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Gabriel Medina

Surfista brasileiro

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Gabriel Medina Pinto Ferreira (São Sebastião, 22 de dezembro de 1993) é um surfista profissional e medalhista olímpico brasileiro. Mais conhecido por ser o tricampeão mundial de surf da ASP World Tour de 2014, 2018 e 2021, sendo o primeiro brasileiro a vencer um mundial de Surf. Em 2009, assinou contrato com a empresa australiana Rip Curl e se profissionalizou. Aos 17 anos ingressou na ASP World Tour (WCT), sendo o mais jovem brasileiro a ingressar no circuito mundial. Em 2013, com 19 anos, ganhou o World Junior Tour.

Em 2014, aos 20 anos, tornou-se campeão mundial antecipadamente, durante a última etapa do circuito no Havaí, ao ver seus adversários diretos ao título não conseguirem atingir as quartas de final da etapa. Além desta façanha, em 2012, durante um treino, ele foi o segundo surfista do mundo a realizar uma das manobras raras mais difíceis do esporte: o back flip (um mortal de costas). Essa manobra foi repetida na competição Oi Rio Pro 2016 no dia 14 de maio, sendo, assim, o primeiro a realizá-la em uma competição oficial. Em 2015, Medina figurou na lista das 100 pessoas mais influentes do ano no mundo segundo a revista Time.

Gabriel nasceu em São Sebastião, no estado de São Paulo. De ascendência chilena, Gabriel começou a surfar aos nove anos. Aos onze, venceu seu primeiro campeonato em nível nacional, a etapa Rip Curl Grom Search na categoria Sub-12, disputada em Búzios, Rio de Janeiro. A partir daí, venceu campeonatos do Brasileiro Amador e foi campeão dos circuitos Volcom Sub-14, Quicksilver King of Groms, Rip Curl Grom Search e tricampeão Paulista. Na Califórnia (EUA), foi vice do Volcom Internacional Sub-14 e, no Equador, vice-campeão do Mundial Amador Sub-16. Aos catorze anos já fazia as finais nas competições do Paulista Profissional e participou de etapas do Mundial Profissional, quando, em Ubatuba, São Paulo, conseguiu derrotar seu ídolo Adriano Mineirinho.

Em julho de 2009, Gabriel Medina fechou um contrato com a empresa australiana Rip Curl e profissionalizou-se. Dez dias depois, venceu a etapa do Mundial Profissional.

Em 2011 veio a sequência que o levou à condição de partilhar as ondas com os tops do Mundo, o WQS 6 estrelas Prime em Imbituba, Santa Catarina, os dois WQS 6 estrelas na França e na Espanha. Soma-se também a vitória na etapa do Mundial Pro Júnior, também em ondas francesas. É o primeiro brasileiro a ganhar uma etapa australiana de Backside (Gold Coast Australia) e o surfista do Brasil que mais tempo liderou o ranking mundial na história. Ingressou na elite do surf mundial (World Tour) em 2011, com apenas 17 anos.

Em 2011 venceu duas etapas do ASP World Tour, nos eventos realizados na França e nos Estados Unidos. Nesse ano ganhou grande repercussão na mídia por completar uma manobra designada backflip, uma espécie de salto mortal de costas. Em 2014 sagrou-se campeão mundial do WCT.

Em 2015 foi vice-campeão da etapa de Pipe Masters, perdendo para o brasileiro Adriano de Souza em uma final inédita brasileira, terminando o campeonato mundial em terceiro lugar, atrás do australiano Mick Fanning. Nesse ano também conquistou o Vans Triple Crown (Tríplice Coroa Havaiana), considerado o segundo maior título do surfe profissional, se tornando assim o primeiro brasileiro a conquistá-lo.

Em 2017 foi vice-campeão mundial de surfe em uma batalha contra o seu grande rival John John Florence, após um inicio de temporada com uma lesão no joelho, Gabriel se recuperou durante a temporada, vencendo inclusive duas etapas consecutivas ( França e Portugal) no circuito mundial, chegando a Pipe Master como um dos postulantes ao titulo, após grandes baterias, Medina foi eliminado nas quartas de final do evento para Jérémy Flores, perdendo o titulo mundial para Florence.

Em 2018, fez um ano vitorioso, ganhando 3 etapas e se mantendo em boa posição nas demais, sagrou-se Campeão Mundial da WSL, derrotando nas semifinais o sul-africano Jordy Smith, assim repetindo a final de 2014 contra Julian Wilson, dessa vez foi vitorioso e pela primeira vez campeão do Pipe Masters, uma das maiores etapas do circuito mundial.

A temporada 2019 ficou marcada pelo vice-campeonato em uma disputa com seu conterrâneo, o brasileiro Ítalo Ferreira. Durante a temporada, Medina conquistou 2 vitórias, sendo uma em J-Bay e a outra na piscina de ondas da qual já havia vencido no ano anterior. O brasileiro chegou a estar com a camiseta amarela, porém não foi bem na perna europeia, se envolvendo inclusive, em uma polemica com o também brasileiro Caio Ibelli durante uma bateria na etapa portuguesa da qual perdeu pontos por interferência e consequentemente viu Ítalo ultrapassa-lo no circuito. Na última etapa em Pipe, Medina praticou um surf quase perfeito, mas viu seu titulo escapar após ser vice-campeão da etapa para o novo futuro campeão mundial Ítalo Ferreira.

Após um 2020 sem surf devido a pandemia, a temporada de 2021 de Gabriel Medina foi marcada por altos e baixos. Nos Jogos Olímpicos de Tóquio, Medina chegou como favorito, mas acabou perdendo na semifinal para o japonês Kanoa Igarashi. Na disputa pelo bronze, ele foi derrotado pelo australiano Owen Wright e ficou fora do pódio. Apesar da decepção olímpica, Medina deu a volta por cima e se tornou tricampeão mundial de surf.

Após seu terceiro título mundial, Gabriel resolveu tirar um tempo para se recuperar mentalmente e também cuidar de uma lesão. O astro perdeu a primeira metade do ano de 2022, retornou no sexto e sétimo evento até se machucar novamente e encerrar sua participação.

Já no ano de 2023, Gabriel retornou saudável, o tricampeão mundial acumulou nonas colocações nas quatro primeiras etapas desta temporada. Porém, no quinto evento em Margaret River, Medina deu show.

O brasileiro nunca tinha conseguido passar das quartas de final em Margaret, dessa forma, Gabriel Medina mostrou mais uma vez seu talento e venceu pela primeira vez em um dos picos mais desafiadores do mundo.

Em 2024, ano de Olimpíadas, Gabriel Medina começou mal a temporada, mas mostrou seu talento novamente no Isa Games, que daria vaga aos Jogos Olímpicos de Paris. Em uma exibição espetacular, venceu o torneio e seguiu novamente para o sonho do ouro olímpico. Na Olimpíada, com provas no Taiti, Medina estampou uma das fotos mais divulgada dos Jogos, onde parecia flutuar sobre uma onda, e sofreu um revés na semifinal contra Jack Robinson, onde só pontuou uma vez por falta de ondas. Acabaria saindo com a medalha de bronze, derrotando o peruano Alonso Correa.

Em 19 de dezembro de 2014, o brasileiro a ser campeão mundial de surfe, vencendo a luta pelo título contra o australiano Mick Fanning, três vezes campeão mundial e o norte-americano Kelly Slater, onze vezes campeão mundial. Sagrou-se campeão mundial em Pipeline, Havaí, na última etapa do circuito mundial. Foi campeão antecipado ainda durante as quartas-de-final de Pipeline,ajudado por outro brasileiro, o catarinense Alejo Muniz, que derrotou tanto Slater quanto Fanning na bateria das quartas-de-final, enquanto Medina vencia o brasileiro Filipe Toledo e o havaiano Dusty Payne na sua. Neste ano foi vice-campeão dessa etapa de Pipe Masters, perdendo para o australiano Julian Wilson na final por apenas 0,43 pontos.

Em 2018, durante o ano disputou o título com Felipe Toledo e Julian Wilson, sagrando-se campeão do WSL pela segunda vez na ultima etapa em Pipeline ao vencer o australiano Jordy Smith nas semifinais por 0,44 de diferença

Em 14 de setembro de 2021, se tornou o primeiro brasileiro a se sagrar tricampeão mundial de surf, vancendo a bateria contra Filipe Toledo.

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