, com índice pluviométrico de aproximadamente 1 530 milímetros anuais, regularmente distribuídos ao longo ano, sem a existência de uma estação seca.

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