Luiz Felipe Scolari (Passo Fundo, 9 de novembro de 1948), também conhecido como Felipão, é um treinador e ex-futebolista ítalo-brasileiro que atuava como zagueiro. É coordenador técnico do Grêmio.
Um dos técnicos brasileiros mais vitoriosos da história, viveu seu auge nas décadas de 90 e 2000, sendo campeão em diversos clubes e conduzindo a Seleção Brasileira ao pentacampeonato em 2002. Entre os times que treinou, teve importantes e vitoriosas passagens por Grêmio e Palmeiras, com os quais conquistou a Copa Libertadores da América, além de ter treinado o inglês Chelsea. Em 2013, foi campeão da Copa das Confederações pela Seleção Brasileira. É um dos três treinadores a vencer a tríplice coroa clássica (principal copa continental, campeonato e copa nacional) por um mesmo clube brasileiro, feito que obteve dirigindo Grêmio (Copa do Brasil de 1994; Libertadores de 1995; Brasileirão de 1996) e Palmeiras (Copa do Brasil de 1998 e 2012; Libertadores de 1999; Brasileirão de 2018).
É descendente de italianos, pois seus avós eram imigrantes da região do Vêneto. Além da nacionalidade brasileira, possui também a italiana.
Scolari começou sua carreira futebolística aos dezessete anos, jogando nos juvenis do Aimoré, da cidade gaúcha de São Leopoldo. Seu interesse pelo futebol ocorreu por influência de seu pai, Benjamin Scolari, que, na sua época, também havia atuado como zagueiro no sul do Brasil. Apesar de não ser reconhecido como um jogador habilidoso, destacou-se pelo seu estilo aguerrido e de liderança, muitas vezes sendo capitão nas equipes por onde passou. Depois do Aimoré, transferiu-se para o Caxias, uma equipe de maior prestígio dentro do cenário gaúcho, onde jogou por sete anos.
Depois disso, jogou ainda por Juventude, Novo Hamburgo e CSA — neste último, conquistou seu último título como jogador: o Campeonato Alagoano de 1981.
Luiz Felipe Scolari foi professor de educação física na Escola A. J. Renner, também conhecida como Escola Industrial, localizada no município de Montenegro, cidade localizada a, aproximadamente, 60 km de Porto Alegre. Naquela época, não era tão famoso, mas dedicava-se intensamente às atividades educacionais.
Além disso, também foi professor de educação física na cidade de Caxias do Sul, em instituições como a Escola Estadual Cristóvão Mendonza e o Colégio La Salle Carmo.
Mais recentemente, no final de outubro de 2021, foi anunciado como professor do Futebol Interativo, uma escola de cursos para o futebol, onde ministrou um curso presencial para treinadores.
Após ter encerrado a carreira de jogador pelo CSA no ano anterior, sendo campeão estadual. Felipão foi anunciado como treinador da equipe após a saída de Walmir Louruz. Em 1982, Felipão assumiu a equipe na Série A do Brasileiro em um jogo contra o Sport, no Estádio Rei Pelé, perdendo de 2x1. Felipão teve um retrospecto de 1 vitória, 4 empates e 2 derrotas. Foi dispensado depois do time cair para a Taça de Prata do mesmo ano.
Clubes gaúchos, Goiás e Oriente Médio
Após a primeira experiência como técnico, retornou à sua terra natal para passar por diversos clubes gaúchos. Com duas passagens pelo Juventude, uma por Brasil de Pelotas e Pelotas. Após conseguir destaque nas passagens pelo Juventude, onde realizou uma série de amistosos no Oriente Médio voltando invicto, com vitórias sobre grande clubes e até seleções daquele continente, foi para o Grêmio (estreou no dia 3 de junho e logo depois conquistou o Campeonato Gaúcho de 1987), teve reconhecimento regional, tendo ainda realizado trabalhos no Al-Shabab, da Arábia Saudita, e no Goiás.
Em 1989 foi para o Kuwait, onde foi campeão da Copa do Emirado com o Qadsia SC e campeão da Copa do Golfo em 1990 com a Seleção do Kuwait.
Criciúma e novas passagens no Oriente Médio
Em 1991, levou o Criciúma ao título da Copa do Brasil, maior glória da história do clube, feito pelo qual ganhou reconhecimento no Brasil. No mesmo ano, foi contratado pelo Al-Ahli e treinou mais uma vez o Qadsia, não obtendo sucesso.
Felipão retornou ao Grêmio em 1993, onde conquistou vários títulos, dentre eles a Copa do Brasil de 1994, a Copa Libertadores da América de 1995 e o Campeonato Brasileiro de 1996, além dos títulos estaduais.
No Mundial de Clubes, formato intercontinental de 1995, o time de Felipão perdeu nos pênaltis para o Ajax, depois de empatar sem gols e atuar boa parte do jogo com um jogador a menos. Na época, o time holandês possuía a base da seleção do país que disputaria a Copa do Mundo FIFA de 1998.
No início, Felipão recebeu duras críticas por ser considerado um técnico "retranqueiro", de "jogo feio" e que "mandava bater nos adversários", porém, com o decorrer do tempo ficou marcado como um dos maiores ídolos do Grêmio, e até hoje é lembrado e respeitado pelos torcedores do clube gaúcho.
Em 1997, após dirigir o Júbilo Iwata, do Japão, transferiu-se para o Palmeiras, onde foi vice-campeão do Campeonato Brasileiro do mesmo ano, perdendo o título para o Vasco, do artilheiro Edmundo. Empatou as duas partidas finais, mas pelo fato do clube carioca ter melhor aproveitamento na primeira fase, acabou ficando com o título.