Carlos Alberto Libânio Christo, ou Frei Betto, OP (Belo Horizonte, 25 de agosto de 1944) é um frade dominicano, jornalista graduado e escritor brasileiro, adepto da Teologia da Libertação e militante de movimentos pastorais e sociais.
Foi preso duas vezes pela ditadura militar, mas com a consolidação da redemocratização passou a exercer papel público ainda mais ativo, nacional e internacionalmente, como assessor especial e intermediador, chegando a ser coordenador do programa Fome Zero. Por seus 78 livros e atuação em defesa dos direitos humanos e dos movimentos sociais populares, recebeu vários prêmios, como:
Prêmio Jabuti (1982) – por “Batismo de Sangue” na categoria Biografia e Reportagem.
Prêmio Jabuti (2005) – por “Típicos Tipos: perfis literários” na categoria Reportagem.
Prêmio Jabuti (2014) – por “Um homem chamado Jesus” na categoria Reportagem.
Prêmio Direitos Humanos da ONU (1998) – por suas contribuições na defesa dos direitos humanos.
Prêmio Juca Pato (1985) – concedido pela União Brasileira de Escritores (UBE) como Intelectual do Ano pelo livro “Fidel e a Religião”.
Prêmio Alba de las Letras y las Artes (2009) – reconhecimento internacional por sua trajetória literária e seu compromisso social.
É filho do jornalista Antônio Carlos Vieira Christo e da escritora e culinarista Maria Stella Libanio Christo. Primo do Pe. João Batista Libânio, SJ.
Professou na Ordem Dominicana, em 10 de fevereiro de 1966, em São Paulo.
Enquanto defensor da Teologia da Libertação de esquerda e militante de movimentos pastorais e sociais, ocupou a função de assessor especial do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva entre 2003 e 2004. Foi coordenador de Mobilização Social do programa Fome Zero e esteve próximo do MST e outros movimentos sociais.
Em 1962, foi escolhido como dirigente nacional da Juventude Estudantil Católica (JEC).
Esteve preso por duas vezes sob a ditadura militar: em 1964, por 15 dias; e entre 1969-1973. Após cumprir quatro anos de prisão, teve sua sentença reduzida pelo STF para dois anos. Sua experiência na prisão está relatada nos livros "Cartas da Prisão" (Agir), "Diário de Fernando - nos cárceres da ditadura militar brasileira" (Rocco) e "Batismo de Sangue" (Rocco). Premiado com o Jabuti de 1982, traduzido na França e na Itália, Batismo de Sangue descreve os bastidores do regime militar, a participação dos frades dominicanos na resistência à ditadura, a morte de Carlos Marighella e as torturas sofridas por Frei Tito. Baseado no livro, o diretor mineiro Helvécio Ratton produziu o filme Batismo de Sangue, lançado em 2007.
Após sair da prisão, foi trabalhar até o final da década de 1970, construindo Comunidades Eclesiais de Base CEB's na Arquidiocese de Vitória (Espírito Santo). Na década de 1980 foi para São Paulo para trabalhar como assessor da Pastoral Operária na Região de São Bernardo do Campo.
Frei Betto recebeu vários prêmios por sua atuação em prol dos direitos humanos e a favor dos movimentos populares.
Assessorou vários governos socialistas, em especial Cuba, nas relações Igreja Católica-Estado.
Publicou obras que abrangem diferentes gêneros:
Ficção: Hotel Brasil e Entre todos os homens