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Franco da Rocha

Município brasileiro do estado de São Paulo

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Franco da Rocha é um município do estado de São Paulo, localizado na sub-região norte da Região Metropolitana de São Paulo, em conformidade com a lei estadual nº 1.139, de 16 de junho de 2011 e, consequentemente, com o Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado da Região Metropolitana de São Paulo (PDUI). A população aferida pelo censo de 2022 do IBGE foi 144 849 habitantes, resultado de uma densidade demográfica de 1 090,9 hab/km², contra 131 604 habitantes e densidade de 980,95 hab/km² pelo censo de 2010.

Franco da Rocha tem sua primeira documentação histórica datada em 1627, época em que a coroa portuguesa oferecia sesmarias aos interessados em cultivar a área. Na época, o benefício para que cuidasse dos Campos do Juqueri foi concedido a Amador Bueno. Outras personalidades, como os bandeirantes Anhangüera e Antônio de Barros e a cabocla Susana Dias também obtiveram posses na região.

Até o século XIX, a região, que até então pertencia a Santana de Parnaíba, servia de caminho para aqueles que se dirigiam à Minas Gerais. Nesta época, tratava-se de um lugarejo que servia como ponto de alimentação para os tropeiros, que denominariam a região como Parada do Feijão.[carece de fontes?]

Na década de 1850, uma área de 45 km² dos Campos do Juqueri, denominada Fazenda Bethlém, foi comprada pelo barão de Mauá, Irineu Evangelista de Souza, passando a servir de acampamento aos operários que construiriam o túnel que atravessaria a Serra do Botujuru. Após a conclusão das obras, em 1866, a São Paulo Railway, conhecida popularmente como "Inglesa," havia comprado os 45 km² de Irineu Evangelista, incluindo a fazenda Bethlém e Cachoeira.[carece de fontes?]

A estação do Juqueri foi fundada em 1 de fevereiro de 1888, no mesmo ano chegaria o siciliano Filoteo Beneduce, que tinha a intenção de descobrir ouro em grande escala no lugar, conhecido à época como Pedreira, atualmente a Quarta Colônia. Como no local não existia a quantidade esperada, Beneduce resolveu se dedicar à extração de pedras, que eram enviadas para a cidade de São Paulo pela Estrada de Ferro recém-inaugurada, representando assim, a primeira atividade industrial na região.[carece de fontes?]

O desenvolvimento da região prosseguiu em 1895, com a construção de uma colônia de alienados, projetada pelo arquiteto Ramos de Azevedo. Sua construção visava suprir a demanda de pacientes mentais, já que os principais locais, como o Hospital de Alienados, em São Paulo, e a Chácara Ladeira do Tabatinguera, em Sorocaba, que atendiam doentes mentais de todo o estado de São Paulo, já não tinham mais condições de receber pacientes.[carece de fontes?]

O projeto, inicialmente denominado Colônia Agrícola do Juqueri, foi inaugurado em uma área de 150 hectares, com capacidade inicial de 800 leitos, ocupando um terreno à margem da linha férrea, próximo à estação Juqueri. Com o passar dos anos as terras da Quarta Colônia, as fazendas Cresciúma e Velha foram incorporadas ao patrimônio do Hospital. Na Quarta Colônia, aliás, foi instalada a usina elétrica do hospital — hoje Cachoeira Quarta Colônia — que durante anos forneceu energia também para a estação Juqueri e a todo o povoado. Com o falecimento de Frederico Alvarenga, em 1896, o doutor Francisco Franco da Rocha, a serviço do governo do estado, foi designado para administrar o hospital.[carece de fontes?]

No ano de 1908, devido à distância até a Paróquia de Sant'Ana, foi iniciada a construção de uma capela em louvor à Imaculada Conceição no povoado.[carece de fontes?]

A primeira escola primária da região ficava em um local muito castigado pelas enchentes e em 1909, a escolinha Rural Masculina passou a funcionar onde hoje é a rua Azevedo Soares, ficando sob a tutela do professor Ernesto Alves de Oliveira. [carece de fontes?]

Em 1934, o povoado deixa de fazer parte de Parnahyba e passa a integrar o município de Juquery, sendo elevado a categoria de distrito em 21 de setembro, com a denominação de Franco da Rocha.[carece de fontes?]

Emancipação e formação municipal

Em 30 de novembro de 1944, Franco da Rocha foi elevado à categoria de município pelo decreto-lei nº 14334, sendo constituído pelo distrito de Caieiras e pelo distrito-sede de Franco da Rocha.

Na década de 1950, foi criada a comissão Pró-Melhoria de Caieiras, para colaborar com os sub-prefeitos na execução de obras públicas do distrito de Caieiras. Tal comissão também tinha finalidade de colaborar na emancipação do distrito, para isto, foi elaborado um abaixo assinado endereçado à Assembléia Legislativa solicitando a realização de um plebiscito e a criação de um município denominado Santo Antônio de Caieiras, o que resultou na exoneração do sub-prefeito, cargo ocupado à época por Gino Dártora. Apesar das represálias, o plebiscito foi realizado e 968 pessoas votaram – 40 contra, 1 abstenção, 1 nulo e 926 a favor, resultando na emancipação de Caieiras em 14 de dezembro de 1958.

Cinco anos após a primeira perda territorial de Franco da Rocha, o distrito de Francisco Morato também realizaria um plebiscito, vindo a conquistar sua emancipação em 21 de março de 1965.

O clima é temperado e inverno seco. O solo é ácido, erodido em sua maior parte, exceto região de aluviações no Rio-Abaixo e Mato Dentro.

Pela sua hidrografia característica, o município sofreu vários alagamentos.

Em 11 de janeiro de 2011 uma enchente alagou quase toda a área central do município, causada pelo aumento da vazão da Represa Paulo de Paiva Castro, que normalmente é de 1 m³/s e chegou a 80 m³/s. Moradores ficaram isolados, prédios públicos, residências e estabelecimentos comerciais foram tomados pela água, que somente dois dias depois começou a baixar. Não houve informações sobre mortos. Duas das três entradas para a cidade - de Mairiporã e Caieiras - ficaram inacessíveis.

Em 11 de março de 2016, depois de uma forte chuva que se precipitou sobre a Região Metropolitana de São Paulo, o centro de Franco da Rocha ficou alagado. A maior parte da água veio da Represa Paiva Castro, que estava com pouco mais de 30% da capacidade no dia 10 de março, e foi para 100% as 2h da madrugada. As 6h da manhã, as comportas da represa fora abertas, para evitar seu rompimento. A circulação dos trens foi interrompida entre Perus e Jundiaí às 23h40. Dias depois a operação foi retomada parcialmente.

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Franco da Rocha | World in Stories