Neste Dia

Horst Eckel

Futebolista alemão

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Horst Eckel (Vogelbach, atual Bruchmühlbach-Miesau, 8 de fevereiro de 1932 – 3 de dezembro de 2021) foi um futebolista alemão que jogou como lateral-direito. Foi o titular de sua posição, assim como o mais jovem dos titulares, da seleção alemã-ocidental campeã da Copa do Mundo FIFA de 1954, a primeira ganha pelos alemães. Na ocasião, era um dos cinco titulares que pertenciam ao Kaiserslautern, clube que formava a base da seleção e que foi dominante no início da década de 1950 no campeonato alemão-ocidental, que ali obteve seus dois primeiros títulos alemães.[carece de fontes?] Na decisão, cumpriu com maestria a missão de anular Nándor Hidegkuti, considerado o maior responsável pela construção das jogadas da sensação Hungria.

Ainda na década de 1950, Eckel foi dirigente de uma associação dedicada a reintegrar os judeus ao seu país. Tornou-se professor após parar de jogar, em 1966. Desde o fim de 2017, tornou-se o último sobrevivente da seleção campeã de 1954, após a morte do colega Hans Schäfer.

Eckel estreou no futebol adulto em 1949, no Kaiserslautern, o qual defenderia até 1960. Na época, a primeira divisão alemã-ocidental, chamada Oberliga, era disputada primeiramente através de diversos torneios regionais, com os líderes avançando a partidas eliminatórias em uma fase nacional. O Kaiserslautern disputava primeiramente o Torneio do Sudoeste, no qual foi líder quase ininterrupto entre as temporadas 1946-47 e 1956-57, só não conseguindo na temporadas 1951-52, liderada pelo Saarbrücken.

Jogando constantemente a fase nacional, nela na temporada 1949-50 o clube eliminou o Rot-Weiß Essen nas oitavas-de-final por 3-2, mas caiu ainda nas quartas, derrotado por 5-2 pelo Stuttgart, que terminaria campeão. Na seguinte, de de 1950-51, a fase nacional passou a ser disputada em dois quadrangulares-semifinais, com seus líderes realizando a decisão. Dessa vez, o título veio: a equipe liderou seu quadrangular um ponto acima do Schalke 04 e na decisão derrotou de virada por 2-1 o Preußen Münster. Foi o primeiro título alemão do Kaiserslautern.[carece de fontes?]

Na temporada 1951-52, o Kaiserslautern terminou apenas em terceiro no torneio do Sudoeste, o que não impediu que Eckel estreasse meses depois, em novembro de 1952, pela seleção alemã-ocidental. Na temporada seguinte, seu clube superou, na fase nacional, um quadrangular-semifinal que incluía o Colônia, onde jogava Hans Schäfer, importante peça ofensiva na seleção campeã de 1954. Na decisão, o derrotou por 4-1 o Stuttgart. Foi o segundo título alemão do Kaiserslautern e o último até a década de 1990.[carece de fontes?]

Na temporada 1953-54, o clube voltou na fase semifinal voltou a superar o Colônia, mas terminou derrotado na decisão por 5-1 pelo Hannover 96.[carece de fontes?] Isso não impediu que o Kaiserslautern compusesse a base da seleção que semanas depois venceria a Copa do Mundo na Suíça, fornecendo aproximadamente metade dos titulares, com cinco jogadores: além de Eckel, também Werner Kohlmeyer, Werner Liebrich e os irmãos Fritz Walter e Ottmar Walter.

Após o mundial, o Kaiserslautern superou na fase nacional o quadrangular-semifinal que incluía também o Hamburgo, mas terminou derrotado por 4-3 na decisão pelo Rot-Weiß Essen, onde jogava Helmut Rahn,[carece de fontes?] grande herói da final da Copa de 1954, na qual marcou os outros dois gols alemães.

No quadrangular-semifinal da temporada seguinte, a vaga em nova decisão foi perdida nos critérios de desempate para o Karlsruher. Na posterior, em 1956-57, a equipe só somou um ponto no quadrangular-semifinal liderado pelo Borussia Dortmund, campeão do ano anterior e que asseguraria o bicampeonato seguido. A série de liderança no Torneio do Sudoeste foi interrompida na temporada 1957-58, com o clube terminando em segundo, a um ponto do Pirmasens. Mesmo assim, pôde adentrar na fase nacional, mas precisando jogar primeiramente uma eliminatória preliminar ao quadrangular-semifinal e nela perdeu para o Colônia por 3-0, após empate em 3-3 no primeiro jogo.[carece de fontes?]

Já na temporada posterior, a de 1958-59, o Pirmasens voltou a ser líder e dessa vez o Kaiserslautern terminou em terceiro, ausentando-se da fase nacional pela primeira vez desde 1952. Eckel ficou no clube por mais uma temporada. Na de 1959-60, o Pirmasens foi líder pela terceira vez seguida no Sudoeste, com o Kaiserslautern decaindo para quinto, novamente se ausentando da fase nacional. Após dois títulos e dois vice-campeonatos nacionais na década de 1950, o Kaiserslautern, com a aposentadoria dos principais jogadores daquele auge, tornou-se uma equipe de meio de tabela na nascente Bundesliga, formato adotado a partir de 1964 pelo campeonato alemão. Recobrou alguma força somente na década de 1990, onde conseguiu seus dois outros títulos na elite, em 1991 e em 1998,[carece de fontes?] ainda que também sofresse rebaixamento no período - o título de 1998 veio justamente em rara sequência com a conquista da segunda divisão.

Eckel, após deixar o Kaiserslautern em 1960, seguiu carreira por mais seis anos no Röchling Völklingen, que jogava na segunda divisão do sudoeste, da qual foi promovido ao fim da temporada 1962-63. Foi a temporada anterior à adoção do formato Bundesliga ao campeonato alemão-ocidental. Os dois primeiros da elite do sudoeste na temporada 1962-63 (precisamente o Kaiserslautern e o Saarbrücken) foram os únicos da região realocados na Bundes, com os demais clubes passando a jogar a Regionalliga Sudeste.[carece de fontes?]

Eckel estreou pela seleção alemã-ocidental em 9 de novembro de 1952, em vitória por 5-1 sobre a Suíça em Augsburgo. passando a manter presença assídua na seleção: em 1952, das seis partidas realizadas pela Alemanha Ocidental, esteve em três; das quatro de 1953, esteve em todas, incluindo três pelas eliminatórias da Copa do Mundo FIFA de 1954,[carece de fontes?] O Nationalelf superou um triangular com Noruega e Sarre, cujo técnico era Helmut Schön, posteriormente treinador da própria Alemanha Ocidental. O desempenho de um empate e três vitórias não deixou de ser uma surpresa, após a ausência nas eliminatórias anteriores.

As eliminatórias se encerraram já no ano de 1954, quando os alemães venceram por 3-1 o Sarre em Saarbrücken. A seguir, o país bateu em Basileia a anfitriã Suíça por 5-3, no único amistoso antes da Copa do Mundo FIFA de 1954,[carece de fontes?] realizada semanas depois neste país. Eckel foi mantido nessas duas partidas,[carece de fontes?] bem como em todas as que a Alemanha Ocidental realizou no mundial. Inicialmente, apesar do retrospecto nos jogos anteriores os alemães sofreram descrédito. Na estreia, precisaram virar o placar para ganhar de 4-1 da Turquia e a própria idade elevada do seu capitão era um dos fatores que causavam a impressão de que não iriam muito longe.

Para a partida seguinte, Sepp Herberger mudou bastante a escalação para enfrentar a sensação Hungria. O treinador sabia que dificilmente os germânicos venceriam os magiares optou por poupar alguns titulares e alterar o posicionamento daqueles que foram mantidos, para confundir os húngaros. Dentre oos mantidos, o zagueiro Josef Posipal jogou como volante; o meia-esquerda Fritz Walter, de centroavante; e Eckel foi avançado à meia-direita. A Hungria venceu por 8-3.

Por trás da ideia de Herberger, havia o regulamento de que, naquele mundial, cada grupo teria dois cabeças-de-chave, que não se enfrentariam. Por punição disciplinar à expulsão alemã em 1945 dos quadros da FIFA, a entidade delimitou que os cabeças do grupo formado também com a Coreia do Sul seriam Hungria e Turquia, forçando assim o jogo entre alemães e húngaros. O compromisso seguinte dos alemães foi um reencontro contra os turcos, goleados agora por 7-2. Mesmo assim, os germânicos não eram considerados favoritos para a partida contra a Iugoslávia, já pelo mata-mata das quartas-de-final.

O oponente era visto como uma seleção mais técnica e dominou o jogo inicialmente, a ponto do goleiro alemão Toni Turek, de 35 anos, ser descrito como o destaque do jogo. Mesmo quando não alcançava as bolas, teve sorte, com duas acertando a trave, e outras duas sendo salvas em cima da linha pelo defensor Werner Kohlmeyer. O placar foi aberto já aos 10 minutos de jogo, mas por um gol contra de Ivan Horvat. Os iugoslavos pressionaram bastante no decorrer da partida e só aos 41 minutos do segundo tempo a classificação alemã se assegurou, com o gol de Helmut Rahn finalizando o placar em 2-0, resultado considerado surpreendente contra o favoritismo adversário. Na semifinal, a Alemanha Ocidental estava mais confiante, sabendo que a oponente Áustria havia sofrido cinco gols da Suíça, ainda que houvesse a eliminado por marcar sete. Após um primeiro tempo equilibrado, com vitória parcial por 1-0 da Nationalmannschaft, a seleção vizinha terminou derrotada por 6-1, prejudicada pelo nervosismo do seu goleiro, Walter Zeman, que não era o titular.

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Horst Eckel | World in Stories