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Frank Herbert

Escritor de ficção científica americano (1920-1986)

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Frank Patrick Herbert (Tacoma, Washington, 8 de outubro de 1920 — Madison, Wisconsin, 11 de fevereiro de 1986) foi um escritor de ficção científica e jornalista americano de grande sucesso comercial e de crítica. É mais conhecido pela obra Duna, e os cinco livros subsequentes da série. A saga de Duna trata de temas como sobrevivência humana, evolução, ecologia, e a interação entre religião, política e poder. Arthur C. Clarke escreve que Duna foi "uma obra única de ficção… Não conheço nada comparável a ela exceto O Senhor dos Anéis." Duna foi condecorado com o prêmio Nebula em 1965 e dividiu o prêmio Hugo em 1966.[carece de fontes?]

Frank Patrick Herbert Jr. nasceu em 8 de outubro de 1920 na cidade de Tacoma, no estado americano de Washington, a 51 km de Seattle. Seus pais eram Frank Herbert, Sr. e Eileen McCarthy Herbert. Desde cedo sabia que queria ser escritor, e, oriundo de uma família de classe baixa, Frank se mudou em 1938, aos 18 anos, para a casa de um casal de tios na cidade de Salem, no estado vizinho do Oregon. Lá, frequentou uma escola de ensino médio local, a Salem High School, onde gradou-se em 1939. Nesse mesmo ano, na procura por oportunidades, se mudou para Glendale, no Arizona, onde moravam parentes. Lá, mentiu sobre a sua idade para conseguir o seu primeiro emprego no jornal Glendale Star, afirmando ter 21 anos de idade enquanto tinha apenas 19, a fim de não descobrirem que era menor de idade e não lhe contratassem para um emprego por lá. No entanto ele não foi contratado para a vaga. De volta a Salem no ano seguinte, arranjou um emprego temporário em um jornal da cidade, o Oregon Statesman, onde trabalhou em diversas funções como free-lance, incluindo como fotógrafo.[carece de fontes?]

Houve um hiato temporário em sua carreira de escritor enquanto ele serviu na marinha americana como um fotógrafo, visto sua experiência no Oregon Statesman, durante a Segunda Guerra Mundial. Durante o exercício militar, conheceu e se casou com Flora Parkinson, em 1941, na cidade de Los Angeles, Califórnia. Tiveram uma filha, Peny Herbert, nascida em fevereiro de 1942. O casal se divorciou em 1945.[carece de fontes?]

Depois da guerra, ele começou a frequentar a Universidade de Washington, em Seattle, onde, já solteiro, conheceu a também estudante Beverly Ann Stuart numa turma de escrita criativa em 1946.[carece de fontes?] Eram apenas estudantes numa turma onde ninguém havia vendido qualquer tipo de publicação — Herbert havia vendido duas histórias para revistas e Stuart havia vendido uma história para revista Modern Romance. Casaram em Seattle em 20 de junho de 1946. Juntos tiveram dois filhos, Brian Herbert (1947-) e Bruce Calvin Herbert (1951-1993). Frank Herbert não se formou em uma faculdade, de acordo com Brian, porque ele só estudava o que lhe interessava e, portanto, não conseguia completar os cursos necessários.[carece de fontes?]

Depois da faculdade, entre 1945 e 1948, ele retornou ao jornalismo, trabalhando no Seattle Star e no Oregon Statesman. Em 1949, Frank e sua família se mudaram para Santa Rosa, Califórnia, nos arredores de São Francisco, e por dois anos, o autor trabalhou no jornal Santa Rosa Press-Democrat. Também foi escritor e editor da revista California Living (da San Francisco Examiner) por mais de uma década.[carece de fontes?]

No início dos anos 1950, Herbert e sua esposa Beverly iniciaram uma amizade com o casal de psicólogos Ralph e Irene Slattery, que apresentaram a Frank as obras de muitos pensadores que influenciaram, direta e indiretamente, a escrita posterior do autor, incluindo Sigmund Freud, Carl Jung, Karl Jaspers e Martin Heidegger. Em um entrevista em 1973, Herbert afirmou ter começado a ler ficção científica "uns dez anos antes" de começar a escrevê-la, com contos que eram publicados em revistas do meio. Seu primeiro conto publicado, "Looking for Something", saiu na edição de abril de 1952 da revista Startling Stories. Durante essa década publicou cerca de vinte estórias.[carece de fontes?]

Herbert recusou-se a permitir que a banda inglesa de heavy metal Iron Maiden utilizasse o nome da sua obra Duna num dos seus temas do álbum Piece of Mind, A canção de Iron Maiden ficou conhecida como "To Tame a Land".[carece de fontes?]

Sua carreira como romancista começou com a publicação de The Dragon in the Sea em 1955, história ambientada num submarino do século XXI como uma forma de explorar sanidade e loucura. O livro previu os conflitos mundiais sobre a produção e o consumo de petróleo. O livro foi um sucesso de crítica, mas não atingiu grande sucesso comercial.[carece de fontes?]

Herbert começou a trabalhar em Duna em 1959 e pode dedicar-se em tempo integral a obra porque sua esposa voltou a trabalhar em tempo integral como escritora de propagandas para lojas de departamento. Helbert relatou mais tarde em sua entrevista com Willis E. McNeilly que o romance iniciou-se quando ele supostamente deveria escrever um artigo sobre dunas de areia de Florence, no Oregon, mas ele ficou tão envolvido que retornou com muito mais material do que seria necessário para um simples artigo. O artigo nunca foi escrito, mas serviu como base para as ideias que levaram a "Duna".[carece de fontes?]

Depois de seis anos de pesquisa e escrita, Duna foi terminado em 1965. Muito longe do que se esperava de ficção científica na época, ele foi publicado na revista Analog em dois volumes separados, em 1963 e 1965. Foi rejeitado por aproximadamente 20 editoras antes de finalmente ser aceito. Um editor profeticamente escreveu "Posso estar cometendo o erro da década, mas…," antes de rejeitar o manuscrito. Mas Chilton, uma editora de pequeno porte na Filadélfia deu a Herbert um adiantamento de U$7,5 mil e Duna logo foi um sucesso de crítica. Ele ganhou o prêmio Nebula pelo melhor romance em 1965 e dividiu o prêmio Hugo em 1966. Duna foi o primeiro romance de ficção científica ecológico, contendo uma grande quantidade de temas inter-relacionados e diferentes pontos de vista de seus personagens — uma característica presente em todo o trabalho maduro de Herbert.[carece de fontes?]

O livro não se tornou um best-seller instantaneamente. Em 1968 Herbert ganhara U$2 mil com suas publicações, muito mais do que os romances de ficção científica da época estavam lucrando, mas não o suficiente para torna-lo um escritor em tempo integral. Entretanto, a publicação de Duna abriu muitas portas. Foi um professor de escrita no Seattle Post-Intelligencer de 1969 até 1972 e estudante de uma série de temas interdisciplinares na Universidade de Washington (1970–2). Trabalhou no Vietnã e no Paquistão como consultor social e ecológico em 1972. Em 1973 foi diretor de fotografia do programa de televisão The Tillers.[carece de fontes?]

Um homem é um idiota em não colocar tudo de si, a qualquer momento, no que está criando. Você está fazendo a coisa no papel. Você não está destruindo, está plantando uma semente. Então, não se preocupe com inspiração, ou qualquer coisa como isso. É apenas uma questão de sentar e trabalhar. Eu nunca tive problemas em escrever apenas um parágrafo. Eu já ouvi falar disso. Eu me sentia relutante em escrever em alguns dias, por semanas inteiras, e as vezes até por mais tempo. Eu preferiria muito mais ir pescar, por exemplo, ou apontar alguns lápis, ou ir nadar, ou por que não? Mas, depois, retornando a leitura do que eu havia produzido, eu era incapaz de detectar a diferença do que veio facilmente e do que eu fiz quando me sentei e disse "Bem, agora é hora de escrever e agora eu vou escrever". Não havia diferença entre um papel e outro.

Em 1972 ele pode se tornar um escritor em tempo integral e durante os anos 1970 e 80, teve um sucesso comercial considerável como escritor. Ele viveu entre os estados do Hawaii e Washington. Em sua época ele escreveu vários livros e abordou temas ecológicos e filosóficos. Continuou a saga Duna, escrevendo Dune Messiah ("O Messias de Duna"), de 1969, Children of Dune ("Os Filhos de Duna"), de 1976, God Emperor of Dune ("O Imperador Deus de Duna"), de 1981, Heretics of Dune ("Os Hereges de Duna"), de 1984 e Chapterhouse: Dune ("As Herdeiras de Duna"), de 1985. No Brasil, todos os volumes foram publicados pela editora Nova Fronteira entre os anos 1980 e 90. Atualmente, os direitos de publicação no país estão com a editora Aleph, que vem republicando a série no Brasil, tendo lançado todos os seis livros originais: "Duna", "O Messias de Duna", "Os Filhos de Duna", "Imperador Deus de Duna", "Hereges de Duna" e "As Herdeiras de Duna", todos retraduzidos e reeditados.[carece de fontes?]

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