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Gustavo Borges

Nadador brasileiro

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Gustavo França Borges ORB (Ribeirão Preto, 2 de dezembro de 1972) é um nadador brasileiro, que participou de quatro Jogos Olímpicos (1992 a 2004), conquistando um total de quatro medalhas, sendo duas de prata (a primeira nos 100 metros livre nas Olimpíadas de 1992 em Barcelona, e a segunda nos 200 metros livre em Atlanta 1996). Uma curiosidade sobre a sua medalha de prata nos 100 metros livre em 1992: Um erro de equipamento resultou no placar inicialmente exibindo Borges como o último colocado da final. Porém, era óbvio para qualquer um que estivesse assistindo que se tratava de um erro. Seu touchpad estava com defeito. Os oficiais revisaram o filme da prova, e lhe atribuiram, primeiramente um tempo de 49,53 (o que lhe daria um quinto lugar); porém, ao revisar o video, eles perceberam que estavam analisando outro nadador, e não o Gustavo. Assim, eles tiveram de revisar novamente, e lhe deram o tempo de 49,43, que lhe resultou na medalha de prata. Ele foi também campeão da NCAA divisão I.

Gustavo é o nadador brasileiro com maior número de medalhas conquistadas em campeonatos internacionais — 35 no total — como Jogos Olímpicos, Campeonatos Mundiais de Piscinas Longa e Curta, Jogos Pan Americanos e Pan Pacíficos.

Atualmente, reside em São Paulo. Ele já morou em Jacksonville e foi estudante na Universidade de Michigan em Ann Arbor, tendo se formado em economia.

Representou os clubes A. A. Ituveravense, A. A. Francana, São Carlos Clube, Vasco da Gama e Esporte Clube Pinheiros.

Foi guiado pelo treinador de natação Jon Urbanchek, que também treinou grandes nadadores como Eric Namesnik e Marcel Wouda nos anos 90.

Gustavo Borges, considerado um dos principais atletas da história da natação brasileira, foi o porta-bandeira da delegação brasileira na cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de Verão de 2004 em Atenas. É o atleta com o segundo maior número total de medalhas em Jogos Pan-Americanos, com 18. É também o terceiro atleta brasileiro com maior número de medalhas de ouro em Pans, oito, logo atrás de Hugo Hoyama, que conquistou sua décima medalha nos Jogos Pan-Americanos de 2011 em Guadalajara; e do nadador Thiago Pereira, dono de 15 medalhas de ouro.

Após encerrar sua carreira nas piscinas, Borges consolidou-se como um dos palestrantes motivacionais corporativos mais requisitados do Brasil, atuando em eventos de liderança, alta performance e mentalidade esportiva para empresas de grande porte. Com mais de duas décadas de experiência em palestras, é reconhecido por traduzir os princípios do alto rendimento esportivo em resultados aplicáveis ao ambiente empresarial.

Borges nasceu em Ribeirão Preto, mas viveu em Ituverava durante toda a sua infância. Em 1981, aos nove anos, representando sua escola, chegou em terceiro lugar numa prova de 50 metros livre, sendo seu primeiro pódio. Antes, já havia participado de aulas de natação, na Associação Atlética Ituveravense.

Em 1984, na cidade de São João da Boa Vista, Gustavo conquistou sua primeira medalha em competições oficiais em uma prova dos 100 metros peito. Sagrou-se vice-campeão do Estado de São Paulo, e vice-campeão do Teto Olímpico no nado de peito, categoria 11/12 anos.

No ano de 1987, com 15 anos de idade e nadando pela Associação Atlética Francana, obteve a medalha de bronze nos 100 metros livre, e a prata nos 50 metros livre, no Campeonato Paulista de Natação, categoria Juvenil A/B. Neste ano deixou Ituverava, mudou-se para São Carlos e passou a defender o São Carlos Clube. Em 1988, no Campeonato Paulista Juvenil de Verão, foi campeão nos 50 metros livre e prata nos 100 metros livre. Já conseguia índices para participar do Campeonato Brasileiro, o Troféu Júlio Delamare.

Em 1989, depois de entrar para o Esporte Clube Pinheiros, Gustavo Borges começou a obter fama nacional. Apesar de mal ter completado 17 anos, começou a derrotar seguidamente o nadador Cristiano Michelena, que detinha a hegemonia nas provas de 100 e 200 metros no Brasil. Obteve suas primeiras vitórias no Troféu Brasil, o maior torneio do país, ao ganhar duas medalhas de ouro nos 50 e 100 metros livre.

Já em 1990 Borges começou a obter sucesso em competições internacionais. No Campeonato Sul-Americano, disputado em Rosário, Argentina, ganhou o ouro nas três provas que competiu: 50 metros, 4x100 metros e 4x200 metros livre. Em julho, no Troféu José Finkel (o campeonato brasileiro em piscina curta), tornou-se o primeiro brasileiro a fazer os 100 metro livre abaixo de 49 segundos, com a marca de 48s59, e foi convocado a disputar o Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 1991, realizado na Austrália. Neste mesmo ano, indicado por Maria Lenk, foi para os Estados Unidos estudar na Bolles School, em Jacksonville, na Flórida.

1991: campeão do Pan, e 5 medalhas

No Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 1991, Borges ficou em 12º lugar nos 100 metros livre, quebrando o recorde sul-americano com a marca de 50s77, e também nos 50 metros nado livre (23s15). Ele também ficou em 28º nos 200 metros livre.

Borges ganhou suas primeiras medalhas internacionais importantes nos Jogos Pan-Americanos de 1991- 5: venceu os 100 metros livre com recorde do Pan, e foi medalha de prata nos 200 metros livre e bronze nos 50 metros livre, em todos com recorde sul-americano. Também foi ouro no revezamento 4x100 metros livre e prata no 4x200 metros livre.

Em 1992, Gustavo Borges quebrou o jejum brasileiro de medalhas na natação olímpica, que durava desde os Jogos Olímpicos de Verão de 1984, quando Ricardo Prado obteve a prata nos 400 metros medley. Participando de sua primeira olimpíada, nos Jogos Olímpicos de Barcelona, obteve a medalha de prata nos 100 metros livre, com a marca de 49s43, recorde sul-americano, perdendo o ouro para o lendário Alexander Popov. Também esteve em outras provas: ficou em sexto no revezamento 4x100 metros livre, em sétimo no 4x200 metros livre, em 13º nos 50 metros livre, e em 22º nos 200 metros livre.

1993: campeão e recordista mundial

O brasileiro obteve em 1993 três recordes mundiais em piscina curta. O primeiro foi em 2 de julho, no Troféu José Finkel, em Santos. Borges fez 47s94 nos 100 metros livre, recorde que durou até 1 de janeiro de 1994, quando foi batido por Alexander Popov. No dia 7 de julho, o time do Brasil, composto por Fernando Scherer, Teófilo Ferreira, José Carlos Souza e Gustavo Borges bateu o recorde mundial do revezamento 4x100 metros livre, com o tempo de 3m13s97, que pertencia à Suécia desde 19 de março de 1989: 3m14s00. Em 5 de dezembro, o Brasil bateu novamente o recorde da prova, com a mesma equipe, e a marca de 3min12s11. Esta marca foi obtida no Campeonato Mundial de Natação em Piscina Curta de 1993, onde Borges ganhou, além do ouro nos 4x100 metros livre, a prata nos 100 metros livre e o bronze nos 4x200 metros livre.

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