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Erich Priebke

Político alemão

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Erich Priebke (Hennigsdorf, Brandemburgo, 29 de julho de 1913 — Roma, 11 de outubro de 2013) foi um hauptsturmführer (capitão) da SS durante a Segunda Guerra Mundial. Viveu 20 meses no período final da guerra como prisioneiro de guerra, tendo escapado do campo pelos arames farpados e tomado o "caminho dos ratos" (ratline), uma rota europeia conhecida para fuga de nazistas para a América do Sul, que passava por Nápoles. De lá embarcou num navio e foi se refugiar no interior da Argentina.

Viveu na Argentina com seu nome verdadeiro e passaporte alemão. Cinquenta anos depois ele foi localizado por uma equipe da TV norte-americana da CBS, que confirmou a sua identidade e inclusive o entrevistou na saída de um colégio onde ministrava aulas. Preso pela polícia argentina depois de a matéria ter ido ao ar nos Estados Unidos, levou mais um ano e meio até a justiça argentina expatriá-lo para a Itália para julgamento por crimes de guerra na península itálica.

Recaía sobre ele a acusação de assassinato de 355 civis italianos (dez civis italianos para cada soldado alemão morto em um atentado da resistência italiana), no chamado Massacre das Fossas Ardeatinas em Roma, em 24 de março de 1944. Em 1996, foi condenado à prisão perpétua. Cumpriu prisão domiciliar pelas leis italianas, proibido de estar numa prisão pela sua idade avançada.

Morreu em 11 de outubro de 2013 aos cem anos de idade em Roma, na Itália. Seu sepultamento e local do túmulo foi considerado do mais alto segredo, após diversas cidades negarem acolher o corpo do ex-comandante da SS, temendo que seu túmulo se convertesse num local de peregrinação para os neonazistas. Segundo seu advogado, deixou uma entrevista escrita e um vídeo como "testamento humano e político".

O Massacre das Fossas Ardeatinas

Priebke era capitão das SS quando, em 24 de março de 1944, ordenou o fuzilamento de 335 civis italianos, e participou do mesmo, como represália pelo ataque partigiano de via Rasella, onde morreram 33 militares alemães.

Em junho de 1944, Priebke foi capturado nos Alpes italianos pelo exército americano, quando confessou a sua participação no massacre e ficou detido por cerca de 20 meses em uma série de campos de prisioneiros de guerra na Europa. Uma noite, Priebke decidiu fugir com mais dois cúmplices, e foi pelo arame farpado que eles conseguiram escapar do campo. Ele sabia que não podia ficar escondido por muito tempo, e que seria mais seguro imigrar com a família para outro país (ver: Ratlines).

O ex-oficial, depois de longa permanência na Argentina, foi localizado por uma equipe da rede americana ABC News, a quem declarou ser ele mesmo o capitão das SS.

Erich Priebke levou uma pacata vida em Bariloche, fez uma pequena alteração no seu nome e era chamado de "Erico Priebke". Vivia entre famílias imigrantes da Europa, em um clima familiar nos Andes de Bariloche, onde predominava um clima frio, com neve, montanhas e lagos, viviam abertamente como se estivesse na Baviera, frequentava teatros, restaurantes, sempre rodeado de alemães e austríacos, muitos deles ex nazistas.

Na cidade, Priebke ministrava aulas em uma escola alemã, e viveu por lá sem ser incomodado por cerca de 40 anos.

No início do ano de 1994, uma equipe de jornalistas da Norte Américana ABC News, decidiram fazer uma matéria de como muitos criminosos nazistas fugiram da Europa para América Latina, após a Segunda Guerra Mundial. A matéria, levou uma das melhores equipes de jornalistas da ABC News a um dos últimos e mais procurados oficiais nazistas, o capitão da SS Erich Priebke e Reinhard Kopps, um antigo espião nazista.

A reportagem revelou o paradeiro dos oficiais, que até então não haviam sido julgados por seus crimes e levavam uma vida comum na Argentina. Posteriormente, a matéria serviu de base para o julgamento dos dois nazistas foragidos.

Na década de 1990, o Centro Simon Wiesenthal trouxe à tona o seu paradeiro. Kopps estava morando em San Carlos de Bariloche, uma pequena cidade na Argentina, em que numerosos criminosos nazistas como Josef Berger e Josef Mengele poderia estar escondido.

Reinhard Kopps foi um ex-espião nazista e um dos responsáveis por arquitetar fugas de criminosos de guerra para a América Latina, dentre eles os nazistas, croatas e húngaros (rota conhecida como ratlines ou "caminho dos ratos") rota que saia da Alemanha, indo para a Áustria ou a Suíça, depois até a Itália. Eram colocados em navios que viriam para a América Latina.

Logo após a guerra Kopps arquitetou a sua própria fuga para Argentina, onde conseguiu milhares de vistos para ex-companheiros Nazistas viverem na Argentina. Kopps viveu com o pseudônimo de Juan Maler.

Kopps foi surpreendido na saída de uma farmácia em 6 de maio 1994, onde o mesmo confirmou a sua identidade e confirmou a vivencia de Erich Priebke, em solo argentino. Chegou a ser preso e logo depois solto, morreu de causas não divulgadas para a imprensa em 2001 em Bariloche. Kopps não foi um assassino como outros famosos nazistas, trabalhou em um jornal, e tinha um escritório onde o mesmo conseguia os passaportes para os ex companheiros de guerra. A sua participação no pós guerra, teve muita importância para os nazistas, afinal Kopps proporcionou um recomeço para muitos.

Reportagem e julgamento de Priebke

Para a surpresa dos jornalista, Priebke assumiu claramente a sua participação no massacre de Roma, ao ser confrontado do porque ele fez isso, Priebke disse que "apenas cumpriu ordem", mas que não havia matado ninguém.

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Erich Priebke | World in Stories