Gregório Ben Lâmed Paixão, O.S.B. (Aracaju, 3 de novembro de 1964), é um monge beneditino e prelado católico brasileiro. Desde dezembro de 2023, é o arcebispo metropolitano de Fortaleza.
Dom Gregório Paixão é filho de José Grigório (falecido em 19 de fevereiro de 2018) e Josefa Bernadete Paixão Grigório (falecida em 14 de julho de 2025). Seu nome de batismo é Leozírio da Paixão Neto. Tinha quatro irmãos, sendo que um deles, Dom Henrique Paixão Grigório, também monge beneditino, faleceu vítima de covid-19 em dezembro de 2022. Cursou o ensino fundamental e médio no Colégio Salesiano de Aracaju, concluindo-o no Colégio Atheneu Sergipense. Ingressou no Mosteiro de São Bento da Bahia em 1983, professando em 1986.
No Mosteiro de São Bento da Bahia exerceu quase todos os ofícios monásticos. Foi bibliotecário, mestre de coro, organista, mestre de noviços, ecônomo, arquivista, prior, dentre outros. Durante o período de formação monástica, cursou piano e órgão de tubos no Instituto de Música da Universidade Católica do Salvador, sendo aluno da pianista Zélia de Araújo Vital. Estudou artes plásticas no atelier do pintor Waldo Robatto, em Salvador.
Em 1987, foi enviado para o Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro a fim de cursar filosofia e teologia na Escola Teológica da Congregação Beneditina do Brasil, vinculada ao Pontifício Ateneu de Santo Anselmo, de Roma. Em 18 de julho de 1992 foi ordenado diácono por Dom Ricardo Weberberger, OSB, e em 21 de março de 1993 foi ordenado presbítero por Dom Lucas Cardeal Moreira Neves, O.P..
Dom Gregório é doutor em antropologia pela Universidade de Amsterdã, na Holanda, à época admitido como aluno externo. Foi diretor do Colégio São Bento da Bahia e da Faculdade São Bento, assim como da Revista Análise e Síntese. Lecionou língua grega, homilética e antropologia.
Em 29 de julho de 2006 foi eleito bispo titular de Fico, na Mauritânia e bispo auxiliar da Arquidiocese de São Salvador da Bahia (2006-2012).
No dia 10 de outubro de 2012 o Papa Bento XVI o elegeu bispo da Diocese de Petrópolis. Ao chegar a Petrópolis, se distinguiu por um pastoreio marcado pela proximidade e pela presença constante no meio do povo. Com simplicidade e espírito missionário, não se limita às celebrações na Igreja Matriz: sempre que convidado, faz-se presente nas comunidades, celebrando e partilhando a fé junto ao Povo de Deus, fortalecendo os laços de comunhão e escuta pastoral.
No ano seguinte à sua chegada à Diocese de Petrópolis, empenhou-se de modo decisivo no projeto de restauração da Catedral de Petrópolis. Como parte desse trabalho de valorização da memória e da identidade diocesana, escreveu um livro no qual narra a história da Catedral, contribuindo para a preservação do patrimônio histórico, religioso e cultural.
Proclamou o Ano Eucarístico Diocesano, a ser concluído com a Solenidade de Corpus Christi de 2023. Com esse gesto pastoral, convocou todos os diocesanos a renovarem seu ardor evangelizador, a testemunharem e anunciarem Cristo vivo e presente na Eucaristia, centro da vida da Igreja.
Na tarde de 15 de fevereiro de 2022, a cidade de Petrópolis foi atingida por fortes chuvas que provocaram graves enchentes, ceifando a vida de inúmeros moradores. Diante dessa tragédia, Dom Gregório uniu o compromisso com a caridade concreta ao cuidado espiritual dos sobreviventes e das famílias enlutadas. Como sinal de fé, solidariedade e esperança, divulgou uma carta dirigida a todos os fiéis e ao povo, estabelecendo o dia 20 de fevereiro de 2022 como o Dia de Oração pelas Vítimas da Tragédia das Chuvas, convidando toda a Diocese a elevar suas preces em sufrágio dos falecidos e em consolo aos que sofriam.
Em 11 de outubro de 2023, o Papa Francisco o nomeou arcebispo de Fortaleza.A sua posse se deu 15 de dezembro de 2023
Dom Gregório Paixão tem se destacado por uma presença pastoral próxima e constante junto ao clero, às paróquias e às múltiplas expressões eclesiais da Arquidiocese de Fortaleza, bem como pelo diálogo atento com a sociedade civil. Ainda em seu primeiro ano de governo pastoral, visitou as 148 paróquias da Arquidiocese, distribuídas em 30 localidades.
Promoveu ainda ações estruturantes na formação dos seminaristas, entre as quais se destacam a unificação do Seminário de Filosofia e Teologia, fortalecendo a formação presbiteral; ordenou 24 diáconos permanentes, sendo 16 em 2024 e 8 em 2025, e instituiu 88 catequistas no Ministério de Catequista, com 20 instituições em 2024 e 68 em 2025; a criação de novas estruturas pastorais; e a atenção especial às iniciativas voltadas à comunicação, à vida consagrada e às grandes expressões de fé que marcam a identidade religiosa da Arquidiocese.
Encaminhou ainda à Nunciatura Apostólica no Brasil o pedido de criação das dioceses de Baturité e Cascavel. Como fruto desse discernimento eclesial, a Diocese de Baturité foi oficialmente criada em 1º de janeiro de 2026, representando um importante passo na reorganização pastoral da Igreja local.
Dom Gregório Paixão, OSB. Foi ordenante principal:
Dom Antônio Carlos do Nascimento, em 02 de fevereiro de 2026.
Dom Jânison de Sá Santos em 06 de fevereiro de 2026.
Dentre os trabalhos desenvolvidos para a Igreja e a sociedade civil, destacam-se os seguintes: bispo referencial da CRB-BA/SE (2007-2011); membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura, Educação e Comunicação Social (2007-2011); secretário do Regional NE3 BA/SE (2007-2012); membro do Conselho Arquidiocesano de Bens Culturais e Arte Sacra (2007-2008); diretor social da Fundação Dom Avelar (2006-2011); membro titular do Conselho de Cultura do Estado da Bahia (2007-2011); membro titular do RIdIM/Brasil (Repertório Internacional da Iconografia Mundial) (2009-2011); bispo referencial para a Pastoral da Cultura da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (2007-2010); membro efetivo do Conselho para a Implantação do Tratado Brasil-Santa Sé (2010...); grão-chanceler da Universidade Católica de Petrópolis (2012...); membro efetivo da Comissão Episcopal Pastoral Especial para os Bens Culturais da Igreja no Brasil (2017...) ; membro do Instituto Histórico de Petrópolis (2015); membro da Academia Petropolitana de Letras (2018); membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (2016...); e presidente da Comissão Episcopal da Campanha de Evangelização da CNBB (2017...).