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Hōshō (porta-aviões)

Porta-aviões japonês Hosho

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O Hōshō (鳳翔) foi o primeiro porta-aviões operado pela Marinha Imperial Japonesa. Sua construção começou em dezembro de 1920 nos estaleiros da Asano Shipbuilding Company em Yokohama e foi lançado ao mar em novembro do ano seguinte, sendo comissionado na frota japonesa no final de dezembro de 1922. Foi a primeira embarcação do mundo projetada como porta-aviões a entrar em serviço na história. Era capaz de transportar até quinze aeronaves, era armado com quatro canhões de 140 milímetros e dois canhões antiaéreos de 80 milímetros, tinha um deslocamento de mais de nove mil toneladas e conseguia alcançar uma velocidade máxima de 25 nós (46 quilômetros por hora).

O Hōshō foi inicialmente usado no desenvolvimento de táticas e doutrinas de combate aéreo. Sua superestrutura e outras obstruções no convés de voo foram removidas em 1924. Ele participou do Incidente de Xangai em 1932 e depois das operações iniciais da Segunda Guerra Sino-Japonesa em 1937. Nestes conflitos, o navio deu suporte às operações do Exército Imperial Japonês em terra e enfrentou várias aeronaves chinesas. O tamanho pequeno do Hōshō e do número de aeronaves que podia carregar limitou a efetividade de suas contribuições em combate. Consequentemente, foi colocado na reserva depois de voltar da China e tornou-se um navio de treinamento em meados de 1939.

O Hōshō voltou brevemente para a frota ativa com o início da Segunda Guerra Mundial no final de 1941 e participou da Batalha de Midway em junho de 1942 em um papel secundário. A embarcação voltou para águas domésticas depois da batalha e retomou sua função como navio de treinamento, função que exerceu pelo restante da guerra. Dessa forma, ele sobreviveu ao conflito com apenas danos leves infligidos por ataques aéreos. O Hōshō foi empregado como navio de transporte de repatriação, realizando nove viagens para outros territórios com o objetivo de trazer mais de quarenta mil soldados e civis japoneses de volta para o Japão. Foi tirado de serviço em agosto de 1946 e desmontado.

A construção de um novo porta-hidroaviões para a Marinha Imperial Japonesa foi autorizada pela Dieta Nacional japonesa em 1918, como parte de seu programa de expansão naval. Um navio irmão chamado Shōkaku foi planejado, porém foi cancelado em 1922 antes da construção começar. O Hōshō foi a segunda embarcação do mundo a ser construída desde o princípio como um porta-aviões, depois do britânico HMS Hermes, porém foi o primeiro a ser lançado ao mar e comissionado.

O Hōshō foi originalmente projetado como um porta-hidroaviões, similar ao britânico HMS Campania, possuindo um convés de decolagem na proa, capacidade para transportar 32 aeronaves e armado com quatro canhões de 140 milímetros e quatro canhões antiaéreos. Este plano foi revisado depois dos japoneses receberem relatórios de que a Marinha Real Britânica desejava poder pousar aviões em um navio. Novos requerimentos para o Hōshō foram modelados a partir do HMS Furious, depois deste ter recebido um convés de voo na popa em 1918. Os japoneses agora queriam que seu navio fosse capaz de navegar a trinta nós (56 quilômetros por hora), tivesse um convés de voo dianteiro, superestrutura e chaminés a meia-nau, além de um grande hangar na popa.

O projeto do convés de voo foi novamente revisado em abril de 1919, depois de observações de testes de pouso realizados no Furious e no HMS Argus. Consequentemente, a superestrutura e as chaminés do Hōshō foram movidas para estibordo com o objetivo de criar um único convés de voo continuo e sem obstruções, enquanto a própria embarcação foi reclassificada como um porta-aviões. O formato do seu casco foi baseado naquele de um cruzador grande. As três chaminés eram móveis e podiam se deitar horizontalmente durante operações de voo. A velocidade máxima foi reduzida para 25 nós (46 quilômetros por hora), também a partir das experiências britânicas.

O Hōshō, como originalmente construído, tinha 168,25 metros de comprimento de fora a fora, boca de 17,98 metros e calado de 6,17 metros. Seu deslocamento padrão era de 7 590 toneladas e seu deslocamento normal era de 9 646 toneladas. Sua tripulação era formada por 512 oficiais e marinheiros. O navio praticamente não tinha blindagem.

Um giroestabilizador foi instalado pela companhia norte-americana Sperry Gyroscope Company para reduzir a rolagem e aumentar a estabilidade. Inicialmente, essa instalação não era confiável, pois os técnicos japoneses não tinham sido bem treinados pela Sperry, porém o sistema acabou funcionando depois dos técnicos terem adquirido experiência.

O convés de voo tinha 168,25 metros de comprimento e 22,62 metros de largura. A extremidade dianteira era angulada em cinco graus negativos para ajudar as aeronaves a acelerarem durante a decolagem. Uma superestrutura ficava a estibordo e abrigava a ponte de comando e o centro de controle de operações aéreas. Um mastro tripé ficava em cima da superestrutura e carregava o sistema de controle de disparo das armas. Quinze tipos diferentes de equipamentos de detenção foram avaliados até um sistema britânico de fios longitudinais ter sido escolhido. As aeronaves tinham pouca dificuldade para pararem devido às baixas velocidades de pouso da época, porém eram vulneráveis a rajadas de vento por serem leves, que podiam jogá-las para fora do navio; os fios longitudinais ajudavam a impedir isso. Na frente da superestrutura ficava um guindaste desmontável para carregar aeronaves no hangar dianteiro.

Diferentemente dos porta-aviões britânicos, o convés de voo do Hōshō era sobreposto ao casco, não construído apoiando a estrutura do casco da embarcação. Um sistema de luzes e espelhos ao longo do convés de voo ajudava os pilotos a pousarem.

O Hōshō foi o único porta-aviões japonês equipado com dois hangares. O hangar dianteiro media 67,2 por 9,5 metros e tinha a altura de apenas um convés, pois a intenção era acomodar nove aeronaves pequenas, como caças. O hangar traseiro tinha dois conveses de altura e media 16,4 por catorze metros na extremidade dianteira, e 29,4 por doze metros na extremidade traseira. Ele foi projetado para abrigar seis aeronaves grandes, como bombardeiros de mergulho, além de seis aeronaves sobressalentes. Cada hangar tinha seu próprio elevador. O elevador dianteiro tinha 10,35 por 7,86 metros, já o elevador traseiro media 13,71 por 6,34 metros.

O navio podia transportar quinze aeronaves, sujeito às limitações dos hangares. Entrou em serviço com um grupo aéreo de nove caças Mitsubishi 1MF e seis torpedeiros Mitsubishi B1M. Os caças foram substituídos em 1928 pelo Nakajima A1N. Três anos depois o grupo aéreo tinha caças Nakajima A2N e torpedeiros Mitsubishi B2M. Os caças Nakajima A4N e torpedeiros Kugisho B3Y foram levados a bordo em 1938. Estes foram substituídos em 1940 por caças Mitsubishi A5M e os torpedeiros Yokosuka B4Y1.

O Hōshō foi inicialmente armado com quatro canhões Tipo 3º Ano, calibre 50, de 140 milímetros, dois montados em cada lateral. As armas dianteiras tinham um arco de tiro de 150 graus, incluindo diretamente para frente, enquanto os canhões traseiros tinham um arco de 120 graus. Cada um disparava projéteis de 38 quilogramas a uma cadência de tiro de seis a dez disparos por minuto, com uma velocidade de saída de 850 metros por segundo. Seu alcance máximo era de 19,75 quilômetros a uma elevação de 35 graus. Esse armamento pesado foi instalado no Hōshō porque a doutrina de porta-aviões ainda estava em desenvolvimento na época, assim a impraticabilidade de porta-aviões entrarem em duelos de artilharia não tinha sido percebida. Seu amplo convés de voo e ausência de blindagem o deixavam vulnerável em combates de superfície.

Dois canhões Tipo 3º Ano, calibre 40, de 80 milímetros em montagens retráteis eram a única defesa antiaérea. Eles ficavam no convés de voo, na frente do elevador traseiro. As armas disparavam projéteis de 5,67 a 5,99 quilogramas a uma velocidade de saída de 680 metros por segundo. O alcance máximo era de 10,8 quilômetros a uma elevação de 45 graus, enquanto a altura máxima de disparo era de 7,2 quilômetros a uma elevação de 75 graus. Sua cadência de tiro efetiva era de treze a vinte disparos por minuto.

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