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Guilherme Boulos

Político brasileiro

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Guilherme Castro Boulos (São Paulo, 19 de junho de 1982) é um professor, psicanalista, escritor, ativista e político brasileiro, filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). É ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República no governo Lula. Também é deputado federal pelo estado de São Paulo, do que ora se encontra licenciado.

É bacharel em filosofia e mestre em psiquiatria, ambos pela Universidade de São Paulo (USP). Membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), é reconhecido como uma das principais lideranças da esquerda no Brasil.

Foi candidato a presidente da República, pelo PSOL, nas eleições de 2018. Também concorreu pelo mesmo partido ao cargo de prefeito do município de São Paulo nas eleições de 2020 e de 2024, perdendo no segundo turno para os candidatos à reeleição, respectivamente, Bruno Covas e Ricardo Nunes. Elegeu-se deputado federal por São Paulo nas eleições de 2022, com cerca de um milhão de votos, sendo o mais votado de São Paulo e o segundo mais votado do país naquele pleito.

A revista Time Time 100 Next incluiu Guilherme Boulos na lista dos cem líderes emergentes de 2021.

Nascido em 19 de junho de 1982, no município de São Paulo, e neto paterno de um comerciante libanês, Guilherme Boulos é filho de um casal de médicos. Sua mãe é a infectologista Maria Ivete Castro Boulos, e seu pai é o professor Marcos Boulos, do Departamento de Moléstias Infecciosas e Parasitárias da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Formação acadêmica e profissional

Graduou-se em filosofia pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), onde ingressou em 2000. Especializou-se em Psicologia Clínica pela PUC–SP, onde realizou um TCC com tema "O Lugar da Razão na Psicanálise". É mestre em Psiquiatria (2017), pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, com a dissertação "Estudo sobre a variação de sintomas depressivos relacionada à participação coletiva em ocupações de sem-teto em São Paulo".

Foi também professor da rede pública de ensino, da faculdade de Mauá e da Escola de Educação Permanente do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Desde 2009, Boulos mantém um relacionamento com Natalia Szermeta. O casal tem duas filhas, Sofia e Laura. Embora não sejam casados no papel, Boulos a trata como sua esposa.

Na juventude e nos anos de formação, engajou-se no movimento estudantil. Em 1997, aos 15 anos, ingressou no movimento estudantil brasileiro como militante na União da Juventude Comunista (UJC). Em 2002, ingressou no Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST).

Ficou conhecido em 2003, quando participou da coordenação da ocupação de um terreno da Volkswagen, em São Bernardo do Campo.

Voltou a ter visibilidade na imprensa em 2014, na esteira das mobilizações sociais em torno da Copa do Mundo, em especial da Ocupação Copa do Povo, realizada pelo MTST no início de maio. Em junho do mesmo ano, tornou-se colunista semanal do site do jornal Folha de S.Paulo, onde ficou até março de 2017.

Em fevereiro de 2015, passou a integrar, junto com o deputado federal Jean Wyllys e a jornalista Laura Capriglione, o programa de debates Havana Connection, criado e mediado pelo jornalista Leonardo Sakamoto, no portal UOL.

Boulos afirma ter sido preso diversas vezes, além de responder a diversos processos judiciais. Teve grande repercussão sua prisão em 17 de janeiro de 2017, com acusações eram de desobediência a ordem judicial e incitação à violência, durante a ação de reintegração de posse de um terreno no distrito de São Mateus, mas foi solto na noite do mesmo dia. Em sua defesa, alega que sua detenção foi arbitrária e de cunho político.

Candidatura à presidência em 2018

Em março de 2018, filiou-se ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) como pré-candidato à Presidência da República, com Sônia Guajajara como vice. Houve polêmicas quanto a sua candidatura, especialmente devido à ausência de debates entre os candidatos e a um vídeo gravado por Lula, no qual afirmava que "seria a última pessoa do mundo a pedir para que Boulos não seja candidato". Sua candidatura se sustentou em uma Frente de Esquerda Socialista, com bases no PSOL, no PCB, no Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e no movimento indígena. Com 617 122 votos (0,58%), ficou em décimo lugar no primeiro turno.

Candidato à prefeitura de São Paulo em 2020

Em 9 de março de 2020, anunciou pelas redes sociais a formação de uma chapa para concorrer à prefeitura de São Paulo pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) nas eleições do mesmo ano, em conjunto com a Deputada Federal e ex-prefeita da cidade Luiza Erundina (PSOL) como candidata a vice-presidente. Seu anúncio foi seguido da publicação de um manifesto intitulado "Boulos e Erundina para mudar São Paulo". A pré-candidatura contou com apoio de figuras do PSOL como os deputados Ivan Valente, Áurea Carolina, Marcelo Freixo, Edmilson Rodrigues e Talíria Petrone. Boulos disputou a indicação com a deputada federal Sâmia Bonfim e o deputado estadual Carlos Giannazi. Originalmente marcada para 15 de março de 2020, a votação foi adiada em virtude da COVID-19. Em 19 de julho, Boulos foi confirmado pré-candidato pelo PSOL à prefeitura de São Paulo, após receber 61% dos votos nas prévias do partido. A chapa contou com o apoio do PCB e da Unidade Popular (UP).

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