Guillermo Alberto Santiago Lasso Mendoza (Guayaquil, 16 de novembro de 1955) é um empresário e político equatoriano, foi o 55.º presidente da República do Equador, de 24 de maio de 2021 até 23 de novembro de 2023, quando foi sucedido pelo presidente eleito Daniel Noboa, após sua renúncia.
Conhecido por ter sido presidente executivo do Banco Guayaquil. Além disso, foi fundador e presidente do "Movimiento CREO - Creando Oportunidades", partido pelo qual disputou as eleições para Presidente do Equador, em três oportunidades: 2013, 2017 e 2021, saindo vencedor nesta última, após derrotar o socialista Andrés Arauz. Implicado em casos de corrupção, ele não concluiu seu mandato e renunciou antes de sofrer impeachment pelo Parlamento.
Na administração pública, Lasso ocupou diversos cargos, foi governador de Guayas entre 1998 e 1999, Ministro de Economia e Energia, em 1999, na gestão do presidente Jamil Mahuad, e Embaixador Itinerante do Equador, em 2003.
Nasceu na cidade de Guayaquil, em 16 de novembro de 1955. Lasso é o último de onze irmãos de uma família de classe alta. Seu pai, Enrique Lasso Alvarado, era um funcionário público oriundo de Quito, e sua mãe, Nora Mendoza, era originária de Portoviejo. Em 1976, conheceu sua futura esposa, María de Lourdes Alcívar Crespo, com quem casou, em 1980, e teve 5 filhos.
Estudou no Colégio San José La Salle e trabalhou para pagar seus estudos. Posteriormente, estudou administração de empresas no Instituto de Desarrollo Empresarial (IDE), em 1993. Em 11 de outubro de 2011, a Universidad de las Américas outorgou-lhe o título de Doutor Honoris Causa.
Aos 23 anos, fundou sua primeira empresa, a Constructora Alfa y Omega, com o irmão Enrique Lasso, em 1978. Trabalhou em diversas empresas de créditos financeiros e, nos anos 1980 foi vice-presidente da filial da Coca-cola, no seu país, além de ter sido representante da fábrica japonesa de caminhões Hino.
Em 1994, foi designado presidente executivo do Banco Guayaquil, cargo que ocupou até 2012, quando decidiu se afastar para se dedicar a outros projetos. É presidente da Fundación Ecuador Libre, um "think tank" sobre políticas públicas que seguem os princípios de liberdade e solidariedade social.
Eleições presidenciais de 2013
A partir do ano de 2011, Lasso tomou una postura política pública, com aspirações presidenciais para as Eleições Gerais no Equador em 2013, criando o movimento CREO, um movimento de centro-direita fundado por ex-integrantes do movimento UNO (Una Nueva Opción), Izquierda Democrática, Movimiento Concertación e integrantes do setor privado do Equador. Estabeleceu uma coligação "Unidos por el Ecuador" para as eleições presidenciais, conseguindo obter 22,68% dos votos válidos (quase 2 milhões de votos), perdendo ainda no primeiro turno contra o então presidente Rafael Correa.
Apesar da derrota, Lasso continuou na militância política, sempre aparecendo na mídia nacional com comentários de oposição ao governo de Rafael Correa.
Eleições presidenciais de 2017
Desde 2015, Lasso se posicionava como pré-candidato do seu partido ao organizar um coletivo "Compromiso Ecuador" com consulta popular sobre as novas emendas constitucionais que estavam sendo votadas pelo Poder Legislativo. Nas eleições de 2017, Guillermo Lasso ficou em segundo lugar no primeiro turno e recebeu 28,10% dos votos válidos contra 39,36% do candidato governista Lenín Moreno.
Em fevereiro, Lasso disse ao The Guardian que, caso ganhasse a eleição presidencial, ele "cordialmente pediria" a Julian Assange, o fundador do WikiLeaks, que deixasse a Embaixada do Equador em Londres dentro de 30 dias.
Pelas regras eleitorais do Equador, a eleição segue para o segundo turno se o candidato mais votado não ultrapassar os 40% dos votos válidos, devendo possuir mais de 10% de diferença em relação ao segundo colocado. Sendo assim, após difícil apuração eleitoral, foi declarada a realização de um segundo turno no dia 02 de abril de 2017 entre Moreno e Lasso.
Sua principal plataforma política consiste na defesa da liberdade de imprensa, combate à corrupção, geração de empregos com apoio ao empreendedorismo no país, segurança jurídica após nova reforma constitucional e se declara contra o socialismo promovido por alguns países, com referências a Bolívia.
Não reconheceu o resultado das eleições e falou de fraude. Alexander Vega, presidente do Conselho Nacional Eleitoral da Colômbia e coordenador da Missão Observadora da Unasul, negou as acusações de fraude, afirmando: "fomos 400 observadores da OEA, Unasul, Uniore e AWEB; dizer que houve fraude é dizer que somos cúmplices desta fraude: nenhuma missão eleitoral internacional se prestaria a isso"; afirma também que o sistema eleitoral equatoriano é "um dos mais fiáveis da região".
Eleições presidenciais de 2021
Em 2021, Lasso enfrentou novamente um candidato apoiado por Rafael Correa, o economista Andrés Arauz. Dessa vez, venceu o pleito no segundo turno, derrotando o Correísmo nas urnas pela primeira vez em quinze anos.