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Guerras dos Bispos

Guerras dos Bispos (também chamadas "Bellum episcopale"), foram conflitos, tanto a nível político como militar, que ocor

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Guerras dos Bispos (também chamadas "Bellum episcopale"), foram conflitos, tanto a nível político como militar, que ocorreram entre 1639 a 1641 por questões de poder na Igreja na Escócia e na Irlanda, e os direitos sobre ela da coroa da Inglaterra.

Elas fazem parte de um longo conflito político-religioso em todo o Reino Unido, e é considerada um prelúdio da Guerra Civil Inglesa (1642-1649).

Tiveram esse nome devido ao conflito entre o rei Jaime VI (futuro Jaime I da Inglaterra) que defendeu um sistema episcopal de comando do governo da Escócia (com os bispos católicos no governo), e o desejo dos calvinistas da Escócia em ter um sistema protestante de governo (sem bispos católicos).

O filho de Jaime I, Carlos I, acirrou ainda mais os ânimos ao tentar unificar os cultos religiosos no Reino Unido de uma forma que foi considerada pelos protestantes como sendo católica demais.

Os conflitos por causa de religião no Reino Unido tiveram início com Henrique VIII (1491-1547), rei da Inglaterra, que repudiou as doutrinas da Igreja Católica e declarou-se chefe supremo da igreja na Inglaterra.

Isto, combinado com ações posteriores, acabou resultando em uma igreja separada do Vaticano, a Igreja Anglicana, uma igreja protestante.

No reinado de Henrique VIII, por razões de estado estava cada vez mais intolerável que as principais decisões na Inglaterra fossem resolvidos pelos cardeais católicos infiltrados no governo inglês a séculos.

A Reforma protestante iniciada por Lutero estava em desenvolvimento no continente europeu, mas, na Inglaterra a influência do Cardeal Wolsey dominante no governo inglês bloqueava qualquer movimento reformista na Inglaterra.

Henrique queria se divorciar da esposa, e como não era permitido pelo Papa, isso foi usado como pretexto para iniciar a Reforma na Inglaterra.

Entre 1536-1537, ele criou uma série de estatutos: o ato de apelação, o ato de sucessão, o ato de supremacia, dentre outros, que tratou da relação entre o rei e o Papa, e da estrutura da Igreja Anglicana da Inglaterra.

Henrique também suprimiu os mosteiros e santuários de peregrinação católicos na Inglaterra.

Thomas More e John Fisher, foram executados em 1535 por se recusarem a renunciar à autoridade papal.

A supremacia real junto a palavra de Deus foi consumada com a publicação da "Grande Bíblia" em inglês, que foi um enorme suporte para a autoridade de Henrique VIII sobre a igreja O Parlamento que já existia nessa época, proibiu a igreja católica de fazer qualquer regulamentação (canons) sem o consentimento do rei.

Depois desse ato o Papa Clemente excomungou Henrique VIII e Thomas Cranmer.

O "Ato de Supremacia" em 1534, declarou que o rei era "a única cabeça suprema na Igreja da Inglaterra" e o Vaticano rompeu relações com a Inglaterra.

Essa ruptura com o Papa e a perda de bens da Igreja Católica na Inglaterra deram início aos conflitos entre católicos e protestantes na Inglaterra.

A Reforma Escocesa iniciou-se em conflito.

O líder calvinista John Knox retornou à Escócia em 1560, ele tinha sido exilado por sua participação no assassinato do cardeal Beaton. Ele chegou a Dundee, onde um grande número de simpatizantes e nobres protestantes se reuniram. Knox foi declarado fora da lei pelo rainha regente da Escócia, Maria de Guise, mas os protestantes foram para Perth, uma cidade murada, que poderia ser defendida em caso de cerco.

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