Neste Dia

Flávio Saretta

Tenista brasileiro

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Flávio Saretta Filho (Americana, 28 de junho de 1980) é um ex-tenista brasileiro. É considerado por diversos analistas esportivos, críticos de tênis e antigos tenistas como um dos dez maiores tenistas brasileiros da Era Aberta. Atualmente é comentarista de tênis do canal BandSports.

Profissionalizou-se em 1998 e atingiu seu melhor ranking da ATP de simples em 15 de setembro de 2003, quando foi n° 44 do mundo. Foi campeão do Aberto da Croácia nas duplas, sendo esse seu único título em nível ATP. Conquistou ainda sete taças da série Challenger e a medalha de ouro para o Brasil nos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro em 2007. Teve como boas campanhas as oitavas de final em Roland Garros (2003) e a 3ª rodada em dois Grand Slams: Wimbledon e US Open. Anunciou sua aposentadoria em 26 de maio de 2009.

Flávio Saretta atuou profissionalmente desde 1998. É destro. Sua melhor posição no Ranking de Entradas da Associação de Tenistas Profissionais (ATP) foi o 44º lugar, em 2003. Ele foi campeão dos Jogos Panamericanos, no Rio de Janeiro, em 2007.

Foi considerado um dos juvenis mais promissores de sua geração e não tardou a participar da equipe brasileira que disputou a Copa Davis em (1998, 1999, 2000 e 2001).

Sua estreia entre os titulares aconteceu em 2002, na República Checa, quando venceu Jan Vacek, se tornando o 52º brasileiro a disputar um jogo oficial da Copa Davis.

O título mais importante de sua carreira ocorreu em Santa Croce sull'Arno, na Itália, ainda como juvenil.

Saretta, chegou a figurar na 9a posição do ranking mundial da Federação Internacional, aos dezessete anos, mas acabou a temporada de 1998 com o 12º lugar e líder do ranking brasileiro.

Para muitos, 2000 foi o seu melhor ano. Em março passou para a chave principal de Delray Beach e disputou seu primeiro torneio da ATP, conquistando uma vitória na chave principal. Ele venceu o chileno Marcelo Rios, ex-número 1 do mundo, em Munique, na Alemanha.

Uma série de torneios aconteceram e novas vitórias vieram como o vice-campeonato em Belo Horizonte, além de ter sido semi-finalista em Salvador e Campos do Jordão.

Em setembro, conseguiu duas façanhas seguidas: faturou o Torneio de Curitiba e eliminou Gustavo Kuerten dois dias depois, na Costa do Sauípe na disputa do Brasil Open. Um aspecto negativo dessa partida foi as vaias da torcida pela vitória sobre Guga, que magoaram demais Saretta. Já no final da temporada, foi até as quartas em Montevidéu, à semi-final em Buenos Aires e foi ainda quadrifinalista no Rio de Janeiro, o que o colocou no grupo dos 100 melhores jogadores do mundo.

Pensava alto em 2002. Como estava em 98º lugar no ranking, entrou num calendário voltado para torneio maiores. Disputou seu primeiro Grand Slam na Austrália, sendo convocado para o time da Copa Davis e fez um belíssimo duelo diante do equatoriano Nicolas Lapentti, em Viña del Mar, onde deixou escapar a vaga para a semifinal ao perder dois match points ao final da partida.

Em março, conquistou o 94º lugar, ao chegar às semifinais do ATP mexicano. Em abril, conquistou seu primeiro título internacional, no Torneio das Bermudas, e apareceu como 79º do mundo. Em maio, disputou a primeira semifinal da ATP em St. Poelten e venceu seu primeiro jogo de Grand Slam.

A vitória mais espetacular da temporada foi em Wimbledon, ao vencer o sueco Thomas Johansson, 11º do mundo na ocasião. Essa vitória o levou à sua melhor posição no ranking, o 67º lugar em julho.

A temporada de 2002 terminou com altos e baixos. Em Long Island, surpreendeu o alemão Rainer Schuttler e foi às quartas-de-final. Depois, estreou no US Open, mas colecionou derrotas na primeira rodada em Nova York e em Sauípe muitos duvidavam da sua capacidade de voltar à vencer. Foi convocado novamente para a Davis, teve sucessivas lesões e só retornou às quadras meses depois. Em São Paulo, caiu na estreia. Fechou o ranking no 85º lugar.

Em 2003, Saretta chegou ao 44º posto do ranking mundial após realizar boas campanhas nos eventos do Grand Slam, ao avançar à 3ª rodada de Wimbledon e do US Open e, principalmente, ao chegar às oitavas-de-final do torneio de Roland Garros. Em Paris, ele venceu o russo Yevgeny Kafelnikov, ex-número um do mundo e 18º colocado na oportunidade, por três sets a dois (6-4 3-6 6-0 6-7 6-4), em partida válida pela segunda rodada, sendo eliminado nas oitavas pelo norte-americano André Agassi, cabeça-de-chave número 2 da competição, em três sets (2-6 1-6 5-7). Em 2004, Saretta ganhou o seu único título em nível ATP da carreira, nas duplas, ao lado do argentino José Acasuso, no Aberto da Croácia. No torneio olímpico de Atenas, formando dupla com André Sá, derrotou na primeira rodada a dupla espanhola Rafael Nadal/Carlos Moya, por 7-6(6) 6-1, sendo contudo eliminado logo em seguida nas oitavas-de-final.

No início de 2006, Saretta se tornou tricampeão do tradicional Aberto de São Paulo, um torneio Challenger realizado no Parque Villa-Lobos. Também teve vitórias marcantes em torneios ATP contra Juan Carlos Ferrero, ex-nº1 do mundo, no Brasil Open; e contra Marat Safin, também ex-nº 1 do mundo, no Masters de Hamburgo.

Em 2007, ele ganhou a medalha de ouro para o Brasil na chave de simples dos Jogos Panamericanos, no Rio de Janeiro, ao derrotar o chileno Adrián Garcia por dois sets a um (6-3 4-6 7-6).

Entre o fim de 2007 e início de 2008, o tenista sofreu com novas contusões e ficou afastado das quadras por nove meses. Em setembro de 2008, Flávio Saretta, ao lado de Rogério Dutra Silva, conquistou o vice-campeonato de duplas do Challenger de Sevilha ao ser superado pelos espanhóis David Marrero e Pablo Santos, por 2/6, 6/2 e 10-8.

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