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Gisela da Baviera

Rainha da Hungria

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Gisela da Hungria ou Gisela da Baviera (Bad Abbach, Baviera, c. 985 – Passau, 7 de maio de 1065) foi a primeira rainha da Hungria como esposa de Estêvão I da Hungria, e, após ficar viúva, tornou-se abadessa no convento de Niedernburg, em Passau. Era filha do duque bávaro Henrique, o Briguento e de Gisela da Borgonha, e irmã de Henrique II do Sacro Império Romano-Germânico. Apesar de ser amplamente chamada de Santa Gisela, e de ter havido uma tentativa de canonização no século XVIII, ela foi apenas beatificada em 1975 pelo Papa Paulo VI.

Gisela nasceu por volta de 985 em Bad Abbach, na Baviera, como filha do duque Henrique II da Baviera, o Briguento, e de Gisela da Borgonha. Era, portanto, irmã de Henrique II, que viria a ser imperador do Sacro Império Romano-Germânico. Quando o príncipe húngaro Estêvão — filho do grão-príncipe Géza — pediu sua mão por volta de 995, seu pai já havia falecido, e a negociação foi conduzida com seu irmão Henrique. A cerimônia nupcial realizou-se em 996, segundo a tradição bávara no mosteiro beneditino de Scheyern.

Gisela foi acompanhada à Hungria por cavaleiros bávaros, muitos dos quais receberam terras de seu marido e se estabeleceram no país, contribuindo para fortalecer militarmente o reinado de Estêvão. Após a coroação de Estêvão como primeiro rei cristão da Hungria, no Natal do ano 1000, Gisela tornou-se a primeira rainha do reino.

Como rainha, Gisela apoiou ativamente a evangelização da Hungria ao lado do marido, financiou a construção e restauração de igrejas e doou ricos feudos à Catedral de Veszprém. Participou também da confecção do manto de coroação húngaro, uma obra-prima do bordado medieval entregue em 1031 à basílica de Székesfehérvár: o manto contém os únicos retratos autênticos contemporâneos de Estêvão, Gisela e do filho Emérico.

Em 1006, Gisela mandou confeccionar uma cruz cravejada de joias — conhecida como a Cruz de Gisela — e a doou ao mosteiro de Niedermünster, em Regensburg, em memória de sua mãe, falecida naquele mesmo ano. A cruz encontra-se atualmente no Schatzkammer da Residência de Munique.

O casal teve dois filhos: Otão, que morreu ainda criança, e Emérico, o herdeiro designado ao trono, que faleceu em 1031 numa caçada ao javali. A morte de Emérico privou Estêvão de um sucessor direto e lançou o reino numa crise de sucessão que amargou os últimos anos do rei.

Estêvão I faleceu em 15 de agosto de 1038. Durante os reinados seguintes de Pedro Orseolo e de Aba Samuel, Gisela foi tratada com desrespeito e privada de seus bens e influência. Após a morte de Aba Samuel, em 1044, e com a restauração da ordem, Gisela deixou definitivamente a Hungria por volta de 1046 e retornou à Baviera.

Na Baviera, Gisela ingressou no convento de Niedernburg, em Passau, onde mais tarde se tornou abadessa. Ali viveu seus últimos anos e faleceu em 7 de maio de 1065. Seu túmulo tornou-se local de veneração e é considerado sagrado até hoje.

Os restos mortais de Gisela e de Estêvão não foram sepultados juntos. Em 4 de maio de 1996, nas comemorações do milésimo aniversário do casamento real, a mão direita preservada de Estêvão I — normalmente exposta na Basílica de Santo Estêvão em Budapeste — foi levada à Catedral de São Miguel em Veszprém, onde foi aproximada de um osso do braço de Gisela numa missa solene.

A tentativa de canonização de Gisela, empreendida no século XVIII, não foi acolhida pela Santa Sé. Somente em 1975 o Papa Paulo VI a beatificou, conferindo-lhe o título oficial de Beata. Seus dias memoriais são 7 de maio e 1 de fevereiro. Gisela está representada num painel de calcário branco esculpido pelo artista húngaro Sandor Kiss na parede da Capela de Nossa Senhora, Rainha da Hungria, na Basílica de São Pedro, em Roma.

«Santa Gisela, rainha, abadessa, +1065». Evangelho Quotidiano

«St. Stephen (inclui referências a Gisela)» (em inglês). Catholic Encyclopedia

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