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Felipe Nasr

Automobilista brasileiro

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Luíz Felipe de Oliveira Nasr (Brasília, 21 de agosto de 1992), é um automobilista brasileiro que atualmente compete no Campeonato Mundial de Endurance e no IMSA SportsCar Championship pela equipe Porsche-Penske. Ele é tricampeão da IMSA SportsCar Championship, vencendo nas temporadas de 2018, 2021 e 2024, ganhou as 24 Horas de Daytona em 2024, 2025 e 2026, e as 12 Horas de Sebring em 2019 e 2025. Anteriormente, ele competiu na Fórmula 1 entre 2015 e 2016 pela equipe Sauber. Ele também foi campeão da Fórmula 3 Inglesa em 2011 e campeão da Fórmula BMW Europeia em 2009.

De origem libanesa, Felipe é filho de Eliane Nasr e de Samir Nasr, proprietário da Amir Nasr Racing juntamente com Amir Nasr, que além de ser seu tio, também é seu empresário. Felipe tem uma irmã chamada Flávia, que é arquiteta, e uma sobrinha. Felipe fala português, inglês e italiano, tem como hobbies o wakeboard, o ciclismo e a pescaria, e tem como bandas favoritas Dire Straits e Beatles. Ele já teve relacionamento com Julia Piquet, filha do tricampeão da F1 Nelson Piquet, e com Giulia Testoni, catarinense formada em Moda.

Nasr protagonizou um documentário mostrando os bastidores da sua participação nas 24 Horas de Le Mans, sendo o primeiro piloto a fazer isso. O documentário, gravado em 2024 e dirigido por André e Salomão Abdalla, foi previsto para 2025, mas acabou sendo lançado em 2026, sob o nome de 2DIE4, mostrando os bastidores da edição de 2025 das 24 Horas de Le Mans.

Nasr iniciou sua carreira no kart aos sete anos na equipe Dibo Racing, onde conquistou todos seus títulos no kart. Venceu o campeonato brasiliense cinco vezes consecutivas entre 2000 e 2004. Em 2001 e 2002, foi vice-campeão brasileiro. Foi campeão da Copa Brasil em 2004 e 2007, campeão do Centro-Oeste em 2005, em 2006, se sagrou campeão brasileiro, e foi campeão do Sudam em 2007.

Início nos monopostos e título na Fórmula BMW

No ano de 2008, Nasr fez alguns testes com monopostos visando mudar de categoria. Testou carros de Fórmula 3 e Fórmula Renault e, satisfeito com os resultados, planejava fazer uma temporada completa na Fórmula 3 Sul-americana em 2009. Porém, o piloto recebeu um convite da Fórmula BMW das Américas para disputar a rodada final do campeonato em Interlagos. Felipe conseguiu um terceiro e um quinto lugares. A equipe Euromotorsport, de Antonio Ferrari, a qual chegou até a competir na antiga IndyCar, entusiasmada com o desempenho de jovem piloto, o convidou para um teste que seria realizado no final daquela temporada. Com um desempenho acima do imaginado, Felipe bateu o recorde da pista, onde havia ocorrido o mundial da Fórmula BMW dois dias antes.

A equipe então, sem perder tempo, assinou um contrato com ele para disputar a Fórmula BMW europeia, categoria que realizava corridas como preliminares das etapas europeias da Fórmula 1. Entretanto, seu companheiro de equipe, o espanhol Daniel Juncadella, também patrocinado pela Red Bull, era considerado o favorito ao início da temporada. Mas o cenário mudou logo na pré-temporada, quando Nasr liderou várias das sessões. E na primeira rodada do campeonato, em Barcelona, o brasileiro conseguiu fazer as duas poles, chegando em segundo e primeiro respectivamente nas duas corridas. Ele venceu também em Zandvoort, Nürburgring, Hungaroring e em Monza. Com cinco vitórias, 14 pódios, seis poles e 392 pontos, Felipe conquistou o título com uma corrida de antecipação. Com o título, apareceram convites de categorias e empresários se ofereceram para cuidar de sua carreira. Nasr escolheu ser agenciado por David e Steve Robertson, pai e filho, que cuidam da carreira de Kimi Raikkonen e levaram Jenson Button a F1.

Em 2010 assinou com a equipe Raikkonen Robertson Racing para correr a Fórmula 3 Inglesa. Seu primeiro pódio aconteceu na sexta corrida, a terceira da segunda rodada tripla, realizada em Silverstone. A primeira vitória aconteceu na terceira prova da rodada de Rockingham, na qual ele largou em quarto e assumiu a liderança logo na primeira volta. Na última rodada, em Brands Hatch, Felipe fez sua primeira pole position, mas foi punido por ter andado em bandeira amarela e acabou saindo apenas em oitavo lugar. Nasr terminou o ano na quinta posição, somando 136 pontos e com 256 de diferença para Jean-Éric Vergne, que foi campeão de forma dominante.

Na temporada seguinte, Nasr se transferiu para a Carlin. Ele enfrentou nomes como Valtteri Bottas, António Félix da Costa, Pipo Derani e Kevin Magnussen, que foi seu maior adversário na disputa do título. Mas Nasr foi dominante, vencendo já na corrida de abertura e ao longo das 24 corridas do ano, o brasiliense fez 297 pontos, 7 vitórias, 16 pódios, 4 poles e 8 voltas mais rápidas. Assim, Felipe foi campeão com duas etapas de antecedência, sendo o 12º brasileiro a conquistar o título da categoria e repetindo o feito de campeões da F1 como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna.

Felipe disputou a temporada 2012 da GP2 Series na equipe DAMS ao lado do experiente Davide Valsecchi, patrocinado pelo Banco do Brasil e pela OGX. O brasiliense teve quatro pódios, e seu melhor resultado foi um segundo lugar na primeira corrida da etapa belga. Já Valsecchi, que estava na sua quinta temporada da GP2, venceu o campeonato de pilotos. O décimo lugar de Nasr na classificação permitiu que a DAMS também vencesse o campeonato de equipes. Ele obteve 95 pontos e foi o segundo melhor estreante atrás de James Calado, que foi o quinto no campeonato e fez 65 pontos a mais do que Nasr.

Para a temporada da GP2 de 2013, Nasr mudou-se para a equipe Carlin Motorsport, em parceria com o britânico Jolyon Palmer. Nasr acreditava que ele seria um candidato ao título, ao lado de James Calado e Marcus Ericsson, e esperava estar dirigindo um carro de F1 no final do ano. Mas Nasr não conseguiu vencer pelo segundo ano seguido, tendo quatro segundos lugares na Malásia (corrida 2), Barém (corrida 2), Espanha (corrida 1) e Singapura (corrida 1) como melhores resultados. Ao todo, Nasr teve seis pódios e terminou o campeonato de 2013 em quarto na classificação geral, somando 154 pontos, e superando Palmer, que ficou três posições abaixo de Nasr e teve 35 pontos a menos que o brasileiro. Mesmo assim, o piloto declarou estar decepcionado com a falta de vitórias, a queda de rendimento e a dificuldade em arranjar vaga de titular na Fórmula 1, ainda mais depois de ter sido preterido pela Toro Rosso, que escolheu promover o russo Daniil Kvyat ao invés dele.Em 2014, Felipe disputou novamente a temporada da GP2 pela Carlin, conciliando isso com o posto de reserva da Williams, e Palmer, que se transferiu para a DAMS, foi substituído pelo colombiano Julián Leal, que também iria fazer seu terceiro ano na categoria. Nasr teve a sua primeira vitória na categoria na corrida 2 da Catalunha, e venceu novamente na Áustria (corrida 1), na Inglaterra (corrida 2) e na Bélgica (corrida 2). Nasr concorreu ao título com Jolyon Palmer até a etapa da Rússia, mas o britânico sagrou-se campeão por antecipação ao vencer a corrida 1, enquanto Nasr foi atrapalhado por seu time, que o fez cumprir uma punição no momento errado, e foi apenas o décimo sétimo colocado. O brasiliense terminou o campeonato em terceiro lugar, contabilizando 10 pódios e 224 pontos, cinco a menos do que Stoffel Vandoorne, que lhe tomou o vice, e 52 a menos do que Palmer.

Em 22 de fevereiro de 2014, Nasr foi contratado como piloto de testes da equipe Williams para a temporada de 2014 da F1, correndo com o número 40, que o acompanhou desde a base. Sua estreia em treinos oficiais foi no GP do Bahrein, onde ficou com o quarto melhor tempo. Nasr também esteve nos treinos livres da China, da Espanha, dos Estados Unidos e do Brasil. Ele encerrou seu ciclo na equipe britânica ao participar dos testes em Abu Dhabi, no qual completou 83 voltas e fez o oitavo melhor tempo.

Em novembro de 2014, Felipe Nasr foi anunciado como piloto titular da equipe Sauber para a temporada de 2015, tendo como companheiro de equipe o sueco Marcus Ericsson, que vinha da Caterham. Apesar de ter anunciado anteriormente que correria com o 40 que utilizou em 2014, ele anunciou que usaria o número 12 para disputar a F1 em 2015, sendo o mesmo número que usou na Fórmula BMW e que se tornou célebre por estampar o carro de Ayrton Senna entre sua estreia na Lotus em 1985 e seu primeiro campeonato em 1988.

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