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George Washington Carver

George Washington Carver (Diamond, nascido por volta de 1860 - Tuskegee, 5 de janeiro de 1943) foi um botânico, inventor

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George Washington Carver (Diamond, nascido por volta de 1860 - Tuskegee, 5 de janeiro de 1943) foi um botânico, inventor, cientista e agrônomo norte-americano.

A reputação de Carver é grandemente baseada na propaganda feita para promover plantações alternativas ao algodão, como as de amendoins e batatas-doces. Ele queria que fazendeiros pobres tivessem plantações alternativas para que servissem de fonte de alimento para a família e como fonte de outros produtos para melhorar sua qualidade de vida. O mais popular de seus 44 boletins de práticas para fazendeiros continha 105 receitas usando apenas amendoins. Por anos ele desenvolveu e promoveu diversos produtos feitos de amendoins, nenhum teve sucesso comercial. Foi também um grande promotor do ambientalismo, tendo recebido diversas honrarias por seu trabalho como a Medalha Spingarn da Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor.

Em uma época de grande polarização racial, sua fama estendeu-se para além da comunidade negra. Ele foi amplamente reconhecido e elogiado na comunidade branca por suas muitas conquistas e talentos. Em 1941, a revista Time o nomeou como o Leonardo da Vinci negro.

Carver nasceu na escravidão, em Diamond Grove, no condado de Newton, próximo a Crystal Place, hoje conhecido como Diamond, no Missouri, possivelmente em 1864 ou 1865, apesar de a data exata não ser conhecida. Seu dono, Moses Carver, era descendente de alemães imigrantes que compraram os pais de Carver, Mary e Giles, de William P. McGinnis, em 9 de outubro de 1855, por 700 dólares. Carver teve 10 irmãs e um irmão.

Quando tinha apenas uma semana de vida, ele, uma irmã e sua mãe foram sequestrados por pistoleiros do Arkansas. Seu irmão, James, conseguiu fugir dos sequestradores, que vendiam escravos no Kentucky. Moses Carver então contratou John Bentley para encontrá-los, mas ele localizou apenas o pequeno George. Moses negociou com os sequestradores pelo retorno do garoto e recompensou Bentley pelo trabalho.

Depois da abolição da escravidão, Moses Carver e sua esposa, Susan, criaram George e seu irmão mais velho James como filhos, incentivando George a estudar, enquanto Susan o ensinava a ler e escrever. Mas negros não tinham autorização para frequentar a escola pública em Diamond Grove. Havia uma escola para crianças negras a 16 km, em Neosho Missouri, então George decidiu estudar lá. Quando alcançou a cidade, à noite, encontrou a escola fechada, obrigando-o a dormir em um celeiro.

Aos treze anos, desejando continuar os estudos, ele se mudou para a casa de uma família adotiva, em Fort Scott, no Kansas. Estudou em diversas escolas antes de ganhar seu diploma de ensino médio, na Minneapolis High School, no Kansas.

Carver se candidatou a diversas faculdades até ser aceito na Highland University, no Kansas. Ao chegar, no entanto, foi rejeitado por ser negro.

Utilizando-se do Homestead Act, ele protocolou um pedido, próximo a Beeler, no Kansas, onde mantinha uma pequena estufa, com várias amostras de plantas e flores, além de uma coleção geológica. Manualmente, ele arou 17 acres (69 000 m2) do arrendamento, plantando arroz, milho, produtos de jardim, além de uma grande variedade de árvores frutíferas e arbustos, ganhando dinheiro com bicos na cidade, além de ajudante em colheitas.

Por volta de 1888, ele conseguiu um empréstimo de 300 dólares para investir em sua educação. Em junho, ele deixou a região e começou a estudar piano e artes, em 1890, no Simpson College, em Indianola, Iowa. Sua professora de artes, Etta Budd, reconheceu o talento de Carver para pintar plantas e flores e o encorajou a estudar botânica na Iowa State Agricultural College, em Ames, Iowa. Quando começou seu curso, era o primeiro aluno negro da instituição. Seu trabalho de conclusão de curso chamava-se "Plantas Modificadas pelo Ser Humano", datando de 1894.

Seus professores na universidade em Iowa, Joseph Budd e Louis Pammel, o convenceram a continuar os estudos no mestrado, onde George conduziu pesquisas sob a supervisão de Pammel por dois anos. Seu trabalho como patologia de plantas e micologia lhe rendeu seu primeiro reconhecimento em nível nacional como botânico e foi o primeiro professor negro a ensinar na universidade em Iowa.

Em 1896, Booker T. Washington, primeiro diretor e presidente do Instituto Tuskegee, convidou Carver para dirigir o Departamento de Agricultura da instituição, onde Carver lecionou por 47 anos, dando-lhe um salário alto e duas salas para seu uso pessoal. Ele elevou o departamento a um grande centro de pesquisa, ensinando métodos de alternância de cultivos, introduzindo várias alternativas lucrativas de cultivos a fazendeiros para que pudessem melhorar a qualidade do solo já desgastado pelo cultivo de algodão. Pesquisou também como criar fármacos e produtos químicos de plantas e ensinou gerações de estudantes negros em técnicas de cultivo autossuficientes.

Carver também desenvolveu uma sala de aula móvel para levar suas aulas para os fazendeiros. Ele a chamava de Carro Jesup, em homenagem ao filantropo e financiador da proposta, Morris Ketchum Jesup, que apoiou a ideia.

Muita gente na universidade o achava arrogante, por ser um negro que conseguiu um mestrado em uma instituição branca.

Uma das funções de Carver era administrar as fazendas da Estação Experimental Agrícola. Ele teve que gerenciar a produção e venda de produtos agrícolas para gerar receita para o instituto e logo se mostrou um pobre administrador, pois em 1900, Carver queixou-se que o trabalho físico e intelectual exigidos eram demais para ele.

Em 1904, um comitê do instituto informou que os relatórios de Carver sobre rendimentos do galinheiro foram exagerados, e Washington confrontou Carver sobre a questão. Carver replicou:

Agora sou marcado como um mentiroso, como se fizesse parte desta terrível embuste, o que é mais do que posso suportar e se seu comitê sente que menti intencionalmente ou fiz parte de tais mentiras, como foi dito, minha demissão está à sua disposição.

Em seus últimos anos em Tuskegee, Carver apresentou ou ameaçou sua demissão várias vezes: quando a administração reorganizou os programas de agricultura, quando ele não gostava de uma tarefa de ensino, quando tinha que gerenciar uma estação experimental em outro lugar, e quando não conseguiu as aulas de verão, em 1913-1914. Em cada caso, Washington suavizou as coisas.

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