Guariba é um município brasileiro do estado de São Paulo pertencente a Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RMRP). Sua população estimada em 2025 era de 38 678 habitantes.
O município de Guariba foi fundado em 21 de setembro de 1895, coincidentemente com o início da primavera, por isso é conhecida como "cidade primavera". Seu contexto histórico começa quando o Brasil passava pela ascensão do café e das estradas de ferro, dominando assim, o mercado mundial da cafeicultura. Nesta época republicana, era de trabalho não-escravo, os fazendeiros usavam da mão-de-obra do imigrante, majotariamente de origem italiana, e o transporte ferroviário avançava paulatinamente. Com a crescente do café por todo o território brasileiro, o Governo libera concessões para a criação de novas estradas de ferro. A história de Guariba começa exatamente quando concedida à concessão de prolongamento da estrada de ferro entre Araraquara – Jaboticabal. Dessa forma, foram criadas as estações ferroviárias de Rincão, Timbira, Motuca, Joá, Hammond (Fazenda Barreiro) e, finalmente a Estação Guariba, sendo instalada em 6 de junho de 1892.
As terras do município de Guariba constituíam uma sesmaria denominada Sesmaria dos Pintos ou Sesmaria da Cachoeira, em terras de Araraquara e Jaboticabal.
Foram formando-se em grandes propriedades agrícolas, que pela excelência das terras, tornaram utilizadas para plantio de café, riqueza econômica do país na época.
A Fazenda das Macaúbas, era cortada pelo rio Mogi-Guaçu perto do Porto Pinheiro. Um grupo de sertanistas constatou muitos bandos de macacos da espécie “Bugio Alouatta Guariba”, no qual em homenagem se deu o nome da cidade.
Após sucessivas reuniões para a fundação do povoado, ao lado da estação férrea, surgiram avanços para o povoado com a construção da Capela de São Mateus, o Padroeiro da cidade, cuja imagem foi doada por Joaquim Mateus Correa. Na época a expansão da cafeicultura no leste Paulista proporcionou condições necessárias ao desenvolvimento da cidades que recebeu muitas famílias de imigrantes europeus.
Após a fundação e instalação da estação ferroviária, o Bispado de São Paulo inaugura a Capela de São Mateus de Guariba. Em 1895, Guariba possuía uma estação ferroviária, capela, pequena hospedaria, uma casa comercial, cerca de 80 casas residenciais e cemitério. Dois dias após a fundação do povoado, foi criado o distrito policial com a construção da cadeia pública, onde é atualmente a praça Sílvio Vaz de Arruda.
A partir dos anos 1900, a cidade vai se estruturando para a sua autonomia, é criada em 15 de outubro do corrente ano a Paróquia de São Matheus de Guariba, em 1902 é fundado o jornal O Guaribense, configurando papel importante na imprensa e na divulgação dos ideais locais. Como também, há uma preocupação com a organização da vida associativa na cidade, que mesmo pequena já estruturava diferentes grupos culturais, racionalizando e dando dinâmica à vida urbana: É criada a Sociedade Musical Internacional (1904), a Sociedade Dramático Beneficente (1908), Societá di Mutuo Soccorso fra Italiani Uniti (01/02/1910), Associação Esportiva de Football (1915), e a Caixa de Crédito Agrícola (1916). Posteriormente, em 1917, Guariba já contava com um cinema, o Éden, e inaugurado em janeiro de 1918 a Gazeta de Guariba, que a partir de 1927.
O acesso de Guariba diretamente ligado pela ferrovia a São Paulo e ao Porto de Santos, juntamente com a alta do preço do café em 1918, favoreceram o município, que naquela época já contava com uma zona agrícola (de Guariba ao Rio Mogi) e outra zona pastoril (de Guariba às divisas de Taquaritinga). Em estudos apresentados por Capri (s/d), apontam o desenvolvimento da cidade no ano de 1922: Iluminação elétrica, rede telefônica e telegráfica, Santa Casa de Misericórdia (1 fábrica de cerveja, 2 olarias, 2 oficinas mecânicas, 1 serraria, 3 máquinas de beneficiar arroz, 2 máquinas para café, 2 máquinas para algodão, um jornal, 2 médicos, 2 dentistas, 3 farmácias, hotéis, campo de football.
A freguesia foi criada por Lei Estadual de nº. 917 de 3 de agosto de 1904 dentro do território do município de Jaboticabal. Em 1911, Guariba tornou-se distrito do município de Jaboticabal.
Pela Lei Estadual nº. 1562 de 6 de novembro de 1917, Guariba ganhou sua autonomia administrativa tornando-se município, que foi instalado em 10 de abril de 1918.
Com o aumento de imigrantes italianos e a crise de 1929 no setor cafeeiro, gerava insatisfação dos produtores e trabalhadores rurais. Na crise do café, Guariba sofreu uma retração econômica, somente superada por volta de 1950, quando a firma Prado e Chaves instalou uma usina de açúcar. A cultura da cana-de-açúcar espalhou-se por toda a região, atraindo grande migração, principalmente de mineiros e nordestinos para a cidade.
Em 30 de novembro de 1938, pelo decreto-lei nº. 9775, o município de Guariba adquiriu o distrito de Pradópolis, destacado do município de Sertãozinho.
A Lei Estadual nº. 8092 de 28 de fevereiro de 1964 desmembra de Guariba o distrito de Pradópolis, que se torna autônomo.
Foram fundadas as usinas Bonfim e São Martinho, trazendo desenvolvimento e empregos para Guariba. Sendo que em 1959, a Usina São Martinho, antiga Fazenda São Martinho, passa a pertencer ao município de Pradópolis, já a Usina Bonfim, pertence a Guariba efetiva até hoje.
Em maio de 1984 houve greve histórica dos boias-frias devido aos baixos salários e alto custo de vida, resultando em descontentamento dos trabalhadores. Houve vandalismo urbano e repressão dos migrantes trabalhadores, na época maioria baianos e mineiros. Chegando ao fim com a intervenção da tropa de choque da Polícia Militar.
A greve provocou uma grande repercussão nacional e internacional, devido a não existir protestos e violência urbana no interior de São Paulo, na época considerado pacato e também por mostrar as terríveis condições de exploração a que eram submetidos os trabalhadores rurais.
O protesto alavancou muito nas mudanças da lei trabalhista rural, conquistas firmadas através de um acordo que ficou conhecido como “Acordo de Guariba”.