Karl Felix Helmer Rosenqvist, mais conhecido como Felix Rosenqvist (Värnamo, 7 de novembro de 1991) é um automobilista sueco que atualmente compete na IndyCar Series pela equipe Meyer Shank Racing. Ele está na categoria desde 2019, ano em que estreou pela Chip Ganassi Racing, sendo o melhor novato do ano, e correu pela Arrow McLaren entre 2021 e 2023. Ele mantém o registro de ser o único piloto a vencer o Grande Prêmio de Macau (duas vezes), Masters de Fórmula 3 (duas vezes), Grande Prêmio de Pau e o Campeonato Europeu de Fórmula 3.
Venceu as 500 Milhas de Indianápolis em 2026 em uma das chegadas para a vitória com a menor diferença de distância para o 2°colocado na história da prova, exatamente na linha de chegada. É o terceiro piloto sueco a obter sucesso na prova das 500 milhas após Kenny Brack e Marcus Ericsson.
Rosenqvist teve um início tardio no cartismo, dando seus primeiros passos aos treze anos.
Rosenqvist começou sua carreira em monopostos na Ásia, em 2007. O primeiro campeonato que participou foi o Asian Formula Renault Challenge, com a equipe March3 Racing, no qual ele venceu na corrida 1 da segunda rodada em Xangai, e terminou em quarto lugar. Em 2008, ele retornou à categoria na rodada dupla de Xangai, obtendo duas vitórias e ficando em oitavo. Rosenqvist também disputou a Fórmula Renault 2.0 Ásia de 2008, na qual se sagrou campeão com uma temporada dominante, vencendo dez corridas e estando no pódio em treze das quinze corridas daquele ano. E em 2009, Rosenqvist foi campeão tanto da Fórmula Renault 2.0 Sueca quanto da Fórmula Renault 2.0 NEZ, com mais duas campanhas dominantes.
Em 2010, ele ficou em quinto lugar no Campeonato Alemão de Fórmula 3 com duas vitórias, oito pódios e uma pole position.
Em 2011, ele competiu na Fórmula 3 Euro Series com a equipe Mücke Motorsport, onde terminou em quinto com uma vitória, 10 pódios e cinco voltas mais rápidas, e venceu o Masters de Fórmula 3 em seu ano de estreia. Ele retornou à Euro Series no ano seguinte, ficando em quarto lugar, somando 212.5 pontos, mas perdendo para Pascal Wehrlein, que foi o campeão dos rookies e o segundo na classificação geral.
Em 2012, ele seguiu na Mücke Motorsport para disputar o Campeonato Europeu de Fórmula 3, tendo como companheiro de equipe o alemão Pascal Wehrlein. Venceu quatro provas, varrendo a rodada dupla que encerrou o ano, e ficou em terceiro, superando seu companheiro Wehrlein por 13 pontos.
Rosenqvist continuou na Mücke no ano seguinte, perdendo por pouco o título da Fórmula 3 Europeia de 2013 para Raffaele Marciello, mas venceu o Masters of Formula 3 pela segunda vez na pole position.
Em seu quarto ano com a Mücke Motorsport, o sueco terminou em oitavo na F3 Europeia de 2014 em uma campanha decepcionante. Sua única vitória foi na corrida 3 do tradicional Grande Prémio de Pau, e ele só apareceu no pódio novamente em Hungaroring, com um terceiro lugar, finalizando o ano em oitavo, com 198 pontos.
Em 2015, ele mudou para a Prema Powerteam, correndo ao lado de Brandon Maïsano e de futuros nomes da Fórmula E, como Jake Dennis, Nick Cassidy e Maximilian Günther. O sueco acabou conquistando o título com 13 vitórias, 24 pódios, 17 pole positions e 518 pontos, com mais de cem pontos de vantagem para o vice-campeão Giovinazzi.
Rosenqvist participou do Grande Prêmio de Macau sete vezes. Sua primeira incursão foi em 2010, onde terminou em nono depois de ter se classificado em sétimo em sua estreia com a equipe sueca/britânica Performance Racing. Ele retornou em 2011, mas não completou a prova por conta de um acidente. Em 2012, o sueco foi o segundo, ficando atrás apenas de António Félix da Costa e superando pilotos como Wehrlein, Carlos Sainz Jr. e Felipe Nasr. Na edição de 2013, o sueco começou a corrida na primeira fila, mas colidiu com Marciello e Pipo Derani e abandonou na primeira volta.
Sua primeira vitória na tradicional prova de rua veio em 2014, com Rosenqvist saindo da pole position, à frente do companheiro de equipe Lucas Auer e de futuros nomes do automobilismo, como Max Verstappen, Esteban Ocon, Nick Cassidy e Antonio Giovinazzi. Ele conquistaria sua segunda vitória consecutiva no Grande Prêmio de Macau de 2015, novamente saindo da pole position e segurando a pressão de Charles Leclerc. Em 2016, Rosenqvist retornou para sua última participação na tradicional prova chinesa, sendo o segundo colocado e mais uma vez sendo desbancado por Da Costa.
A longa carreira de Felix Rosenqvist na Fórmula 3 e seus resultados em Macau significaram que ele se tornaria o piloto de F3 mais bem-sucedido de todos os tempos.
Em fevereiro de 2016, ele anunciou que competiria na série Indy Lights de 2016 pela Belardi Auto Racing, pois não conseguiu trazer o orçamento para um programa contínuo na GP2 Series com a Prema Powerteam. Rosenqvist correu ao lado de Zach Veach, competiu em apenas 10 das 18 corridas, já que ele teria compromissos conflitantes com seu programa de carros esportivos com a Mercedes-Benz na Europa, e nas rodadas que ficou fora, foi substituído pelo britânico James French. O sueco venceu na corrida 2 de St. Petersburg e nas duas corridas da rodada de Toronto, fechando o ano em 12º. Ele teve um teste bem-sucedido na IndyCar com a Chip Ganassi Racing no Mid-Ohio Sports Car Course, dizendo que ficaria feliz em retornar ao cenário de corrida americano mais tarde em sua carreira.
Rosenqvist se juntou à Blancpain GT Series Sprint Cup de 2016 junto com o francês Tristan Vautier, pilotando um Mercedes-AMG GT3 para a equipe AKKA-ASP, onde juntos marcaram 1 vitória, 3 pódios em 10 corridas e terminaram em 7º na classificação geral. A mesma dupla, junto com Renger van der Zande, alinhou-se para as clássicas 24 Horas de Spa de 2016, onde alcançaram o 2º lugar depois que todos os carros da Mercedes-Benz receberam uma penalidade de parada e partida de 5 minutos. Em 2018, Rosenqvist participou de algumas corridas no Blancpain GT Series Endurance Cup.
Rosenqvist começou 2016 como piloto reserva oficial, tendo continuado sua longa parceria com a Mercedes-Benz antes de ser promovido a uma vaga de corrida com um dos carros administrados pela ART Grand Prix após a saída de Esteban Ocon para a Manor Racing na Fórmula 1. Ele fez uma estreia impressionante em Moscou, onde terminou em 10º e marcou pontos em sua primeira corrida no Deutsche Tourenwagen Masters.
Em 22 de agosto de 2016, foi anunciado que Rosenqvist substituiria Bruno Senna e seria parceiro do ex-piloto de Fórmula 1 Nick Heidfeld na Mahindra Formula E Team para a temporada 2016-17 da Fórmula E. Em 10 de junho de 2017, ele venceu a primeira corrida no ePrix de Berlim. Seria a primeira vitória para ele, assim como para sua equipe, e Rosenqvist terminou o seu primeiro ano na categoria em terceiro, com 127 pontos, ficando atrás do vice Sébastien Buemi por 30 pontos e do campeão Lucas Di Grassi por 54 pontos.
Em 2017-18, Rosenqvist conquistou mais duas vitórias na corrida 2 de Hong Kong e na corrida de Maraquexe, que também foram seus únicos pódios na temporada. O sueco acumulou 96 pontos e foi o sexto colocado.