Godsmack é uma banda norte-americana de heavy metal que foi formada em 1995 em Lawrence, Massachusetts. A banda é formada pelo vocalista e compositor Sully Erna e pelo baixista Robbie Merrill. Desde a sua formação, Godsmack já lançou oito álbuns de estúdio, um EP, quatro DVDs e uma compilação.
A banda tem três álbuns consecutivos #1 (Faceless, IV, e The Oracle) na Billboard 200. Ela também possui 18 singles classificados no Top 10 da parada Mainstream Rock. Godsmack é um dos mais populares grupos de heavy metal da década passada nos Estados Unidos, tendo vendido mais de 19 milhões de álbuns em todo o mundo.
Desde sua criação, Godsmack já fez turnês no Ozzfest em mais de uma ocasião realizando também turnês junto a vários festivais e outros dedicados aos seus álbuns. Também fizeram parte da turnê do Mötley Crüe, Crüe Fest 2.
Formação e começo da carreira (1995–1996)
Em fevereiro de 1995, Sully Erna decidiu começar uma banda como o vocalista após ter tocado bateria por mais de 23 anos, incluindo dois anos na agora extinta banda Strip Mind. A banda, de nome The Scam, foi formada por Erna como vocalista, Robbie Merrill no baixo, Lee Richards como o guitarrista e Tommy Stewart na bateria. The Scam logo mudou o seu nome para "Godsmack", após ter gravado uma demo. A banda recém-formada começou a tocar em pequenos bares em suas terras-natal de Lawrence, Massachusetts, e Salem, New Hampshire. Godsmack começou a fazer covers de bandas como Alice in Chains para atrair fãs, mas logo começaram a compor as suas próprias músicas. Músicas como "Keep Away" e "Whatever" rapidamente ficaram populares e levou a banda para o topo das paradas musicais na área de Boston/New England.
Segundo o baixista Robbie Merrill no DVD Smack This!, o nome da banda foi "roubado" de uma canção do Alice in Chains, "God Smack" do álbum Dirt de 1992. Entretatanto, o vocalista Sully Erna posteriormente comentou outra origem para o nome::
Em 1996, Tony Rombola e Joe D'arco juntaram-se ao grupo como o guitarrista e o baterista, respectivamente, após Richards deixar a banda após descobrir que ele tinha uma criança de seis anos e Stewart ter saído do grupo devido a diferenças pessoais. No mesmo ano, a banda entrou em estúdio pela primeira vez, gravando o seu primeiro CD intitulado All Wound Up. O CD foi gravado em somente três dias por US$2.600.
Pelos dois anos seguintes, a banda tocou em eventos e locais pela área de Boston. Eventualmente, o CD de Godsmack chegou às mãos de "Susan", uma DJ da estação de rádio WAAF da cidade. A estação de rádio colocou "Keep Away" na playlist principal e a música rapidamente ascendeu ao primeiro lugar na estação. A Newbury Comics, uma cadeia de lojas de gravações de New England, concordou em vender o CD em consignação. Logo após o sucesso de "Keep Away", Godsmack voltou ao estúdio de gravação e gravou um single intitulado "Whatever, que se tornou a nova música favorita local na WAAF. Em uma entrevista, Sully Erna constatou que a banda estava vendendo somente 50 cópias por mês, até que a WAAF pôs as mãos no álbum, o que resultou num aumento repentino das vendas em cerca de mil exemplares por semana.
No verão de 1998, a Universal/Republic Records contratou a banda sob a marca deles. No mesmo ano, Tommy Stewart, que queria voltar a tocar na banda, substituiu o baterista Joe D'arco, que deixou a banda por razões desconhecidas. A primeira gravação em estúdio da banda, All Wound Up, foi remasterizada. O CD debut auto-intitulado Godsmack foi lançado para o público seis semanas mais tarde, proporcionando a primeira turnê oficial da banda, "The Voodoo Tour". Após o lançamento do CD, a banda partiu viagem para tocar em clubes e nos festivais Ozzfest e Woodstock '99, seguido de uma turnê na Europa com Black Sabbath. Roxanne Blanford, da Allmusic, deu ao álbum uma nota de 3/5 estrelas, afirmando que "Godsmack trouxe o metal à idade tecnológica com confiança". Ele foi o primeiro álbum do grupo a entrar no Billboard 200, com o 28º lugar, e recebeu quatro discos de platina da RIAA em 2001, após ser inicialmente receber disco de ouro em 1999.
O álbum causou controvérsia devido às letras profanas de suas faixas, contendo uma quantidade substancial de palavras de baixo calão. Após ouvir a uma cópia do álbum de seu filho, um pai nos Estados Unidos se queixou na Wal-Mart, de onde ele comprou o álbum, devido à letra ofensiva das músicas. Com isso, a Wal-Mart e Kmart tiraram o álbum das prateleiras. A banda e a sua gravadora mais tarde adicionaram um adesivo de Parental Advisory ao álbum, e algumas lojas pediram cópias modificadas do CD. Erna comentou sobre a situação para a revista Rolling Stone, afirmando que eles tinham passado mais de um ano sem terem seus álbuns marcados com esse adesivo, e disse que considera as letras e os adesivos subjetivos por natureza. Esta controvérsia não causou prejuízo às vendas do álbum e, segundo Erna, as ajudou. Ele afirmou que isso iria provocar curiosidade nas crianças, fazendo com que elas queiram sair e conseguir o CD só para saber a razão dessa controvérsia.
Em 2000, Godsmack retornou ao estúdio após o sucesso de Godsmack para começar a gravar o segundo CD, Awake. O álbum foi lançado em 31 de outubro de 2000. Logo após seu lançamento, ele conseguiu o quinto lugar no Billboard 200 e recebeu disco de platina duplo pela RIAA. "Vampires", uma música do álbum, proporcionou uma nomeação a um Grammy para a banda por "Melhor Performance Instrumental de Rock" em 2002. Com o lançamento de Awake, Godsmack realizou uma turnê na Europa com a banda Limp Bizkit. Na época, Erna disse que a banda esteve em turnês desde agosto de 1998, o que fez com que Awake fosse escrito durante elas. Ele também comentou que eles estavam por si próprios pela maior parte do tempo, sendo "Ozzfest" a única turnê grande na qual eles estavam "sob as asas de outro". A banda tocou novamente no Ozzfest em 2000, como o tinham feito em 1999.
A música "Goin' Down" foi usada na trilha sonora do filme Mission: Impossible II. Duas das músicas do álbum foram usadas como música de fundo em comerciais do exército dos Estados Unidos: "Sick of Life" e "Awake". Erna comentou que alguém que fazia parte do exército era fã da banda. O exército perguntou se podia usar a música nos comerciais e Godsmack aceitou.
Em 2002, Erna foi solicitado a compor e tocar uma música para a trilha sonora do filme The Scorpion King, um spin-off e prequela da saga Mummy. A música que Godsmack criou e tocou foi intitulado "I Stand Alone" e tornou-se o single número um na Rock Radio e a música da parada "Active Rock" mais tocada em 2002 por 14 semanas consecutivas. Ela também foi usada na trilha sonora do jogo Prince of Persia: Warrior Within, junto com "Straight Out of Line". Esta última música foi também usada na trilha sonora do filme A Man Apart, de 2003.
Com Shannon Larkin (ex-integrante de bandas como Ugly Kid Joe, Souls at Zero, Wrathchild America, MF Pitbulls) substituindo o baterista Tommy Stewart, que saiu da banda pela segunda vez por diferenças pessoais, Godsmack voltou ao estúdio para gravar o seu novo e terceiro álbum, intitulado Faceless, que foi lançado em 2003. Foram vendidas cerca de 269.000 cópias do álbum na primeira semana de lançamento, colocando-o em primeiro lugar na Billboard 200, e alcançando mais de um milhão de vendas nos Estados Unidos em 2001. Faceless conseguiu ultrapassar o álbum rival de nu metal da Costa Oeste, Meteora, de Linkin Park, que caiu para o segundo lugar no US Albums Top 100. Faceless também alcançou o nono lugar na Top Canadian Albums e o primeiro lugar na Top Internet Albums, permanecendo em ambas as posições por duas semanas seguidas. Em seguida, foi realizada uma grande turnê na América e Europa com o grupo Metallica.
O single "Straight Out of Line" recebeu uma nomeação ao Grammy de "Melhor Performance de Hard Rock". O prêmio foi levado pelo single "Bring Me to Life", de Evanescence.
O nome do álbum tem origem um incidente em uma piscina, envolvendo Larkin e Sully. Em uma entrevista da MTV com ambos, Shannon conta que eles estavam nus na piscina de uma casa da vizinhança e que eles foram flagrados por uma mulher quando estavam se preparando para um pulo. Erna conclui a história dizendo que eles pularam na piscina e mais tarde a polícia estava à porta deles. Contudo, em outra entrevista sobre o álbum, o baixista Merrill afirmou que "apesar do sucesso nas rádios e nas vendas, [eles] ainda sentiam que estavam voando por baixo do radar", fazendo com que a origem do título do álbum ficasse incerta.