Henry Jenkins (Atlanta, 4 de junho de 1958) é um norte-americano estudioso dos meios de comunicação. Ele é considerado “um dos pesquisadores da mídia mais influentes da atualidade”. Durante os anos de 1993 e 2009 ele esteve a frente do programa de Estudos de Mídia Comparada do Instituto de Tecnologia de Massachusetts.
Ele é autor/editor de doze obras, como “Textual Poachers: Television Fans and Participatory Culture” (1992), “Convergence Culture: Where Old and New Media Collide” de 2006 (Lançado na língua portuguesa em 2008, sob o título “Cultura da convergência”) e “Fans, Bloggers and Gamers: Exploring Participatory Culture” (2006).
Atualmente, Jenkins atua como professor de Comunicação, Jornalismo e Artes Cinematográficas na Universidade do Sul da Califórnia.
Henry Jenkins III (1958-) é um americano, nascido em Atlanta. Ele é um pesquisador da mídia e atualmente é professor da Universidade do Sul da Califórnia (USC).
Jenkins participou da criação de doze livros, seja como autor ou como editor. Dentre eles se destacam “Textual Poachers: Television Fans and Participatory Culture”, que se foca na cultura fã; e “Convergence Culture: Where Old and New Media Collide”, que para além de elaborar sobre a cultura dos fãs, ele aborda o atual processo de convergência que atingem os meios de comunicação, tanto os antigos quanto os atuais. Jenkins conseguiu seu bacharelado em Ciencias Politicas e Jornalismo pela Universidade do Estado da Geórgia, mestrado em Estudos da Comunicação pela Universidade de Iowa e PhD em Artes da Comunicação pela Universidade de Wisconsin em Madison.
Jenkins assumiu o Comparative Media Studies (CMS) em 1993. O CMS, é um projeto que “não busca quebrar paradigmas, mas sim desenvolver novos e preparar nosso time e patrocinadores para profissões que ainda não existem”. Nele, Jenkins estabeleceu "uma agenda de pesquisas inovadoras durante um período de mudança fundamental na comunicação, jornalismo e entretenimento". Uma das premissas do CMS era a implementação de vídeo games para auxiliar na educação de jovens. Em 2004, Jenkins passou a codirigir o programa junto com William Uricchio, que assumiu o controle do programa em 2009, depois da saída de Jenkins.
Outro projeto criado por Jenkins foi o Convergence Culture Consortium (C3), baseado em seu livro "Cultura da convergência". O evento da C3 acontece anualmente e tem como foco principal entender de que maneira o mercado e as marcas estão sofrendo alterações com a constante interação de várias mídias. O C3 foi fundado com a ajuda da Turner e tem como a parceiras várias empresas como, por exemplo, a MTV Networks, a iG e a Yahoo!, além de empresas brasileiras como a Petrobras e a Os Alquimistas.
Depois de entrar para a USC, em 2009, Jenkins criou o projeto New Medias Literacies (NML), projeto que foi idealizado inicialmente enquanto Jenkins trabalhava na MIT. O NML visa a participação principalmente de jovens em conteúdos colaborativos e no engajamento. Além disso, Henry divide a liderança da conferência Transmedia Hollywood, junto com Denise Mann.
Henry Jenkins considera-se um Aca/Fan. Esse termo foi criado para designar aqueles pesquisadores do mundo acadêmico que passam a desenvolver estudos sobre os produtos midiáticos que admiram, ou seja, eles estão diretamente envolvidos com o objeto de estudo. Portanto, Aca/Fan constitui-se em uma figura híbrida, eles são acadêmicos que também são fãs.
Atualmente, Henry Jenkins vive em Los Angeles com sua esposa, Cynthia e possui um filho, Henry G. Jenkins IV.
"Textual Poachers: Television Fans and Participatory Culture" foi um livro escrito por Henry Jenkins em 1992. A expressão que dá nome ao livro pode ser compreendida através da tradução das palavras que a compõe: "Textual" faz menção direta à adjetivação de algo inserido em, ou mesmo, com propriedades de um texto; e "Poachers" é um termo da língua inglesa referente às pessoas que transpassam propriedades privadas para caçar. A junção de duas palavras usada no título do autor é referente à cultura de fãs e suas interatividades com as obras que se relacionam. Dessa forma, Jenkins classifica os fãs como apreciadores da cultura midiática que transformam os conteúdos que admiram em uma cultura própria, de acordo com seus desejos e interesses, seja na construção de fanfictions, desenhos, músicas ou vídeos relacionados àquele conteúdo. A escolha de uma subcultura específica de pessoas que interagiam e consumiam produtos audiovisuais televisivos, como a série Star Trek, é desenvolvida no livro que aborda esse grupo de fãs específicos, juntamente à sua cultura de participação.
"Textual Poacher" é considerado um estudo midiático seminal sobre a cultura de fãs, conjuntamente com as publicações de 1992 de
Camille Bacon Smith, Enterprising Women: Television Fandom and the Creation of Popular Myth
e a Antologia The Adoring Audience: Fan Culture and Popular Media editada por
Lisa Lewi, e ainda há a obra "Feminism, Psychoalalysis, and the Study of Popular Culture" de Constance Penley.
Os livros que influenciaram o autor durante a concepção do texto foram "The Practice of Everyday Life" de Michel DeCerteau e "Television Culture" de John Fiske, que também foi mentor de Henry Jenkins durante a escrita de seu livro e parte de sua formação acadêmica.
Em 2012, o livro foi relançado em uma edição comemorativa aos seus 20 anos de publicação com um introdução de Suzanne Scott, Ph.D. in Critical Studies from the School of Cinematic Arts at the University of Southern California, refletindo sobre a mudança da cultura de fãs na era digital, em relação aos importantes tópicos abordados no livro, juntamente à entrevista feita por ela com o próprio Henry Jenkinks, 20 anos depois de tê-lo escrito.
“Fans, Bloggers and Gamers” foi lançado em 2006 porém contém ensaios que foram produzidos entre suas obras “Textual Poachers” e “Cultura da convergência”, esses textos, Jenkins diz que reformularam seu entendimento sobre as industrias de mídia e seus consumidores. O livro é dividido em três partes: “Inside Fandom”, “Going Digital” e “Columbine and Beyond”. A primeira inclui os ensaios que lidam diretamente com as políticas e poética da produção cultural dos fãs; a segunda contém os que falam sobre o impacto da mídia digital na vida do dia-a-dia; e a terceira explora os debates públicos que surgiram após o tiroteio que ocorreu em Littleton, Colorado, focando nos que tratavam do impacto da cultura popular nos jovens e os sobre a censura no computador e vídeo games.