Glauber de Medeiros Braga (Nova Friburgo, 26 de junho de 1982) é um advogado e político brasileiro, filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL). Está no quarto mandato como deputado federal pelo Rio de Janeiro.
Filho de Saudade Braga, ocupou diversas secretarias na prefeitura de Nova Friburgo, no governo de sua mãe, primeiramente entre os anos de 2001 e 2002, e de 2005 a 2008.
Candidato a deputado federal em 2006, com 51.259 votos, ficou com a primeira suplência, assumindo o mandato em 6 de janeiro de 2009, devido à licença de Jorge Bittar (PT). Permaneceu no cargo até 31 de março de 2010, completando a participação na legislatura a partir de 5 de janeiro de 2011 até o dia 31 de janeiro, em virtude do afastamento de Luiz Sérgio (PT), que passou a ocupar o colegiado de ministros da presidente Dilma Rousseff.
Nas eleições de 2010, com 57.549 votos, foi eleito deputado federal e tomou posse em 1.º de fevereiro de 2011.
Em fins de 2013, Glauber protocolou representação contra o então presidente estadual do PSB-RJ, Alexandre Cardoso, acusando-o de indicar a filiação em outros partidos pessoas que queriam se filiar ao partido socialista, bem como de não acatar decisão da executiva federal quanto ao rompimento com os governos de Dilma Rousseff e de Sérgio Cabral Filho. Com a intervenção realizada em seguida no diretório estadual do Rio, Alexandre foi destituído e Romário foi provisoriamente colocado como presidente, sendo Glauber seu vice.
Presidiu em 2014 a Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Em junho do mesmo ano, Glauber foi eleito presidente do diretório estadual. Em setembro de 2015, deixou o PSB e se filiou ao PSOL.
Durante as discussões sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados, mais precisamente em 15 de abril de 2016, discursou em Plenário contra o prosseguimento do processo. Seu voto contrário à admissibilidade do processo, em 17 de abril daquele ano, foi um dos mais repercutidos na imprensa.
Eduardo Cunha, você é um gangster. O que dá sustentação a sua cadeira cheira a enxofre. Eu voto por aqueles que nunca escolheram o lado fácil da história. Voto por Marighella, por Plinio de Arruda Sampaio, por Luis Carlos Prestes, eu voto por Olga Benário, eu voto por Zumbi dos Palmares, eu voto não!
Em janeiro de 2017, assumiu a liderança da bancada do PSOL no Congresso Nacional.
Nas eleições de 2016 foi candidato ao executivo friburguense pela coligação Construção Coletiva, formada pelo PSOL, PCdoB, PPL e PCB, tendo o vereador Cláudio Damião, também do PSOL como companheiro de chapa. Recebeu pouco mais de 24 mil votos, o que representa 23,79% dos votos, terminando a disputa na segunda colocação, atrás de Renato Bravo (PP).
Em maio de 2021, Glauber colocou seu nome à disposição do PSOL para concorrer à Presidência da República pelo partido nas eleições de 2022. Em uma rede social, Glauber escreveu que "É possível defender unidade na esquerda contra Bolsonaro e ao mesmo tempo ser pré-candidato a presidente do Brasil pelo PSOL apresentando o programa da esquerda radical de forma não sectária" e agradeceu o apoio dos filiados e militantes.
A pré-candidatura recebeu apoio de cinco dos nove companheiros de bancada na Câmara dos Deputados, Luiza Erundina, Sâmia Bomfim, David Miranda, Vivi Reis e Fernanda Melchionna. Porém, o apoio ao anúncio não foi unânime dentro do partido, Talíria Petrone, líder da bancada na Câmara, definiu a ação como "precipitada" e afirmou que "sem unidade, seremos derrotados", já o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, considerou inoportuno o debate, "é hora de lutar pela unidade das esquerdas e por um programa anti-neoliberal para 2022".
Detenção durante a ocupação da Uerj em 2024
Em 20 de setembro de 2024, Braga participou da ocupação de uma das alas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), sendo detido pela Polícia Militar do Rio de Janeiro (PM-RJ) ao tentar evitar uma invasão da tropa de choque. Ele foi liberado dez horas depois.
Em 9 de abril de 2025, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou, por 13 votos a 5, o parecer que recomenda a cassação do mandato do deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) por quebra de decoro parlamentar. A acusação está relacionada a um incidente ocorrido em 16 de abril de 2024, no qual Braga teria empurrado e chutado Gabriel Costenaro, militante do Movimento Brasil Livre (MBL), após este ter chamado de "corrupta" a mãe de Glauber, a médica, política e ex-prefeita de Nova Friburgo Saudade Braga, posteriormente falecida.
Parlamentares de esquerda criticaram o processo, acusando o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) de articular o processo de cassação de Braga. A deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP), esposa de Glauber, classificou as tentativas de acordo como uma "cortina de fumaça" em um jogo com "cartas já marcadas".
Em resposta à decisão, Glauber Braga anunciou que faria uma greve de fome e que passaria as noites na sala onde ocorreu a votação do Conselho de Ética até a conclusão do processo.
"Vou permanecer nessa sala, no Congresso, até a finalização desse processo. Estou o dia inteiro de jejum e, a partir de agora, não vou me alimentar. Vou aguardar a decisão irrevogável. Vou permanecer aqui nesse plenário. Quem quiser chamar de greve de fome, chame como queira."