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Filipe V de França

Filipe V de França e II de Navarra (Lyon, c. 1293 – Paris, 3 de janeiro de 1322), também conhecido como Filipe, o Alto,

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Filipe V de França e II de Navarra (Lyon, c. 1293 – Paris, 3 de janeiro de 1322), também conhecido como Filipe, o Alto, foi o Rei da França como Filipe V e Rei de Navarra como Filipe II de 1316 até sua morte.

Foi também conde de Poitou de 1311 a 1316 por apanágio do seu pai Filipe IV de França, conde palatino da Borgonha de 1315 a 1322 pelo seu casamento com Joana II da Borgonha

Devido ao processo pelo qual foi escolhido como sucessor do sobrinho João I no trono francês, ficou principalmente conhecido por promulgar a lei sálica na França, impedindo assim que neste reino a coroa pudesse passar para uma mulher.

Segundo filho de Filipe o Belo e Joana I de Navarra, os seus irmãos foram Luís X de França, Carlos IV de França, e Isabel de França, rainha consorte da Inglaterra.

Depois da invasão da Flandres em 1305, o seu pai concedeu Béthune, a primeira cidade a render-se, a Matilde, condessa de Artois e viúva de Otão IV, conde palatino da Borgonha.

Para garantir a fidelidade desta, foi organizado o casamento das suas duas filhas, Joana e Branca, com os príncipes Filipe e Carlos, respectivamente, filhos do rei francês. O matrimónio de Filipe com Joana ocorreu em Corbeil, em 1307.

Em Abril de 1314, uma visita da sua irmã Isabel de França despoletou o escândalo da Torre de Nesle: Margarida da Borgonha, esposa do seu irmão Luís, e Branca da Borgonha, esposa de Carlos, foram acusadas de adultério.

Joana da Borgonha, irmã de Branca e amiga íntima de Margarida, foi envolvida por ter cohecimento e guardado segredo das infidelidades das outras duas, e encarcerada na fortaleza de Dourdan. No mesmo ano Filipe IV morreu e foi sucedido por Luís X.

Em 1315, por influência da sua mãe, Joana foi libertada e voltou à corte, após ser absolvida pelo parlamento. Pouco depois o seu irmão Roberto, herdeiro de Otão IV e conde da Borgonha, morreu.

O título passou para a irmã, agora intitulada condessa Joana II da Borgonha. Filipe o Alto, como esposo, assumiu esse título jure uxoris (por direito de casamento), depois de já ser conde de Poitou por direito próprio, título oferecido em apanágio pelo seu pai.

Quando o rei Luís X morreu, a segunda esposa e viúva deste, Clemência da Hungria, estava grávida. Filipe assumiu a regência, sob alegações de que nessas condições a rainha não podia assumir o governo do país. A sucessão do trono permaneceu uma incógnita, havendo três pretendentes:

No caso de um filho varão, este herdaria a coroa da França.

Se nascesse outra menina, Joana, filha de Luís X, poderia subir ao trono, apesar de não haver precedentes de uma mulher ter sido coroada rainha governante da França. Ao contrário, Navarra tinha este precedente e no futuro aceitaria esta como soberana.

Mas poderia ser decidida a necessidade de descendência varonil, pelo que Filipe o Alto, o irmão sobrevivente mais velho do falecido rei, herdaria a França.

O assunto parecia resolvido com o nascimento de um filho varão, João I de França, o Póstumo, na noite de 14 para 15 de Novembro de 1316. Mas João viveu apenas durante alguns dias, falecendo a 19 de Novembro de forma misteriosa durante a cerimónia de apresentação aos barões.

Houve algumas suspeitas de envolvimento de Filipe na morte do sobrinho, mas nenhuma informação concreta confimou essa teoria. Apesar de serem lançadas várias teorias de conspiração sobre este óbito que, mesmo fazendo sentido, não estão provadas, não é particularmente extraordinária a morte de um bebé no início do século XIV. Mesmo com as condições privilegiadas de uma das casas reais mais evoluídas da Europa, é necessário ter em conta a taxa de mortalidade infantil da época.

À nobreza do reino foi então posta a questão da legitimidade da princesa Joana, nascida do primeiro matrimónio, à sucessão do trono francês. De facto, era a primeira vez que ocorria a ausência de um herdeiro varão directo. A sucessão que começara por ser electiva no início da dinastia capetiana, passara a dinástica varonil.

Havendo inclusivamente dúvidas sobre a paternidade de Joana, devido ao caso da Torre de Nesle, a nobreza francesa preferiu oferecer, nos Estados gerais de 1317 e alegando a lei sálica, as coroas de ambos os reinos, e o condado de Champagne, ao irmão de Luís X e já regente, Filipe V de França. Foi sagrado e coroado na catedral de Reims pelo arcebispo Roberto de Courtenay, também um capetiano, a 6 de Janeiro.

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Filipe V de França | World in Stories