Neste Dia

Igreja Católica

Maior igreja cristã, composta por 24 Igrejas autónomas em comunhão com o Papa

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Igreja Católica, também denominada Igreja Católica Romana ou ainda Igreja Católica Apostólica Romana, é a maior igreja cristã do mundo, que em 2023 tinha aproximadamente 1,406 bilhão * de seguidores batizados. Como a maior e mais antiga instituição internacional do mundo em funcionamento contínuo, ela desempenhou um papel proeminente na história e no desenvolvimento da civilização ocidental. A Igreja é chefiada pelo Bispo de Roma, conhecido como Papa. Sua administração central é a Santa Sé.

As crenças cristãs do catolicismo são baseadas no Credo Niceno. A Igreja Católica ensina que é a Igreja única, santa, católica e apostólica fundada por Jesus Cristo em sua Grande Comissão, que seus bispos são os sucessores dos apóstolos de Cristo e que o Papa é o sucessor de São Pedro, a quem o primado foi conferido por Jesus. Ela afirma que pratica a fé cristã original, reservando a infalibilidade, transmitida pela tradição sagrada. A Igreja Latina, as vinte e três igrejas católicas orientais e institutos, como ordens mendicantes, ordens monásticas fechadas e terceiras ordens, refletem uma variedade de ênfases teológicas e espirituais na Igreja.

Dos sete sacramentos, a Eucaristia é o principal, sendo celebrada liturgicamente na Santa Missa. A Igreja ensina que, através da consagração de um sacerdote, o pão e o vinho sacrificiais se tornam o corpo e o sangue de Cristo. A Virgem Maria é venerada na Igreja Católica como Mãe de Deus e Rainha do Céu, homenageada em dogmas e devoções. Seus ensinamentos incluem a Divina Misericórdia, a santificação pela fé e a pregação do Evangelho, bem como a doutrina social católica, que enfatiza o apoio voluntário aos doentes, pobres e aflitos pelas obras corporais e espirituais de misericórdia. A Igreja Católica é a maior provedora não governamental de educação, saúde e caridade no mundo.

A Igreja influenciou a filosofia, a cultura, a arte e a ciência ocidentais. Os católicos vivem em todo o mundo através de missões, diáspora e conversões. Desde o século XX, a maioria residiu no hemisfério sul devido à secularização na Europa e ao aumento da perseguição no Oriente Médio. A Igreja Católica compartilhou a comunhão com a Igreja Ortodoxa até o Grande Cisma em 1054, disputando particularmente a autoridade do papa. Antes do Concílio de Éfeso de 431, a Igreja do Oriente também participava dessa comunhão, assim como as igrejas ortodoxas orientais antes do Concílio de Calcedônia de 451, todas separadas principalmente por diferenças na cristologia. No século XVI, a Reforma levou ao protestantismo que também rompeu com os católicos. Desde o final do século XX, a Igreja Católica tem sido criticada por seus ensinamentos sobre sexualidade, sua ausência de sacerdotes mulheres e pela forma como trata os casos de abuso sexual de menores envolvendo clérigos.

O termo "católico" (em grego: καθολικός; romaniz.: universal) foi usado pela primeira vez para descrever a Igreja no início do século II. O primeiro uso conhecido da frase "a igreja católica" (καθολικὴ ἐκκλησία ou katholike ekklesia) ocorreu na carta escrita por volta do ano 110 por Santo Inácio de Antioquia.

Nas Palestras Catequéticas (c. 350) de São Cirilo de Jerusalém, o nome "Igreja Católica" foi usado para distingui-la de outros grupos que também se denominavam "a Igreja". A noção "católica" foi enfatizada ainda mais no edito De fide Catolica, emitido em 380 por Teodósio I, o último imperador a governar as metades oriental e ocidental do Império Romano, ao estabelecer a igreja estatal do Império Romano.

Desde o Grande Cisma de 1054, a Igreja Ortodoxa adotou o adjetivo "Ortodoxo" como seu epíteto distinto (no entanto, seu nome oficial continua sendo "Igreja Católica Ortodoxa") e a Igreja Ocidental em comunhão com a Santa Sé manteve o termo "católico", conservando essa descrição também após a Reforma Protestante do século XVI, quando aqueles que deixaram de estar em comunhão ficaram conhecidos como "protestantes".

Embora a expressão "Igreja Romana" tenha sido usada para descrever a diocese do papa em Roma desde a queda do Império Romano do Ocidente e até o início da Idade Média (século VI a X), o termo "Igreja Católica Romana" passou a ser aplicado a toda a Igreja desde a Reforma Protestante no final do século XVI. Ocasionalmente, o termo "católico romano" também apareceu em documentos produzidos pela Santa Sé, aplicados principalmente a certas conferências episcopais nacionais e dioceses locais.

O nome "Igreja Católica" para toda a Igreja é usado no Catecismo da Igreja Católica (1990) e no Código de Direito Canônico (1983). O nome "Igreja Católica" também é usado nos documentos do Concílio Vaticano II (1962-1965), Concílio Vaticano I (1869-1870), Concílio de Trento (1545-1563), e vários outros documentos oficiais.

A religião cristã é baseada nos ensinamentos de Jesus Cristo, que viveu e pregou no século I na província da Judeia do Império Romano. A teologia católica ensina que a Igreja Católica contemporânea é a continuação dessa comunidade cristã primitiva estabelecida por Jesus.

O Novo Testamento, em particular os Evangelhos, registra as atividades e os ensinamentos de Jesus, sua nomeação dos doze apóstolos e sua Grande Comissão dos Apóstolos, instruindo-os a continuar seu trabalho. O livro Atos dos Apóstolos, fala sobre a fundação da igreja cristã e a propagação de sua mensagem ao império romano.

A Igreja Católica ensina que seu ministério público começou no Pentecostes, ocorrendo cinquenta dias após a data em que se acredita que Cristo ressuscitou. No Pentecostes, acredita-se que os apóstolos tenham recebido o Espírito Santo, preparando-os para a missão de liderar a igreja.

A Igreja Católica ensina que o colégio dos bispos, liderado pelo Bispo de Roma, é o sucessor dos apóstolos.

No relato da Confissão de Pedro, encontrada no Evangelho segundo Mateus, Cristo designa Pedro como a "rocha" sobre a qual a igreja de Cristo será construída. A Igreja Católica considera o bispo de Roma, o papa, o sucessor de São Pedro. Alguns estudiosos afirmam que Pedro foi o primeiro bispo de Roma. Outros dizem que a instituição do papado não depende da ideia de que Pedro era bispo de Roma ou mesmo de ter estado em Roma.

Muitos estudiosos sustentam que uma estrutura da igreja de presbíteros/bispos plurais persistiu em Roma até meados do século II quando a estrutura de um único bispo e presbíteros plurais foi adotada e que escritores posteriores aplicaram retrospectivamente o termo "bispo de Roma" aos membros mais proeminentes do clero no período anterior e também ao próprio Pedro. Nesta base, Oscar Cullmann, Henry Chadwick e Bart D. Ehrman questionam se havia um vínculo formal entre Pedro e o papado moderno. Raymond E. Brown também diz que é anacrônico falar de Pedro em termos de bispo local de Roma, mas que os cristãos daquele período teriam encarado Pedro como tendo "papéis que contribuiriam de maneira essencial para o desenvolvimento da função do papado na igreja subsequente". Esses papéis, diz Brown, "contribuíram enormemente para a visão de que o bispo de Roma, o bispo da cidade onde Pedro morreu e onde Paulo testemunhou a verdade de Cristo, era o sucessor de Pedro no cuidado da igreja universal".

As condições no Império Romano facilitaram a disseminação de novas ideias. A rede de estradas e hidrovias do império facilitou as viagens e a Pax Romana tornou tais viagens seguras. O império incentivou a disseminação de uma cultura comum com raízes gregas, que permitia que as ideias fossem mais facilmente expressas e compreendidas.

Ao contrário da maioria das religiões do Império Romano, no entanto, o cristianismo exigia que seus seguidores renunciassem a todos os outros deuses, uma prática adotada no judaísmo (veja Idolatria). A recusa dos cristãos em participar de celebrações pagãs significava que eles eram incapazes de participar de grande parte da vida pública, o que fazia com que os não cristãos — incluindo as autoridades do governo — temessem que os cristãos estivessem irritando os deuses e, assim, ameaçando a paz e a prosperidade do Império. As perseguições resultantes foram uma característica definidora da autocompreensão cristã até que o cristianismo foi legalizado no século IV.

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