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Germán Cano

Futebolista argentino

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Germán Ezequiel Cano (Lomas de Zamora, 2 de janeiro de 1988) é um futebolista argentino que atua como centroavante no Fluminense.

Descrito como um atacante "letal" e exaltado por seu repertório de finalizações e posicionamento, é considerado um dos grandes jogadores do futebol brasileiro. É conhecido por comemorar seus gols fazendo o gesto de duas letras L com uma das mãos, em homenagem aos filhos, Lorenzo e Leonella.

Estreou no futebol profissional em 2008, pelo Lanús-ARG e passou por clubes do futebol argentino e paraguaio até ser contratado pelo Independiente Medellín-COL, em 2012, clube pelo qual marcou 54 gols em três temporadas. Em 2015, foi contratado pelo Pachuca-MEX, onde foi campeão da Liga dos Campeões da CONCACAF de 2016-17. Em 2018, retornou ao Independiente Medellín e se tornou o maior artilheiro da história do clube colombiano, com 128 gols. Em 2020 foi contratado pelo Vasco da Gama, marcou 43 gols em dois anos e se tornou o segundo estrangeiro com mais gols marcados na história do clube.

Em 2022, foi contratado pelo Fluminense, clube onde alcançou as melhores marcas de sua carreira: marcou 44 gols, foi o quarto jogador com mais gols no mundo, quebrou o recorde de mais gols marcados em uma única temporada do futebol brasileiro desde 2008 e, na história do Fluminense, desde 1970. Marcou 26 gols no Campeonato Brasileiro de 2022 – o primeiro estrangeiro artilheiro do Brasileirão desde 1972 – recebeu duas Bolas de Prata (Melhor Atacante e Artilheiro) e quebrou o recorde de mais gols marcados em uma única edição do campeonato desde 2006. Também foi artilheiro e semifinalista da Copa do Brasil (5 gols) e campeão do Campeonato Carioca, marcando todos os três gols do Fluminense nos dois Fla-Flus das finais. Em 2023, foi campeão e artilheiro (13 gols) da Copa Libertadores da América, marcando um dos gols da final, e foi eleito Rei da América. Também foi bicampeão, artilheiro (16 gols) e escolhido o melhor jogador do Campeonato Carioca, marcando dois gols no Fla-Flu da final.

É considerado um dos grandes ídolos da história do Fluminense. No clube, é o segundo maior artilheiro do século XXI, o terceiro estrangeiro com mais gols na história e o maior artilheiro em jogos disputados no Novo Maracanã e pela Copa Libertadores da América.

Filho de uma dona de casa com um sapateiro, Germán Cano mudou-se constantemente na infância entre a cidade natal de Lomas de Zamora e as de Lanús e Ezeiza. Nesta, integrou o clube infantil Barrio del Plata, pelo qual, entre os 8 e 9 anos de idade, realizou amistoso contra a categoria infantil do Lanús, marcando quatro gols. Foi então logo convidado a ingressar testar-se nas categorias de base do Lanús, que também providenciou trabalho de servente à mãe. Cano formou-se na mesma camada de futuros ídolos lanusenses, também nascidos em 1988, casos de Lautaro Acosta, Sebastián Blanco e Agustín Marchesín. Começou a treinar no time principal quando ainda pertencia à categoria sub-16, chegando a participar de uma pré-temporada do time adulto quando era sub-17.

Em janeiro de 2004, ele foi chamado à seleção sub-17 da Argentina, integrando seletiva que também reuniu Sergio Agüero, Papu Gómez, Diego Hernán González e Mauro Formica, dentre outros. Todavia, tardou mais tempo que colegas juvenis para ter oportunidades no Lanús, seja por não convencer totalmente os treinadores que passavam pela equipe adulta (Cano assumiria em 2020 que "eu mostrava mais atitude do que gols"), seja pela concorrência maior no setor - sobretudo com José Sand, maior artilheiro da história do clube e que por ele jogou até os 43 anos, em 2023. Cano brincaria já em 2020 que Sand "fazia dois ou três gols por jogo e nunca queria ser substituído", mas pôde ser integrado definitivamente ao time adulto em 2007. Integrava as concentrações para todas as partidas, embora amargasse não ser relacionado sequer ao banco de reservas.

No segundo semestre de 2007, pelo Torneio Apertura, o Lanús, com os gols de Sand, foi campeão argentino pela primeira vez. Cano não chegou a entrar em campo, mas foi incluído entre os reservas para a partida contra o Gimnasia y Esgrima La Plata, pela penúltima rodada. Com isso, foi considerado campeão, recebendo medalha e participando dos festejos em La Bombonera ao fim da rodada final, contra o Boca Juniors; também recebeu a premiação financeira dada aos jogadores campeões, que inclusive lhe permitiu comprar o primeiro automóvel próprio.

Cano veio a enfim estrear pelo time adulto em 13 de fevereiro de 2008, jogando os minutos finais de duelo pela Copa Libertadores daquele ano, ao substituir Lautaro Acosta na vitória por 3-1 sobre o Danubio pela fase de grupos. Quatro dias depois, estreou no campeonato argentino, pela 2ª rodada do Clausura 2008, em derrota de 1-0 para o Huracán, no estádio Diego Armando Maradona, do Argentinos Juniors. Embora tenha sido titular, Cano continuou sem maiores oportunidades na sequência de sua trajetória no futebol argentino, só conseguindo uma vez permanecer todos os 90 minutos ao longo dos 24 jogos que pôde fazer pelo Lanús. Marcou duas vezes, ambas no próprio Clausura 2008: em derrota de 3-1 para o San Lorenzo (que, sem poder utilizar o Nuevo Gasómetro, alugara La Bombonera para a partida), pela 8ª rodada; e em derrota de 3-2 para o Vélez Sarsfield, pela 12ª rodada.

Com a falta de chances no Lanús, optou por rumar a outros clubes para poder jogar mais tempo, mas ainda assim igualmente tardou a ter sucesso. Em 2020, assim resumiu essa parte da carreira:

Apesar do insucesso individual no Lanús, Cano continuou afeiçoado ao clube onde se criou: em referência à torcida organizada dos grenás, La Barra 14, procurou usar a camisa de número 14 ao invés da 9 nos times seguintes que defendeu. Já no Deportivo Pereira, ele passou pela insólita situação de disputar a artilharia do campeonato colombiano embora ao mesmo tempo amargasse o rebaixamento com o clube. Apesar do descenso, os gols chamaram a atenção do técnico argentino Javier Torrente, do Nacional de Assunção.

Todavia, tal como no Colón, o treinador que o apadrinhara logo foi demitido após derrotas seguidas e o sucessor, Gustavo Morínigo, não levou Cano em consideração: sobre Morínigo e o insucesso no clube paraguaio, o atacante declararia em 2020 que "pelo menos, me disse na cara. Estive quase seis meses sem jogar. Ao fim e ao cabo, fiz quatro gols". Por outro lado, Cano seguia tendo imagem valorizada na Colômbia pelos gols pelo Pereira e foi contatado pelo Independiente Medellín em junho de 2012.

Primeira etapa no Independiente Medellín.

Em 2012, foi contratado pelo Independiente Medellín e inicialmente permaneceu até 2014, enfim logrando continuidade e uma boa passagem individual e coletiva por um clube - tão logo chegou, foi artilheiro do campeonato colombiano, no .

Cano voltou a ser artilheiro da liga colombiana no . No ano seguinte, rumou então ao Pachuca, primeiro clube que lhe rendeu uma remuneração mais vultosa no futebol.

O argentino teve um bom início no Pachuca, chegando às semifinais do campeonato mexicano. Porém, nelas rompeu os ligamentos do joelho, aos 20 minutos do duelo com o Querétaro, precisando ficar sete meses sem jogar. O dono do clube também era proprietário do León e deliberou em repassar o argentino a essa outra equipe. Nela, Cano também sobressaiu-se.

Em sua volta ao Pachuca, esteve no elenco terceiro colocado do Mundial de Clubes de 2017 e se julgava no auge da carreira, se surpreendendo com o sucesso ainda maior que viria ao acertar no fim daquele ano um regresso ao Independiente Medellín.

Retorno ao Independiente Medellín

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