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Grécia

País na Europa

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Grécia (em grego: Ελλάδα; romaniz.: Elláda pronunciado: [eˈlaða] ()), oficialmente República Helênica (português brasileiro) ou Helénica (português europeu) (em grego: Ελληνική Δημοκρατία; romaniz.: Elleniké Demokratía pronunciado: [eliniˈci ðimokraˈti.a]) e historicamente conhecida como Hélade (em grego: Ἑλλάς; romaniz.: Hellás), é um país localizado no sul da Europa. De acordo com dados do censo de 2011, a população grega é de cerca de 11 milhões de pessoas. Atenas é a capital e a maior cidade do país.

O país está estrategicamente localizado no cruzamento entre a Europa, a Ásia, o Oriente Médio e a África. Tem fronteiras terrestres com a Albânia a noroeste, com a Macedônia do Norte e a Bulgária ao norte e com a Turquia no nordeste. O país é composto por nove regiões geográficas: Macedônia, Grécia Central, Peloponeso, Tessália, Epiro, Ilhas Egeias (incluindo o Dodecaneso e Cíclades), Trácia, Creta e Ilhas Jônicas. O Mar Egeu fica a leste do continente, o Mar Jônico a oeste e o Mar Mediterrâneo ao sul. A Grécia tem a 11.ª maior costa do mundo, com 13 676 km de comprimento, com um grande número de ilhas (cerca de 1 400, das quais 227 são habitadas). Oitenta por cento do país é composto por montanhas, das quais o Monte Olimpo é a mais elevada, a 2 917 m de altitude.

A Grécia moderna tem suas raízes na civilização da Grécia Antiga, considerada o berço de toda a civilização ocidental. Como tal, é o local de origem da democracia, da filosofia ocidental, dos Jogos Olímpicos, da literatura ocidental, da historiografia, da ciência política, de grandes princípios científicos e matemáticos, das artes cênicas ocidentais, incluindo a tragédia e a comédia. As conquistas culturais e tecnológicas gregas influenciaram grandemente o mundo, sendo que muitos aspectos da civilização grega foram transmitidos para o Oriente através de campanhas de Alexandre, o Grande, e para o Ocidente, através do Império Romano. Este rico legado é parcialmente refletido nos 17 locais considerados pela UNESCO como Patrimônio Mundial no território grego, o sétimo maior número da Europa e o 13.º do mundo. O Estado grego moderno, que engloba a maior parte do núcleo histórico da civilização grega antiga, foi criado em 1830, após a Guerra da Independência Grega contra o antigo Império Otomano.

Atualmente, a Grécia é um país democrático e desenvolvido, com uma economia avançada e de alta renda, um alto padrão de vida e um índice de desenvolvimento humano (IDH) considerado muito alto pelas Nações Unidas. A Grécia é um membro fundador da Organização das Nações Unidas (ONU), é membro do que é hoje a União Europeia desde 1981 (e da Zona Euro desde 2001), além de ser membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) desde 1952. A economia grega é também a maior dos Balcãs, onde a Grécia é um importante investidor regional.

Grego é o nome pelo qual os romanos designavam os helenos, habitantes da Hélade que ficou conhecida como Grécia. As formas portuguesa Grécia, castelhana, romena e italiana Grecia, francesa Grèce, inglesa Greece, alemã Griechenland são um eruditismo calcado sobre o latim Græcia.

Pré-história e primeiras civilizações

A evidência mais antiga da presença de ancestrais humanos no sul dos Bálcãs, datada de 270 000 a.C., pode ser encontrada na caverna Petralona, ​​na Macedônia Central. A caverna Apidima em Mani, no sul da Grécia, contém os restos mais antigos de humanos anatomicamente modernos fora da África, datados de 210 mil anos atrás. Todos os três estágios da Idade da Pedra (Paleolítico, Mesolítico e Neolítico) estão representados na Grécia, por exemplo, na caverna Franchthi. Os assentamentos neolíticos na Grécia, datados do VII milênio a.C., são os mais antigos da Europa, pois a Grécia fica na rota pela qual a agricultura se espalhou do Oriente Próximo para a Europa.

A Grécia abriga as primeiras civilizações avançadas da Europa e é considerada o berço da civilização ocidental, começando com a civilização cicládica nas ilhas do Mar Egeu por volta de 3 200 a.C., a civilização minoica em Creta (3000–1200 a.C.), e depois a civilização micênica no continente (1600–1100 a.C.). Essas civilizações possuíam escrita, os minoicos escrevendo em um alfabeto não decifrado conhecido como Linear A e os micênicos em Linear B, uma forma primitiva do grego. Os micênicos absorveram gradualmente os minoicos, mas entraram em colapso violentamente por volta de 1 200 a.C., junto com outras civilizações, durante o evento regional conhecido como colapso da Idade do Bronze.

Isso deu início a um período conhecido como a Idade das Trevas Grega, da qual os registros escritos estão ausentes. Embora os textos Linear B desenterrados sejam muito fragmentários para a reconstrução do cenário político e não possam apoiar a existência de um Estado maior, registros contemporâneos hititas e egípcios sugerem a presença de um único Estado sob o domínio de um "Grande Rei" baseado na Grécia continental.

O fim da Idade das Trevas Grega é tradicionalmente datado de 776 a.C., o ano dos primeiros Jogos Olímpicos da Antiguidade. Acredita-se que a Ilíada e a Odisseia, os textos fundamentais da literatura ocidental, tenham sido compostos por Homero nos séculos VIII ou VII a.C.. Com o fim da Idade das Trevas, surgiram vários reinos e cidades-Estados em toda a península grega, que se espalharam pelas margens do Mar Negro, sul da Itália (Magna Graecia) e Ásia Menor. Esses Estados e suas colônias alcançaram grandes níveis de prosperidade que resultaram em um boom cultural sem precedentes na Grécia clássica, expresso em arquitetura, teatro, ciência, matemática e filosofia. Em 508 a.C., Clístenes instituiu o primeiro sistema democrático de governo do mundo em Atenas.

Em 500 a.C., o Império Aquemênida (ou Persa) controlava as cidades gregas da Ásia Menor e Macedônia. As tentativas de algumas das cidades-Estados gregas da Ásia Menor de derrubar o domínio persa falharam e a Pérsia invadiu os estados da Grécia continental em 492 a.C., mas foi forçada a se retirar após uma derrota na Batalha de Maratona em 490 a.C.. Em resposta, as cidades-Estados gregas formaram a Liga Helênica em 481 a.C., liderada por Esparta, que foi a primeira união historicamente registrada dos Estados gregos desde a união mítica da Guerra de Troia.

Uma segunda invasão pelos persas aconteceu em 480 a.C.. Após decisivas vitórias gregas em 480 e 479 a.C. em Salamina, Plateias e Mícale, os persas foram forçados a se retirar pela segunda vez, marcando sua eventual retirada de todos os seus territórios europeus. Lideradas por Atenas e Esparta, as vitórias gregas nas Guerras Greco-Persas são consideradas um momento crucial na história do mundo, pois os 50 anos de paz que se seguiram são conhecidos como a Idade de Ouro de Atenas, período seminal de desenvolvimento na Grécia Antiga que lançou muitas das bases da civilização ocidental.

A falta de unidade política na Grécia resultou em conflitos frequentes entre os Estados gregos. A guerra intra-grega mais devastadora foi a Guerra do Peloponeso (431–404 a.C.), vencida por Esparta e que marcou o fim do Império Ateniense como a principal potência na Grécia antiga. Atenas e Esparta foram mais tarde ofuscadas por Tebas e, eventualmente, pela Macedônia, com a última unindo a maioria das cidades-Estados do interior da Grécia na Liga de Corinto (também conhecida como Liga Helênica ou Liga Grega), sob o controle de Filipe II.

Apesar desse desenvolvimento, o mundo grego permaneceu amplamente fragmentado e não estaria unido sob uma única potência até o período romano. Esparta não se juntou à Liga e lutou ativamente contra ela, levantando um exército liderado por Ágis III para garantir as cidades-Estado de Creta para a Pérsia.

Após o assassinato de Filipe II, seu filho Alexandre III ("O Grande") assumiu a liderança da Liga de Corinto e iniciou uma invasão do Império Aquemênida com as forças combinadas da Liga em 334 a.C.. Invicto em batalha, Alexandre havia conquistado o os territórios persas em 330 a.C.. Quando morreu em 323 a.C., havia criado um dos maiores impérios da história, estendendo-se da Grécia à Índia. Após sua morte, seu império se dividiu em vários reinos, sendo os mais famosos o Império Selêucida, o Egito Ptolomaico, o Reino Greco-Bactriano e o Reino Indo-Grego. Muitos gregos migraram para Alexandria, Antioquia, Selêucia e muitas outras novas cidades helenísticas na Ásia e na África.

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