Francisco José Pereira Pinto de Balsemão GCCa • GCC • GCIH • GCL • GOB (Santa Isabel, Lisboa, 1 de setembro de 1937 – Cascais e Estoril, Cascais, 21 de outubro de 2025) foi um empresário português, primeiro-ministro de Portugal entre janeiro de 1981 e junho de 1983.
Jurista de formação, foi advogado, jornalista e, igualmente, dirigente político ativo, até se dedicar exclusivamente à vida empresarial, no setor da comunicação social.
Pinto Balsemão foi fundador e presidente do Grupo Impresa e presidente do Conselho de Administração da Sociedade Independente de Comunicação (SIC), a primeira estação de televisão privada em Portugal.
Percurso académico e profissional
Estudou no Liceu Pedro Nunes, em Lisboa. Francisco Pinto Balsemão completou a licenciatura em Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa.
Terminada a licenciatura, foi cumprir o serviço militar, na Força Aérea Portuguesa. Aqui tornou-se secretário do coronel Kaúlza de Arriaga, então subsecretário de Estado da Aeronáutica, e, em seguida, chefe de redação do respetivo meio de informação oficial, a revista Mais Alto.
Cumprido o serviço militar, foi realizar o estágio de advocacia, no escritório de Pedro Soares Martínez.
Em simultâneo com a atividade de advogado, Francisco Pinto Balsemão iniciou a sua colaboração com o Diário Popular, que era controlado pelo seu tio, Francisco como ele. Nesse jornal vespertino, exerceu a função de secretário da Direção.
Entre 1974 e 1979, foi Presidente do Automóvel Club de Portugal.
Foi professor associado convidado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, entre 1987 e 2002.
Foi membro do Conselho Consultivo da Universidade de Lisboa (2007-2009), presidente do Conselho da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (Maio 2009) e membro do Conselho Consultivo do ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão) desde Abril de 2010.
Carreira na comunicação social
A ligação de Balsemão ao jornalismo e à imprensa remonta a 1961, quando assumiu a chefia de redação da revista Mais Alto, órgão de comunicação da Força Aérea Portuguesa.
Em seguida, foi secretariar a direção do Diário Popular, até 1963, passando a integrar o respetivo Conselho de Administração desse matutino, em 1965. Deixou esse cargo em 1971.
O ingresso como administrador do Diário Popular deve-se ao facto de o tio de Francisco Pinto Balsemão ser acionista desse jornal. De resto, a ligação da sua família à imprensa remonta ao avô paterno, também ele chamado Francisco Pinto Balsemão, originário do Sabugal, distrito da Guarda. Precisamente na Guarda, o avo Balsemão, comerciante e apoiante da Primeira República, fundara o Jornal do Povo, primeiro semanário republicano de província, e O Combate, outro jornal comprometido com a intervenção republicana.
Afastado do Diário Popular, Francisco Pinto Balsemão resolve criar o seu próprio projeto jornalístico, inspirado nos semanários que se publicavam noutros países da Europa.
Nasce assim o semanário Expresso, chegado as bancas em princípios do ano de 1973, jornal que, além de um papel importante na transição para a democracia, tornar-se-ia num dos mais prestigiados títulos da imprensa portuguesa.
Francisco Pinto Balsemão foi o seu primeiro diretor, até 1979, ano em que lhe sucedeu Marcelo Rebelo de Sousa, que era também jornalista e pequeno acionista do jornal.