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HMS Hood (51)

O HMS Hood foi um cruzador de batalha operado pela Marinha Real Britânica e a primeira e única embarcação da Classe Admi

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O HMS Hood foi um cruzador de batalha operado pela Marinha Real Britânica e a primeira e única embarcação da Classe Admiral, pois seus três irmãos foram cancelados ainda durante suas construções. Seu batimento de quilha ocorreu em setembro de 1916 nos estaleiros da John Brown & Company, na Escócia, e foi lançado ao mar em agosto de 1918, sendo comissionado na frota britânica em maio de 1920. Era armado com uma bateria principal composta por oito canhões de 381 milímetros montados em quatro torres de artilharia duplas, tinha um deslocamento carregado de mais de 47 mil toneladas e conseguia alcançar uma velocidade máxima de trinta nós (56 quilômetros por hora).

O projeto do Hood foi alterado ainda na construção devido às experiências adquiridas na Batalha da Jutlândia, na Primeira Guerra Mundial. Ele foi o maior navio de guerra do mundo por vinte anos. Passou suas primeiras décadas de serviço realizando viagens diplomáticas por diferentes portos, exercícios de treinamento e até uma volta ao mundo, sendo designado durante esse período para servir em diferentes frotas da Marinha Real. Avanços na artilharia naval reduziram a utilidade do Hood e assim ele foi programado para passar por uma enorme modernização em 1941 a fim de corrigir essas deficiências. Entretanto, o início da Segunda Guerra Mundial em 1939 o forçou a voltar a ativa.

A embarcação operou por vários meses na caça a navios alemães entre a Islândia e o Mar da Noruega. Foi designado para a Força H em junho de 1940 e participou do Ataque a Mers-el-Kébir, retornando para Scapa Flow logo em seguida e operando como escolta de comboios. Ele partiu em maio de 1941, na companhia do couraçado HMS Prince of Wales, para interceptar o couraçado alemão Bismarck e o cruzador pesado Prinz Eugen. O Hood afundou na Batalha do Estreito da Dinamarca em 24 de maio depois de ser alvejado pelo Bismarck. Sua perda afetou negativamente a moral britânica e levou a dois inquéritos oficiais sobre sua perda, enquanto seus destroços foram encontrados em 2001.

Os cruzadores de batalha da Classe Admiral foram projetados em resposta à Classe Mackensen da Marinha Imperial Alemã, cujos relatos indicavam que seria mais bem armada e protegida do que a Classes Renown e a Classe Courageous da Marinha Real Britânica. O projeto da Classe Admiral foi revisado depois da Batalha da Jutlândia em meados de 1916 com o objetivo de incorporar uma ainda blindagem maior. Quatro navios tiveram suas obras iniciadas alguns meses, porém apenas o Hood foi finalizado, pois as embarcações eram caras e necessitavam de trabalhadores e materiais que estavam sendo usados em trabalhos de construção considerados mais urgentes.

O Hood tinha um comprimento de fora a fora de 262,3 metros, boca de 31,8 metros e calado de 9,8 metros. Estas medidas eram 33,5 metros de comprimento e 4,3 metros de boca a mais que seus predecessores da Classe Renown. Seu deslocamento carregado era de 43 350 toneladas, enquanto seu deslocamento supercarregado era 47 430 toneladas, mais de 13 210 toneladas a mais que navios mais antigos. A embarcação tinha um fundo duplo e uma altura metacêntrica de 1,3 metros em deslocamento carregado.

A blindagem extra adicionada durante a construção aumentou o calado em 1,2 metro quando a embarcação estava totalmente carregada com suprimentos de batalha, o que reduziu sua borda livre e deixou o convés muito molhado. A água normalmente espirrava sobre o convés da popa quando ele navegava em velocidade máxima ou em mares bravios, frequentemente entrando nos refeitórios e alojamentos por meio dos dutos de ventilação. Esta característica fez com que o Hood ganhasse o apelido jocoso de "o maior submarino da marinha". Essa umidade recorrente e a ventilação ruim foram culpadas pela alta incidência de tuberculose a bordo. A tripulação variou no decorrer de sua carreira: foi autorizado em 1919 a transportar 1 433 oficiais e marinheiros como uma capitânia de esquadra, enquanto em 1934 tinha 81 oficiais e 1 244 marinheiros.

O sistema de propulsão era composto por 24 caldeiras Yarrow que alimentavam quatro conjuntos de turbinas a vapor Brown-Curtis, cada uma girando uma hélice. As turbinas foram projetadas para gerarem 145,5 mil cavalos-vapor (107 mil quilowatts) de potência, o suficiente para levar o Hood a uma velocidade máxima de 31 nós (57 quilômetros por hora), porém durante seus testes marítimos o navio conseguiu alcançar 153 422 cavalos-vapor (112 810 mil quilowatts) e chegar a 32,07 nós (59,39 quilômetros por hora). A embarcação carregava 3 958 toneladas de óleo combustível, o que dava uma autonomia de 7,5 mil milhas náuticas (13,9 mil quilômetros) a catorze nós (26 quilômetros por hora).

A bateria principal do Hood era formada por oito canhões calibre 42 Marco I de 381 milímetros montados em quatro torres de artilharia duplas operadas hidraulicamente, duas instaladas na dianteira da superestrutura e duas atrás. As torres eram nomeadas "A", "B", "X" e "Y" da proa para a popa. Os canhões podiam abaixar até cinco graus negativos e elevar até trinta graus, disparando projéteis de 870 quilogramas a um alcance máximo de 27,6 quilômetros. Cada canhão tinha 120 projéteis a disposição.

O armamento secundário consistia em doze canhões calibre 50 Marco I de 140 milímetros, cada um tendo a sua disposição duzentos projéteis. Eles foram instalados no convés superior em montagens únicas, rotatórias e protegidas por escudos. Sua posição elevada permitia que funcionassem em clima adverso, pois eram menos afetados pelas ondas e respingos de água quando comparados com as armas em casamatas de navios britânicos anteriores. Dois dos canhões foram temporariamente substituídos por quatro canhões antiaéreos Marco V de 102 milímetros em montagens duplas entre 1938 e 1939. Todas as armas de 140 milímetros foram removidas em 1940. Esses canhões disparavam projéteis de 37 quilogramas a uma distância de 16,25 quilômetros.

O armamento antiaéreo original tinha apenas quatro canhões Marco V de 102 milímetros em montagens únicas. Mais oito canhões de duplo-propósito Marco XVI, também de 102 milímetros, foram instalados em quatro montagens duplas no início de 1939. Estas foram removidas em meados do mesmo ano e canhões Marco XIX foram adicionados no início de 1940. Estas montagens podiam abaixar até dez graus negativos e elevar até oitenta graus. A arma Marco XVI disparava projéteis altamente explosivos de dezesseis quilogramas a uma cadência de tiro de aproximadamente doze disparos por minuto e velocidade de saída de 810 metros por segundo. Contra alvos de superfície seu alcance máximo era de 18,15 quilômetros, enquanto a altura máxima de disparo contra alvos aéreos era de doze quilômetros, porém sua alcance efetivo contra aeronaves era bem menor.

Dezesseis canhões Marco VIII de 40 milímetros em montagens óctuplas foram adicionadas em 1931 no convés superior, nas laterais das chaminés, enquanto mais uma montagem óctupla foi instalada em 1937. Essas montagens podiam abaixar até dez graus negativos e elevar até oitenta graus, disparavam projéteis de 41 gramas a uma velocidade de saída de 590 metros por segundo a uma distância máxima de 3,5 quilômetros. A cadência de tiro era de aproximadamente 96 a 98 disparos por minuto.

Dezesseis metralhadoras Marco III Vickers de 12,7 milímetros em montagens quádruplas foram adicionadas em 1933, com mais oito armas em duas montagens sendo acrescentadas em 1937. Essas montagens podiam abaixar até dez graus negativos e elevar até setenta graus, disparavam projéteis de 37,6 gramas a uma velocidade de saída de 770 metros por segundo. Isto dava aos canhões um alcance máximo de 4,6 quilômetros, porém seu alcance efetivo era de apenas 730 metros. Para complementar esses canhões, cinco lançadores de projéteis fixos foram instalados em 1940, cada um carregando foguetes de 180 milímetros. Esses foguetes, quando detonados, lançavam cabos longos mantidos no ar por paraquedas; a intenção era que os canos se enrolassem em aeronaves e puxassem pequenas minas aéreas que destruiriam os aviões.

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