Guilherme de Cássio Alves, mais conhecido como Guilherme Alves ou simplesmente Guilherme (Marília, 8 de maio de 1974), é um treinador e ex-futebolista brasileiro que atuava como atacante. Atualmente está sem clube.
Ficou famoso no Atlético Mineiro entre 1999 e 2003 e encerrou a carreira com apenas 31 anos, devido a problemas cardíacos e lesões.
Atualmente é diretor-técnico do Clube Atlético Mineiro.
Aos 9 anos já vestia a camisa 9 do infantil do Marília, onde começou a carreira profissional em 1992. Se destacou no Paulistão de 93, onde foi artilheiro do time com 10 gols, e despertou a atenção de Telê Santana, então técnico do São Paulo, e alguns dirigentes do clube, que o contrataram em julho do mesmo ano.
Acertou com o clube paulista em 1993. Logo no primeiro ano, foi campeão da Supercopa da Libertadores, Libertadores e da Copa Intercontinental. No ano seguinte, ajudou o Tricolor em mais duas conquistas sul-americanas oficiais, a Copa Conmebol e a Recopa Sul-Americana.
Após se destacar em um Torneio realizado em Santiago de Compostela, deixou o São Paulo em 1995, negociado com o Rayo Vallecano, da Espanha.
Em 1997, retornou ao Brasil para defender o Grêmio, contratado por 3,5 milhões de dólares. Foi artilheiro do time no Campeonato Brasileiro e Campeonato Gaúcho, e permaneceu até o fim da Taça Libertadores da América de 1998.
No segundo semestre de 1998 foi defender o Vasco da Gama, mas por ter atuado pelo Grêmio, não pôde ser inscrito pelo clube cruzmaltino para a disputa do Campeonato Brasileiro do mesmo ano. Porém, em 1999, foi artilheiro do Torneio Rio-São Paulo, campeonato que o ajudou seu time a conquista.
Sem espaço no Vasco, que tinha Edmundo, Viola e Donizete, ainda em 1999, transferiu-se para o Atlético Mineiro. E foi lá, no time de Minas, que o centroavante viveu seu melhor momento na carreira. No Brasileirão daquele ano, Guilherme foi artilheiro e conduziu o time à final do campeonato. O Atlético Mineiro acabou com o vice-campeonato.
Em 2002, foi para o Corinthians. Emprestado pelo Galo, o atacante chegou ao clube do Parque São Jorge para a disputa do Brasileirão. Logo em sua estreia, em jogo contra o Internacional, no Pacaembu, Guilherme provou que continuava com faro de gol. Ele marcou dois contra o Colorado na vitória corintiana por 3 a 2.
No entanto, a passagem de Guilherme pelo Corinthians não ficou marcada apenas por gols. Em outubro daquele ano, o jogador se envolveu, próximo à cidade de Marília, num grave acidente automobilístico que resultou na morte de duas pessoas. Em fevereiro de 2003, por conta deste acidente, ele foi condenado por homicídio culposo (sem intenção de matar), lesões corporais e falsidade ideológica, a cinco anos e quatro meses de prisão em regime semiaberto. Psicologicamente abalado, não voltou a jogar o mesmo futebol no Corinthians, que acabou sendo vice-campeão brasileiro daquele ano.
Retornou ao clube mineiro e pouco tempo depois deixou o país mais uma vez para defender o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, onde ficou por apenas uma temporada.
Em 2004, surpreendeu e foi para o maior rival do Atlético, o Cruzeiro, clube pelo qual voltou a ser Campeão Mineiro e fez 13 gols em 39 partidas durante toda a temporada.
Deixou o clube azul e foi para o Botafogo em 2005. Ao lado de Ramon Menezes, teve seu salário pago pela Kappa. Embora tenha sido o artilheiro do clube no Campeonato Carioca com 5 gols, Guilherme era perseguido pela torcida pela pouca mobilidade nos jogos do clube e pela ausência de gols no restante da temporada. Uma lesão o afastou do time e prejudicou ainda mais sua passagem pelo time. Voltou ao final daquele ano, mas não permaneceu para a temporada seguinte, pois encerrou sua carreira nos gramados após se contundir.
Guilherme disputou seis partidas pela Seleção Brasileira em 2000 e 2001, marcando um gol, numa partida contra a Seleção Peruana, no dia 15 de julho de 2001.
Carreira como auxiliar técnico
No começo de 2006, o atacante estava se recuperando no Corinthians, mas uma outra séria lesão na coxa o afastou de vez dos gramados. Guilherme então foi convidado pelo Marília, no início de 2007, para ocupar o cargo de auxiliar técnico. Permaneceu no cargo até o término do Campeonato Brasileiro da Série B de 2007.
Em 2010, exerceu o cargo de auxiliar técnico do Atlético juntamente com Nei Pandolfo e Freddy Rincón, permanecendo no cargo até a saída do então treinador do clube Vanderlei Luxemburgo.