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Fritz Lang

Friedrich Christian Anton Lang, conhecido como Fritz Lang (Viena, 5 de Dezembro de 1890 – Los Angeles, 2 de Agosto de 19

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Friedrich Christian Anton Lang, conhecido como Fritz Lang (Viena, 5 de Dezembro de 1890 – Los Angeles, 2 de Agosto de 1976) foi um cineasta, realizador, argumentista e produtor nascido na Áustria, mas que dividiu sua carreira entre a Alemanha e Hollywood.

É considerado um dos maiores vultos do cinema alemão, e o mais notável e proeminente diretor a emergir da escola do expressionismo alemão, juntamente com Friedrich Wilhelm Murnau, muito embora Lang tenha sempre negado qualquer relação com o movimento expressionista.

Fritz Lang nasceu em Viena, na Áustria, filho de Anton Schlesinger Lang, (Viena, 1º de agosto de 1860), um empreiteiro, e de Paula Schlesinger Lang (Brno, 26 de julho de 1864). Aos 21 anos mudou-se para Munique (1911), onde estudou pintura e escultura.

Fez numerosas viagens (África do Norte, Próximo Oriente, China, Japão…) que lhe desenvolveram o gosto pelos ambientes exóticos que magistralmente retratou nos seus filmes. De regresso à Alemanha, participou na Primeira Guerra Mundial e foi gravemente ferido, tendo perdido um olho. No hospital, onde permaneceu longo tempo, começou a escrever roteiros para Joe May os quais eram dotados de um forte grafismo, no campo do fantástico e do demoníaco. O êxito desses argumentos levou a que fosse convidado para realizar filmes.

A efervescência cultural, política e social da Berlim do pós-guerra, se reflete nas suas primeiras obras. Em 1919 estreou na direção com um filme chamado Halbblut, que se encontra perdido, acerca do qual se sabe muito pouco. Alcançou o primeiro sucesso com Os Espiões, do mesmo ano de sua estreia.

Em 1921, casou-se com a roteirista Thea Von Harbou, que escreveu os argumentos de quase todos os filmes desta primeira fase da carreira. As películas que Lang dirigiu ainda na fase do cinema mudo ficariam para a história como alguns dos maiores expoentes do expressionismo alemão:

Der müde Tod (1921) - variação onírica sobre a morte e o amor, em que o exotismo se alia com a meditação sobre o sentido da vida e da morte. É considerada uma obra-chave para o primeiro período do expressionismo alemão;

Dr. Mabuse, der Spieler (1922) - o primeiro filme noir, uma obra construída sob a influência das descobertas da psicanálise e dos estudos da esquizofrenia;

Die Nibelungen (1924) - um filme sobre o fantástico mitológico, com as suas estruturas admiravelmente equilibradas;

Metropolis (1927) - obra sobre a relação entre as máquinas e os trabalhadores nas grandes cidades, com ênfase pro sentimento de humanidade perdido no processo. Um de seus maiores trabalhos;

Spione (1928) - a luta contra uma organização misteriosa e implacável;

M (1931) - uma das obras mais lendárias e um dos expoentes máximos da sua carreira.

Das Testament des Dr. Mabuse (1931) - continuação de Dr. Mabuse, der Spieler (1922). Último filme feito por Lang antes de deixar a Alemanha rumo aos Estados Unidos.

Conta-se que o filme O Gabinete do Dr. Caligari (1920) foi primeiro oferecido a Lang pelo produtor Erich Pommer, mas que ele teria se recusado a dirigi-lo, razão pela qual o diretor Robert Wiene foi escalado em seu lugar para a função.

O casal foi convidado por Adolf Hitler, por intermédio do Ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, para produzir filmes para o Partido Nazista. Hitler era fã de cinema, e conta a lenda que a sua decisão de convidar Lang surgiu após ter assistido Metropolis. Enquanto que Thea aceitou a função, Lang fugiu para Paris, onde chegou a produzir filmes antinazistas. Em 1934, depois de se ter divorciado de Thea, emigrou para os Estados Unidos.

Eu deixei a Alemanha porque eu não podia compactuar com o regime e as ideias nazistas.

Começa então a sua fase mais incompreendida. A crítica que unanimemente tinha enaltecido os seus filmes alemães, era agora também quase unânime a subvalorizar as obras que realizava nos Estados Unidos, argumentando que Lang se teria subjugado aos produtores americanos, desperdiçando o seu talento em filmes comerciais. Só na década de 50 se percebeu a injustiça, quando uma boa parte dessa crítica começou a reconhecer a grande qualidade da maioria dos filmes dirigidos pelo cineasta alemão em Hollywood. Ele foi um dos primeiros cineastas a dirigir Marilyn Monroe - no filme Só a mulher peca, Clash by Night, de 1952.

Também entrariam para a história do cinema, películas como:

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