Francisco Otaviano de Almeida Rosa (Rio de Janeiro, 26 de junho de 1825 — Rio de Janeiro, 28 de maio de 1889) foi um advogado, jornalista, diplomata, político e poeta brasileiro.
Filho de um casal negro, o Dr. Otaviano Maria da Rosa, médico, e Joana Maria da Rosa, Francisco Otaviano nasceu na Rua do Carmo, hoje Uruguaiana, na cidade do Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1825.
Apesar de seu pai ser médico ilustre e homem honrado, sua família contava com recursos escassos. A despeito disso e ainda sofrendo com um reumatismo crônico, sua mãe não descuidou de sua educação.
Iniciou seus estudos no colégio do professor Manuel Maria Cabral, tendo se dedicado principalmente às Línguas, à História, à Geografia e à Filosofia durante sua vida escolar.
Em 1841, embarca para Santos (SP), rumo a São Paulo, e, com apenas quinze anos, matricula-se na então Academia de Direito do Largo de São Francisco , atual Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo bacharelando-se em 1845.Acerca dessa sua passagem pela faculdade de direito Almeida Nogueira é só elogios.
Em seguida, regressou ao Rio de Janeiro, principiando sua vida profissional na advocacia e no jornalismo, nos jornais Sentinela da Monarquia, Gazeta Oficial do Império do Brasil (1846-48), da qual se tornou diretor em 1847, Jornal do Comércio (1851-54) e Correio Mercantil.
Casa-se com Eponina Moniz Barreto. Desse casamento nascem seis filhos.
Foi eleito secretário do Instituto da Ordem dos Advogados, cargo que exerceu por nove anos.
Foi deputado geral pela província do Rio de Janeiro de 1853 a 1866.
É nomeado para o conselho diretor da Instrução Pública, e promovido a oficial da Ordem da Rosa.
Por ocasião da Guerra do Paraguai foi enviado como ministro plenipotenciário do Brasil ao Uruguai e à Argentina, substituindo o Conselheiro Paranhos (que viria a se tornar o Visconde do Rio Branco) na Missão do Rio da Prata. A ele coube negociar e assinar, em Buenos Aires, em 1º de maio de 1865, o Tratado da Tríplice Aliança entre o Brasil, a Argentina e o Uruguai, no combate comum a Solano Lopez, do Paraguai.
Já participara da elaboração do Tratado da Tríplice Aliança, em 1865, quando foi convidado pelo Marquês de Olinda para ocupar, na formação de seu 4° gabinete, a pasta dos Negócios Estrangeiros, mas não a aceitou, ficando em seu lugar José Antônio Saraiva.
Por decreto de 15 de março de 1865, o imperador D. Pedro II concede-lhe o título de conselheiro do Império.
Foi senador do Império do Brasil pela província do Rio de Janeiro, cargo vitalício à época, de 1867 a 1889
Como jornalista, empenhou-se com entusiasmo nas campanhas do Partido Liberal e tomou parte preponderante na elaboração da Lei do Ventre Livre, em 1871.
Por decreto, torna-se dignitário da Ordem Imperial do Cruzeiro. Nesse período viaja a Europa para tratar da saúde.
Foi sócio de diversas sociedades, entre elas a Sociedade de História de Nova Iorque.
Foi sócio honorário do Instituto Politécnico Brasileiro.